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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Academia, sala errada e mais um dia

UQ - Brisbane

Crônicas de um dia na Austrália.

Um dia determina o que você determina no dia. Confuso? Bem, eu só acho que as vezes bom mesmo é rir das situações complicadas. 
Vejam bem, desde que cheguei em Brisbane, há mais de um mês, sem saber falar quase nada de inglês, já passei por inúmeras situações constrangedoras, por conta da dificuldade de comunicação ou mesmo o pouco conhecimento em relação a cultura local. Todo mundo que já morou em outro país, acredito que saiba do que estou falando. Bem, enfim, eu já passei vergonha que já me fez perder a vergonha.
Já me perdi, peguei ônibus errado (hoje já sei as linhas decoradas), fiz perguntas indevidas, entrei em lugares indevidos e por aí vai. E Brisbane é um caldeirão de pessoas de culturas diferentes, então você acaba deslizando nestas também, como abraçar um japonês, por exemplo. Acho que se pode fazer uma imagem mental de determinadas situações...
Hoje, por exemplo, foi um dia com tudo a que tinha direito. Iniciei há pouco tempo na academia, eu, que nunca fiz exercícios na vida, mas, vida nova.
Claro que estou completamente quebrada. Aeróbica é coisa de gente louca, mas tudo bem. E eis que hoje fui me aventurar a fazer novos exercícios. Bicicleta, ok e tudo o mais. Daí veio a esteira.
Minutos depois, em uma distração (não me perguntem como) fui cuspida para fora desta, caindo longe. Me ergui mais do que depressa, na sala lotada. Todos fingiram que não viram, educados, e eu fingi que nada aconteceu, pulando de volta mais do que depressa com a mesma ainda em movimento, em uma agilidade digna de cinema.
Saldos e feridos, alguns machucados e saindo mancando fingindo que nada aconteceu. Claro que me perdi e quase não acho a porta (estava de frente a mesma, mas as portas automáticas não abrem para mim, eu não existo, ao que parece. ). 
Sai da academia, foi para o curso, e estava o inferno em terra após os resultados de testes para mudanças de nível em inglês. São sete níveis, eu fazia parte do dois, e mudei para o três. Felicidades a parte depois de alguma confusão, fui com meu papel para minha nova sala. Entrei lá, fui bem recebida, tipo, muito bem mesmo! Amei as pessoas. O problema era que elas falavam inglês muito bem, rápido, e eu estava quase chorando não me achando digna do nível, ia voltar para o dois e tudo o mais, estava caindo em depressão, mas lutando para acompanhar a conversa e até conseguindo aprender algumas coisas. Quando a professora chega, estranhando a presença do ser estranho, pergunta-me sobre o que diabos estou fazendo lá, e ao pegar meu papel (estava quase chorando), me diz que estava na sala errada. O que vi como o dois, era um sete, mas que podia ser cinco. 
E sim, aquele era o nível 7.
Devia ter estranhado o número exorbitante de asiáticos.
Depois de errar de sala mais uma vez, achei a minha e me descobri feliz no nível 3 (peito estufado.)
Sai da sala do nível 7 acenando e prometendo visitá-los depois.
Lorem Krsna

 
 

sábado, 7 de setembro de 2013

Herança familiar : estabanamento agudo


Tenho uma herança familiar passada de geração em geração ao sexo feminino: estabanamento agudo.
Praticamente todas as mulheres da minha família tem o gênio difícil e são desastradas. Não é pouco não, minha gente.
Minha irmã, acredito que ela possa bater todos os recordes de quebra de copos e objetos de vidro, tropeções em lixeiros , derrubando mesas de congressos (comida para todo o lado) e até mesmo quebra de uma televisão (que ela jura que não fez nada, só força da mente). Meu problema é mais espacial. Não tenho a minima noção de espaço e direção. Estou sempre me perdendo. Confundo esquerda e direita (tenho certeza que deve ser algo psicológico, não entendi a implicação disso ainda), e se pegar um carro, por Deus, não encontro o caminho de casa. Além disso, tenho dois pés esquerdos. Juro. E vivo no mundo da lua, se uma folha cair no chão lá vou devanear sobre a gravidade, sobre os maremotos na China e tudo o mais, começando pelo rabo da salamandra e terminando na tromba do elefante (fazendo conexões e me perdendo nelas, e no caminho também). 
Minha sobrinha, minha irmã, primas, todas tem uma inclinação para caírem em locais planos.
Posso dizer, que a culpa é dos objetos que se metem em minha frente? E dos locais, que são todos tão parecidos? Dos copos de vidro, que tem uma inclinação natural de escorregarem de mãos? Das lixeiras, que deveriam estar no canto? Dos extintores de incêndio que... Deu para entender.


