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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Eu?


Tenho 20 anos. Ou 12, ou 7, ou 60. Minha gargalhada pode ser irônica, e posso ser bem escandalosa as vezes. Eu falo alto, e penso por horas. E eu planejo, e sofro por antecedência, mas amo a incerteza, e ainda assim vivo procurando boas perguntas. Quero ser pesquisadora, perita, engenheira mecânica, professora, teóloga, arquiteta, dentista, desenhista, escritora e tocar em barzinho. Quero tocar violão, piano, violino, gaita, violoncelo e talvez mais. Quero plantar umas árvores, lançar meus livros, descobrir alguma coisa, lançar artigos científicos, montar um aeromodelo revolucionário e entender o que de fato aconteceu com os dinossauros. Quero aprender uma porção de idiomas, e visitar o máximo de países que puder. Quero um amor pra vida toda e liberdade. Quero sair pelo mundo, sem lugar certo. Quero entender as religiões, e os homens, e o que eu sinto. Quero uma vida cheia de laços por aí. Quero ler todos os livros dos 1000 livros que você deve ler antes de morrer, e alguns mais. Quero assistir os filmes dos livros que eu li, e outros mais. Quero envelhecer sem rancor, reunir a família em alguns domingos, para comer macarronada e jogar aqueles jogos que você tem certeza que todo mundo vai trapacear. Quero encontrar os amigos para falar da vida, e ver todos bem.
Eu quero rir, chorar, e sofrer pelas coisas certas.
Tenho 20, 12, 7 ou 60 anos. E daqui a trinta anos, terei todas as idades que hoje tenho, com alguns intermediários. Terei amado muita gente, e antipatizado com outras tantas. Terei mudado de planos, como quem muda de roupas. Terei rido, chorado, me magoado, ajudado e sido ajudada. Daqui a trinta anos, terei rugas, e mais uma porção de histórias, algumas de mal-gosto. Talvez algumas contas para pagar, e uma pilha de papel sobre a mesa. Talvez tenha filhos, não sei, ou mesmo netos.
Nem sei bem. Trinta anos, putz, é daqui há muito tempo.

Lorem Krsna

domingo, 5 de maio de 2013

Leite quente


"As pessoas esquecem o que é ter sete.
Vou dizer, minha infância foi boa demais: tomar banho de chuva, mergulho no mar, jogo de futebol no gramado e queimado na pracinha com amigos e rivais do bairro.
Acordar sete da matina para tomar nescau e assistir ursinhos carinhosos. 
Aguardar disney cruj, e as festas juninas no mês das quadrilhas, buscando seu par. 
Quando ficava doente, lá vinha a famosa canja, cafuné, e o famoso kit adoentado: cream craker com guaraná. Se for muito amado, rolava um passatempo, para ciúmes dos irmãos.
Eu vivi tudo isso. Eu vi muita chuva caindo com a boca para o céu, e assisti o pôr-do-sol tocando violão na praia. Eu já voltei pra casa da escola conversando com o menininho que eu gostava, e fingi que estava irritada quando ele disse que gostava de mim.
Eu briguei e brinquei com meus irmãos, e foi quando estava com eles que senti que estava mais feliz e completa. Já ouvi que era amada, e disse também, e isso é único quando real. Meus pais já disseram que se orgulhavam de mim, e isso vale cada noite mal-dormida.
E eu lembro bem o que foi ter sete, oito, dez, treze anos. Lembro bem de como é ter quinze anos e sentir que o mundo está contra você, e ter dezenove e sentir que é hora de conhecer o mundo, e apanhar bastante. E sei o que é ter vinte e perceber que você não sabe de nada, mas tem tudo para descobrir, basta abrir os olhos, correr atrás, buscar lugares, pessoas e a si.
Eu posso ter pulado etapas. Mas não fui privada de nada."

Lorem Krsna




segunda-feira, 29 de abril de 2013

Rumo ao desconhecido



" Eu aprendi que todo ser humano teme um pouco a mudança, tanto quanto a deseja. Ele não quer ficar no mesmo, ao mesmo tempo, treme diante da fuga da zona de conforto, do comum, do que é no momento presente... Mas estes saltos da zona são necessários. Mudar é como respirar, você precisa para viver. Mudar de ares, de pensamentos, de visão... Mudar o que você é não é trair nem um princípio. É principiar. 
E eu, prestes a um grande salto, já aprendi a fugir de justificativas e abraçar tudo isso, crendo o quanto será belo, mas também difícil, e por isso, concreto. O quanto será grande a mudança, como vem sendo desde o dia que cada um de nós nasceu e berrou para este mundo estranho, com medo da mudança brusca daquilo que nos era comum. Talvez seja isso, cada mudança é um nascimento... E nascer, embora difícil, é delicioso." 
Lorem Krsna 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O infinito que recai em meus dias

