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segunda-feira, 24 de junho de 2013

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Sinto falta da inocência regada com a esperteza que tínhamos tão bem.

Mas tudo passou... queríamos tanto crescer, sair do útero confortável mas por vezes restritor da infância, para descobrir que somos jogados, afogados em uma liberdade que nos prende como algemas, que nos sufoca com responsabilidades por vezes temidas serem além do que podemos carregar... mas que ainda assim levamos.

Lorem Krsna

domingo, 5 de maio de 2013

Leite quente


"As pessoas esquecem o que é ter sete.
Vou dizer, minha infância foi boa demais: tomar banho de chuva, mergulho no mar, jogo de futebol no gramado e queimado na pracinha com amigos e rivais do bairro.
Acordar sete da matina para tomar nescau e assistir ursinhos carinhosos. 
Aguardar disney cruj, e as festas juninas no mês das quadrilhas, buscando seu par. 
Quando ficava doente, lá vinha a famosa canja, cafuné, e o famoso kit adoentado: cream craker com guaraná. Se for muito amado, rolava um passatempo, para ciúmes dos irmãos.
Eu vivi tudo isso. Eu vi muita chuva caindo com a boca para o céu, e assisti o pôr-do-sol tocando violão na praia. Eu já voltei pra casa da escola conversando com o menininho que eu gostava, e fingi que estava irritada quando ele disse que gostava de mim.
Eu briguei e brinquei com meus irmãos, e foi quando estava com eles que senti que estava mais feliz e completa. Já ouvi que era amada, e disse também, e isso é único quando real. Meus pais já disseram que se orgulhavam de mim, e isso vale cada noite mal-dormida.
E eu lembro bem o que foi ter sete, oito, dez, treze anos. Lembro bem de como é ter quinze anos e sentir que o mundo está contra você, e ter dezenove e sentir que é hora de conhecer o mundo, e apanhar bastante. E sei o que é ter vinte e perceber que você não sabe de nada, mas tem tudo para descobrir, basta abrir os olhos, correr atrás, buscar lugares, pessoas e a si.
Eu posso ter pulado etapas. Mas não fui privada de nada."

Lorem Krsna




quarta-feira, 30 de maio de 2012

O que aprendi com meus Pais.



“Você não pode ensinar a criança a cuidar de si mesma, a não ser que a deixe tentar por si. Ela cometerá erros e a partir desses erros brotará sua sabedoria.” (Henry Ward Beecher)
Quando eu era criança, meus pais sempre falavam não no que eu seria, mas no que eu poderia ser. Eu não ganhava, eu merecia. Aprendi com eles a respeitar as pessoas, a filtrar conselhos. A ter paciência, mas a nunca baixar a cabeça, pois ninguém é melhor que ninguém, não importa em qual sentido extenso da palavra. Não importa o quanto esteja golpeada, sempre posso dar a volta por cima.
Ensinaram-me a falar na hora certa, e a me calar, pois o silêncio às vezes é o melhor conselheiro e a melhor resposta (e sei que nem sempre sigo isso, minha impetuosidade se sobrepõe a racionalidade). Ensinaram-me a viver entre reis ou a plebe sem perder minha essência e esquecer quem sou,  de onde vim, e para onde vou. E que sempre – Sempre!- haverá alguém que tentará me fazer desviar-me do que quero, e que dependerá de mim, e apenas de mim, saber me defender neste momento a partir da certeza de saber quem sou e de quem busco ser.
Meus pais me ensinaram a diferença entre ter caráter e ter reputação, e a filtrar a críticas, me defender dos golpes, não importa de onde viessem. Para que nunca deixassem ninguém dizer-me que não poderia fazer algo, que não seria capaz, mesmo eles mesmos. E eu cresci tendo plena consciência de minhas capacidades, principalmente de surpreender. 
Fui criança como deveria ser. Brinquei muito, arranhei meu joelho, cai, briguei na escola. Quebrei a cara, fiz amigos, inimigos. Amei, me decepcionei, e vou aprendendo...
Aqui estou eu, pai, mãe, fruto de tudo aquilo que me ensinaram, e da capacidade que me deram de aprender com a vida e no mundo. Sei que nem sempre sigo aquilo que deveria, e aí me serve outro ensinamento: O de levantar depois de errar. Afinal, o erro caminha ao lado da humanidade que carrego em mim, e que há em todos nós. Vocês não tentaram me fazer perfeita, tentaram me fazer descobri que eu sou, e a partir daí encontrar um caminho. E dou Graças a Deus por isso. Perfeição é ilusão. Ilusão causa dor.
Acredito que não estou nem na metade do caminho, e que ainda há muito para todos nós, mas sei que graças a vocês, estou encontrando meu caminho. Faculdade, amigos, decepções, aprendizados. Vou vivendo. Não refazendo os passos que um dia fizeram, mas a base do que me foi passado, criando minhas pegadas. Nem sempre agradeço por isso, pelas pessoas maravilhosas que tive o prazer de ter como guias, não me passando uma ideia ilusória de uma perfeição que não existe, mas que me mostraram os declives e aclives do caminho, e que ninguém acima de mim tem a capacidade de buscar minha maneira de ser feliz!



Lorem Krsna  

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