Lorem Krsna 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Comida japonesa, raio-x e Austrália


Faz tanto tempo que não posto nada! Mas aconteceu tanta coisa...
Tive alguns aprendizados importantes ultimamente, por exemplo? Descobri que não estou aberta a outros estilos culinários, e vou lhe aconselhar, NUNCA coma a pasta verde da comida japonesa sem perguntar antes o que é. 
Juro. 
Uma simples viagem para realizar exames, comigo, é uma batalha épica, com direito a ir para a clinica errada, passar três horas para conseguir fazer um exame (urina assistida, quem consegue urinar com alguém olhando? o_o Eu não.), perder ônibus, ter ataque de riso durante exame e ter que subir em um banquinho para fazer exame de raio-x (baixinha é sua avó).
Ah gente, aconteceu tanta coisa... Minha vida é uma comédia, mas é bom rir dessas coisas né? 
O que mais? Estou indo embora para Austrália (nada de piadinhas sobre canguros, estou saturada disso), estudar um ano e meio lá (dai os exames né). Boa sorte para mim. Tenho certeza que vou me perder por lá, vou ter muitas histórias para contar por aqui.

Até mais:D

terça-feira, 30 de julho de 2013

Testando a paciência da Krsna


Manhã calma no banco.
Superando o meu quase pavor de resolver burocracias, fui como uma boa menina crescida resolver problemas com minha conta no banco. Por que não há nada mais agradável para uma pessoa hiperativa, do que enfrentar na segunda-feira de manhã uma fila gigante.
Chegando, qual minha surpresa, com a fila das senhas vazia? Saltitante, peguei meu número e subir ao primeiro andar, extasiada. Chegando lá, minha vontade foi de correr chorando pra casa (ta bom, parei de exagero). Imagino que é assim que as pessoas se sintam na bolsa de valores. Fiquei cinco minutos atordoada no meio da bagunça, me perguntando porque metade da população da cidade estaria fazendo no banco em uma segunda pela manhã. Consegui encontrar minha mesa, me espremer entre uma mulher de blusa amarela transparente e uma senhora de vestido florido e começar meu martírio da espera.
Se você tem TDH, não vá a um banco resolver burocracias. Faz mal.
A menina de amarelo precisava de uma frenectomia labial, e depois fechar o diastema anterior. A senhora de vestido florido provavelmente precisava trocar a prótese, que teimava em escapar quando ela falava. O cara do final da fila tinha mordida aberta, e o sujeito sendo atendido pela moça da mesa 7, era prognata...
Abaixei a cabeça de imediato, desconfortável. Mania um pouco vergonhosa de estudante de odontologia aquela. Resolvi mudar o pensamento. Um minuto depois, vi uma mulher que arranhava a perna sem parar, a outra, aparentemente comia seu próprio cabelo, e o terceiro senhor na minha fila olhava cada bunda que se levantava. O menino ao lado da moça de blusa amarela puxava sem parar o lóbulo da orelha entre os dedos, e uma mulher muito bonita de roupa social parecia ter passado a noite chorando.  Levei um chute de uma criança ao lado que chupava o dedo e me acordou dos devaneios , e me vi tentada a dizer que se ela continuasse com aquele  hábito de sucção não nutritiva poderia desenvolver mordida aberta...
Certo, parei.
Continuei batendo o pé impaciente, quicando na cadeira, olhando a senha sem parar. E ai começaram as tentativas de puxar assunto, que sempre ocorrem. Como antissocial em um dia ruim, respondi com “aham” e “é mesmo”, incentivando uma conversa que nem ouvia. Quando fui chamada, claro, gaguejei quando fui dizer o que queria (meu pavor agindo), e quando finalmente expus a situação, recebi outra senha, para outra mesa, com 45 pessoas na minha frente.
Sério, fui quase chorando para o outro lado da sala, sentando em um canto amuada. Com alguns minutos criei um enredo pra um conto, matei o personagem principal e desisti da história. Reparei que um menino bonitinho ao meu lado lia Machado de Assis. Fiquei atenta e quando reparei que em meia ora ele não virava a página pensei que ou ele tinha um déficit grande de atenção, ou descobriu o novo segredo para puxar assunto hoje em dia. Funcionou, a a garota atrás dele logo desenvolveu uma conversa sobre os clássicos brasileiros. No fim estavam trocando o número do celular. Menino esperto!
Outro casal atrás conversava sobre seriado, e terminaram com o menino falando sobre o grande amor da sua vida. Me senti intrusa e entediada e tentei mudar o pensamento, com a língua coçando quando pela terceira vez ele errou o nome de um personagem de série que eu assisto.
Minha mente divagou novamente, e imaginei uma história em que a moça da mesa 07, tinha um caso com o rapaz da mesa 08, mas era casada com o sujeito de olhos puxados da mesa 12... Estava na parte em que os dois eram pegos aos beijos pelo gerente quando alguém puxou assunto ao meu lado. A essa altura, estresse era apelido para o que eu sentia. Disse alguns ahams casuais, e na terceira vez que o sujeito me chamou de princesa fingi que cochilava para não descontar meu estresse em ninguém.
Proibido celular no banco? Ao menos oito pessoas atenderam. Dentre os toques, imperava Luan Santana, e um senhor de idade tinha um toque com a risada do Bob Esponja.
Tentei lembrar do alfabeto em grego, do meu vocabulário de francês, de patologias bucais...
Comecei a analisar as roupas, e conclui que mulheres são extremamente críticas. Quando finalmente fui chamada, depois de contar o número de luzes no teto, e o rapaz e a moça da mesa já tinha um casal de filhos e pediam a separação, tropecei na sacola de laranjas da senhora ao lado, e foi laranja para todo lado.
Resolvido o caso rapidamente, coloquei meu melhor sorriso “não estou estressada, faminta e nem seria capaz de jogar ninguém pela janela”, joguei meus cabelos cacheados para o lado no alto de meus 1,56 e fui ser atendida. Em menos de dois minutos fui despachada para voltar outro dia, o problema não poderia ser resolvido.
Ok. Esse é um blog livre, não irei baixar o calão aqui.
Só uma manhã calma no banco.