Há em mim uma tristeza sem nome, que vem sorrateira, certeira e fica aqui. Não sei de onde, nem por que de repente, tão somente, é tudo que há em mim.
E há este nome já impronunciável. Rostos que tento esquecer e que ainda assim sei que tomarão o resto de meus dias.
E há uma dor mansa, uma melancolia franca e uma alegria escassa. Tudo pulsa na solidão de meus dias, enquanto meu sorriso de fachada vem me machucando tanto. E por fora, nessas amenidades tolas e saídas espirituosas e no fim tão inúteis só digo que estou sempre bem.
Dentro, é onde tudo se complica, onde nada me alcança, onde cada pensamento, mesmo as mais afiadas facas de culpa continuam a me ameaçar quando me vejo só. E mesmo assim, só é como sempre acabo querendo estar. Só é quando esta dor mansa vem e ocupa tantas ausências, que desenterra tantas lembranças. Que jogam meus erros tolos em minha face, que não implora para que parem.
E ainda assim, eu tento ficar bem hoje, somente hoje. O amanhã parece longe demais. Só quero sobreviver a cada dia, a cada noite em que meus sonhos me perturbam e acordo na calada da noite sem saber ao certo onde estou. E só esta ausência pega em minha mão e me coloca para dormir, me impulsiona e me manda seguir sempre em frente.
Só esta dor me diz que não pode ser pior, mesmo eu sabendo que pode.
Mesmo eu sabendo que já faz tempo que não tenho medo, só letargia.
Que já faz tempo que não sinto nada senão este vento que passa frio por estas velhas cicatrizes que herdei dentro de mim.
Eu quero que mintam, e digam que tudo acaba bem logo, mesmo eu sempre sabendo que ainda há tanto para acontecer. Os dados ainda rolam, e não sei onde minha sorte anda nesta vida a fora. E ainda assim, meus olhos pedem que mintam. E mentem, mas isso em nada me alivia.
E ainda assim, estou sempre bem. Continuo sorrindo pelas mesmas coisas amenas. ainda procuro um certo olhar dentro de tantos outros, ainda em vão... E vou vivendo.
E essa tristeza, tão minha, já não posso ser sem ela. Já faz parte do canto do meu olho, tão escondida em cada frase pronta e petulância disfarçada. E essa solidão tão pulsante, já recai doce sobre minha fronte e se resvala para além de onde eu posso já sentir, tão somente no infinito dos meus dias, já tão perto, mas tão longe de onde eu posso alcançar.

Lorem Krsna


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sou


Sou calmaria.sou tempestade
Um crepusculo ou amanhecer.
o orvalho que cobre a tua grama
Sou o antes e o que vier.
Sou a chuva que derruba a ponte
ou o arco-Iris que vem após.
Sou o que surge da tua fonte.
O antes e o depois.
A luz que ilumina os dias
ou a escuridão que esconde os segredos.
sou coragem
Sou o medo.
Posso ser principio e fim
um pouco dos outros e tudo de mim.
Sou como uma estrela que brilha e domina
na escuridão,
mas que some ao acenderam a luz.
Sou um mistério que eu mesma desconheço
Meu fim, o meio e o começo.

Lorem Krsna de Morais Sousa

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fênix

Fênix


Como uma fênix de fogo
renasço dessas cicatrizes
do medo de viver, resta pouco
das loucuras, sobra muito;
E dessas vontades minhas.
Fugi de meus pesadelos
perdi os ventos que enfunam
as velas de meu veleiro.
Que agora navega, sem meio
E me esconder do medo
nas faz com que ele suma.
E dessas cinzas,nasci de novo
O que não me mata me fortalece.
Não se cava no fim do poço
Dos erros sempre se tira um pouco.
E se sobe assim como desce.
Não há impossível, mas sim improvável
Não há eterno, mas se faz infinito.
todo ato de coragem é louvável
toda tentativa é viável
Há muito mais entre o céu e inferno.
confiar demais é um passo para a decepção
desconfiar é um pulo ás cegas
A cabeça ou o coração?
A razão ou a emoção?
Um meio termo é o que resta.
De nada se sabe, tudo se busca.
E o melhor da vida é viver.
Da morte, a certeza, custa
o medo, é o que me leva a vencer.


Poesia que fiz em 31 de Dezembro de 2009.

