segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Coisa de Grego


"Quando Zeus viu o fogo entre os homens  irritou-se e planejou uma vingança contra a humanidade. Criou uma criatura, que recebeu dos Deuses vários dons, como a beleza e encanto, e deu-lhe o nome de Pandora (a que possui todos os dons). À Pandora Zeus entregou um vaso, em cujo contéudo estava os males que ainda não abatiam a humanidade, e no fundo a esperança bem escondida.
Pandora foi enviada à terra, e lá encontrou Epimeteu, jovem irmão de Prometeu, e lhe ofereceu o presente dos Deuses. Mesmo avisado que não deveria aceitar nada do Olimpo, Epimeteu encantou-se pela mulher a abriu o vaso.
O mal se espalhou como uma nuvem sobre a terra, trazendo a dor, o sofrimento e a doença, mas Pandora tampou o vaso antes que escapasse a esperança, que ficou para sempre presa dentro do vaso."


Sempre pensei na história de Pandora na mitologia grega de uma forma diferente.
Vejo Prometeu (o que pensa antes) como os que são levados apenas pela razão. Na mitologia, como protetor da humanidade, ele roubou o fogo e o trouxe aos homens. E se este fogo, não fosse propriamente fogo? Pensem por um instante: E se ele representasse na verdade a luz, a razão e o conhecimento? Os seres humanos eram ignorantes, e então ele lhes deu a consciência sobre as coisas.
E então Epimeteu (o que pensa depois) pode ser aqueles que se levam apenas pela emoção do momento, os impulsos quase irracionais. E por conta destes impulsos não pensados, ele ajudou a trazer o mal sobre a terra que não existia. As pessoas possuiam já o conhecimento sobre as coisas, mas não conheciam a doença e o mal.
A razão então viria a ser a proteção da humanidade e a emoção ajudaria a arruinar as pessoas?
Eu não penso desta forma na verdade.
Eu sempre vi Prometeu como um ser brilhante. Ele conseguia praticamente tudo, mas quanto ao amor que dizia ter pela humanidade trazia minhas dúvidas, já que em quase todos os momentos ele parecia usar os homens para desafiar os deuses do Olimpo. Era como se tudo não passase de um jogo, e a humanidade as peças em suas mãos hábeis.
A razão demais, sem emoção, leva a arrogância, a loucura e a desgraça, como ele mesmo foi vítima, ao ser preso no monte cáucaso a ter uma águia comendo todo dia seu fígado.
Epimeteu talvez, no alto de sua ingenuidade amasse mais os homens, apesar de por agir somente com a emoção, sem pensar, causou muito mal aos que amava.
Mas mesmo assim, alguns dos instintos mais importantes não nos levam a pensar e pensar para agir. É... instinto.
As vezes pensar demais nos leva mesmo é a fazer besteira. Ou pior, não fazer nada.
E se Epimeteu e Prometeu hovessem trabalhado juntos? Digo, a razão e a emoção em equilíbrio. Eis a chave para tantos problemas.
É esta divisão que acaba com a gente. Passional demais, ou racional demais.
Os gregos estiveram enganados sobre uma coisa: a razão por si só não é a proteção da humanidade, e tão pouco a emoção a sua destruição. Na verdades, ambas isoladamente e em exagero são um desastre!
Afinal nem Prometeu nem Epimeteu se deram bem com a receita de só isso ou só aquilo.
Ao equilíbrio então iremos. Ao equilíbrio!

Obs: Veja o que aconteceu homens ao Epimeteu, é isso o que dá perder a cabeça por conta de um rabo de saia! rsrs

Lorem Krsna

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Dúvidas? Indagações? Palpites? Ideias? Epifanias?
Só para comentar mesmo?
Tudo bem!
A vontade!
Aberta a opiniões.
A agradeço a sua visita ao anjo sonhador.
Espero que volte sempre que quiser, serás bem-vindo.

Vasculhe

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...