Agora vejo que muita coisa mudou, mas que outras ainda serão as mesmas. Principalmente os sentimentos. Eles podem se camuflar, mas em essência continuam os mesmos, escondidos, mas ainda intensos demais para que os esqueça.
Os medos mudaram em sua maioria, mas as dúvidas ainda surgem, e sempre surgirão. Perdi pessoas, e ganhei outras. feri e me feri. Tive tudo e nada em minhas mãos tentando encontrar minhas respostas. Não cheguei ao fim do poço, e nem no topo do mundo. Ainda salto às cegas... mas com um objetivo maior em mente. Minha razão ainda continua em conflito intenso com minha emoções, e meu humor oscilante.
Em essência, cresci em um ano, o que não cresci em toda a minha vida, e com certeza não foi em altura (Está bem, talvez só uns poucos centímetros, mas me conformei com minha altura já há algum tempo...), foi em algo muito mais importante. Houveram amizades, enganos, alegrias, confusões (como sempre) e lições. em suma cometi novos erros e não os antigos. e isso já foi algo grande. Houve uma perda grande, e em contra-partida ganhei algo muito maior do quê imaginei.
Cresci, engordei, blefei, me decepcionei, perdi, ganhei, me perdi, fui estabanada e sábia, mimada e irritante, fui amiga mais fiel e inimiga terrível. Fui tia, irmã, filha, sobrinha, neta e amiga. Fui eu mesma, tentando não ser... e fui tantas outras, tentando me achar. Ouvi te amo e te detesto em um único dia, e sobrevivi a ambos sem danos incuráveis.
Sem dúvida, mais do quê nunca sei que sou uma fênix, todos somos; renascemos das cinzas que nos consumiram, para então nos renovarmos a cada dia (não só a cada ano). É isso que faz de nós o que somos.
A capacidade de renovação nos faz especiais, e nos mantém seguindo.
E seguir é tudo que mas espero para 2011.
Que seja um bom ano para todos então. 

  

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dezoito anos

Meu aniversário.
Dezoito anos atrás nascia a que vos fala. E olha que eu dei trabalho até para nascer!
Mas enfim, não estou aqui para falar das particularidades do parto, afinal enquanto eu escrevo isso provavelmente devem estar acontecendo muitos outros no mundo mais interessantes. 
Atingi a maior idade com algumas decepções, admito:
1- Não vou tirar minha habilitação ainda, e nem poderia já que minhas habilidades em frente a uma direção continuam bem limitadas ainda (para ser sincera, não sei nem andar de bicicleta direito.).
2- Ao que parece ninguém que eu conheço tem muitas crenças que não vá mudar de opinião quanto ao curso universitário que eu escolhi (em outra palavras estão rolando as apostas se eu vou ou não largar a faculdade, isto é, quando eu entrar de fato. Não os culpo, posso ser levemente inconstante às vezes.), embora eu esteja realmente decidida.
3-Estou sem emprego. Está certo, nunca trabalhei de fato, mas com o alcance da maior idade espero mudar esse quadro.
4-Morar longe dos pais é bom pela sensação de finalmente estar cursando o seu caminho, mas às vezes é uma droga (com o perdão devido pela palavra). Não preciso nem explicar o porquê, quem esta na situação sabe.
5-Para mim continuo a mesma do outro dia. Não mudei nada que eu perceba. Não que eu esperasse alguma mudança, como uma luz ou epifania, mas isso é um tanto decepcionante, tenho que mencionar.
6-Vou ganhar de presente 180 questões, mais uma redação para responder um dia depois da data. Ao menos estou realmente animada pra responder as provas do Enem, e espero mesmo que seja um presente bom. Porém, isso me limita bastante quanto aproveitar a data de hoje.
7 - Ficar pateticamente vermelha em algumas situações, e não ter muita aptidão para mentir.
8-Não ter muita aptidão para evitar certos acidentes, ou caminhar em algum local plano sem encontrar algo para tropeçar. Além também de alguns incidentes com ônibus errado, e escadas... deixa para lá não é?

Vou deixar de listar isso. São reclamações demais. Vou deixar meu humor sarcástico um pouco de lado, afinal também há alegria! Não é por que estou mais perto da morte que tenho que ficar me reclamando assim. Apesar dos pesares tive um bom ano. Acho mesmo que nunca amadureci em um espaço tão pouco de tempo. Cresci exteriormente alguns centímetros também (um alívio), e esse vai ser meu primeiro aniversário em que vou ser titia! Isso mesmo, estar ao lado da pequena notável que eu mais adoro me faz realmente feliz nessa data (e olha que eu iria passá-la sozinha dessa vez, escapei por pouco.). Sinto-me mais realizada para tomar decisões importantes para mim, e estou mais satisfeita comigo mesma. Certo que ainda tenho um gênio um pouco... bem, ninguém é perfeita não é verdade? 
Cresci, engordei, me meti em confusão e saí de maneira brilhante na maioria delas. Aprendi muito sobre controle, e sobre sentimentos (embora ainda entre em contradição com os meus várias vezes). Continuo meio esfinge, mas não sou um enigma mais tão perigoso agora. DECIFRA-ME OU DEVORO-TE. Pode ser DECIFRA-ME OU FINGE, QUE VEJO SE ACREDITO. Tá bom, ainda é o primeiro, não teria muita graça se não fosse não é?
E também não estou preocupada com o fato que legalmente posso ser presa se fizer besteira. Não é muito meu feitio, já que não consigo dormir direito nem se furar uma fila (alguns chamam isso de ser trouxa).
E também não vou preparar uma festa de arromba, nem um bolo nem nada. Comemoro do meu jeito. Encho meu copo de Coca-Cola (lembrando o que minha irmã fala sobre coca e a marca do capitalismo selvagem, perdoável na data.), e simplesmente brindo a mais um dia, pedindo sorte para a prova do final de semana e felicidade para minha família e amigos espalhados por esse mundo e que nesse momento os sinto perto.
Tenho dezoitos anos. Não é pouca coisa. Tenho uma família maravilhosa, alguns amigos leais e de bons momentos, um lugar para onde sempre posso retornar se algo der particularmente e horrendamente errado (só pra constar, isso não é pessimismo Nara, se você estiver lendo esse texto.), já sei o que quero da minha vida e tenho pernas e braços para ir atrás disso. Estou mesmo indo bem, apesar de minhas crises, minha insegurança, minha falta de jeito com as pessoas, ter problemas em falar a palavra com "A", de minhas poucas magoas, impulsividades e hiperatividade.
É isso aí! E quero muito mais!
Tin tin!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mudei


"Vivia me perdendo dentro de mim, procurando respostas
para as coisas que tanto me invadiam.
As coisas que hoje vejo que não precisam de explicação.
Me isolei de tudo que poderia aparecer
e me causar dor.
Até ver que a dor estava no isolamento...
Corri de tudo e todos que pudessem me ferir,
até o dia que que vi que fugindo de meus medos
não os faziam sumir.
Eles estvam entranhados em mim!
Pensei tantas besteiras,
que me arrependo de NÃO ter feito...
Gostei de pessoas,
e não as deixei ficar por perto.
Disse tanto adeus quando quis dizer "fique!"
Virei tantas páginas que devia rasgar.
E vejo hoje que essas devem ser as besteiras que fiz
e sem precisar pensar.
Mudei,
mudei muito,
o que não se significa
que ainda não vou mudar mais.
E que vou deixar de fazer besteiras.
Mas ao menos vou cometer novos erros
ao invês dos antigos."


"O monstrinho de baixo da minha cama
não sumiu quando acendi a luz,
mas sim quando iluminei meus pensamentos!"
Lorem Krsna

sábado, 6 de março de 2010

Esfinge

Não compreendo o critério de sensibilidade que minha personalidade assume, mas o sigo sem titubear.
Há pessoas que conseguem conquistar meu conceito sem muito esforço e outras, com menos esforço ainda me são extremamente desagradáveis.
 Quem me deu o direito de julgar assim os demais? Minha condição humana? Não sei. Mas não consigo refrear essas intuições, que quase sempre (e esse quase é que estraga) se mostram certas.
Alcançar minha confiança, não é conseguida facilmente, nem mesmo através de uma simpatia intuitiva. 
Sinto uma dificuldade até mesmo absurda em confiar nos outros, o que pode ser uma qualidade ou defeito.
Me sinto mal ao confessar algo a quem quer que seja.
NÃO SINTO NADA DAQUELE ALIVIO DE QUE TANTOS FALAM.
Continuo sempre com a impressão de que meus segredos só estarão seguros comigo mesma.  Ainda não conheci ninguém que me trouxesse confiança e serenidade o suficiente para contar meus anseios e permanecer tranquila.
Admito que guardo tantas coisas dentro de minha mente, dentro de mim, que as vezes parece que está lotado demais as únicas as únicas maneiras de colocar um pouco disso para fora é através das palavras. 
Se não fosse isso, não sei o que seria de mim.
É UMA controvérsia DIZER QUE RACIONALIDADE DEMAIS PODE TE LEVAR A LOUCURA? 


Esfinge

Descubra-me através de meus pretextos,
e veja em mim o que sou.
Quebre meu escudo de aparências,
e compreenda em lapsos de intuição.
entenda-me
procure a verdade por trás de minhas palavras.
Veja-me
atravesse a ponte do tudo que parece nada.
Leia esse enigma que foge de mim,
busque aquilo que foge do começo, meio e fim
Decifra-me
ou devoro-te.

Vasculhe

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