Lorem Krsna

    

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sentimental



Estou em meu momento sentimental. Podem rir, ando mesmo chorando e suspirando por qualquer motivo. Ando dispensando minhas lentes de aumento para ver os detalhes das coisas: só as sinto pulsar.
Ando mesmo cansando de tentar enxergar todos os lados, de inventar as mil desculpas. Estou aceitando, enfim, a irrevogável situação, de que todo mundo, em algum momento, se comporta como um tolo.Se é, que é realmente uma tolice sentir a flor da pele, remover todas as camadas e se deixar levar. Se sentir sensível e exposta, vulnerável, com uma seta  néon no calcanhar de Aquiles. E até o medo da flecha é libertador. 
É bom chorar quando se tem que chorar. Quando se acumula a sua tempestade interior. Eu tenho muitas tempestades interiores. Na verdade, dentro de mim se encontram calamidades naturais frequentes, mesmo que veja apenas minha cara de paisagem. E é diferente a situação de lançar uma tempestade para fora finalmente. Ir de uma gargalhada cuidadosamente contida, a um choro convulsivo, libertando todas as feras. Xingar, sem a menor elegância.
Talvez essa seja uma porta temporária aberta, onde liberto meu anjo e meu monstro. Onde posso dar aquele beijo, ou aquele tapa. Onde posso largar a dormência fria e letárgica, e cair no olho do furacão do sentir. O perigo, agora vejo, é o prenúncio da explosão. Aquele instante onde ninguém sabe qual sera o tamanho do estrago. Depois que ela ocorre, a gente só recolhe os pedaços. As vezes o prenuncio da dor é pior do que a dor. As vezes o prenuncio do amor é bem melhor do que o amar. As vezes você deixa mesmo correr sua fraqueza, deixa vazar um pouco da água, ou a represa explode.
É isso. Está cheio demais. Que saia um pouco. Apenas deixa fluir.Apenas deixa explodir. Depois, vamos aos estragos.

Lorem Krsna 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Atulhada



Se for para falar, eu falo. Falo um monte, mas então eu calo. Calo o que tem que ser calado, o que se torna irrelevante na enxurrado de informações que vou soltar. E vão falar "essa menina não cala, mas esconde, posso notar."
E se for pra falar dessa tristezas que carrego, do mundo caótico que nem mesmo entendo, seria mesmo  sufocada e sufocaria, quem comigo estaria. E nesse pensamento compartilhado, dos pensamentos soltos dos termos censurados, só a tristeza me caberia. E a todos. apontado, se diria "um sorriso bem lhe caberia."
E se for pra sorrir, ouça só a gargalhada. Ela fere os timpanos de tão alta. E as senhoras, vermelhas, em seus leques, escandalizadas apontarão "que menina mais mal- educada".
Se for para ter educação, nem reis terão o que falar. Boneca de louça, hei de me comportar. E como brisa leve, sorrateira, andarei suavemente sem ser notada. E eles dirão "que menina estranha, tão calada."
Agora sim, para ser o que sou, não importa a indóle, os dedos vão sempre apontar. Não importa mesmo os tetos de vidro, os pecados no porão, se o outro sempre um mais interessante vai carregar. Não importa tudo o que de mais podre terão guardado. Nada é mais atrativo, do que a vida do sujeito ao lado.

Proteger o teto, que nada. Vamos ver o estrago dos vidro quebrados. De fato!

Lorem Krsna


terça-feira, 11 de junho de 2013

Planos "falíveis"


A verdade, é que eu esqueci de te dizer um monte de coisas. Talvez nem sejam tão importantes, ou talvez sejam o ultimo passo pra alcançar alguma linha invisível. Eu talvez só sirva pra livrar, libertar. Nada pode tirar mais seu sono do que as coisas que você esqueceu de dizer. Os discursos inteiros repensados, que na hora esperada, evaporam. A gente pensa demais meu amigo. Pensa demais, e nunca somos o que pensamos ser, nunca pensamos como os outros, e quanto mais a gente pensa, mas a gente se afasta da verdade, achando que está no fim da linha deste pensamento.
E eu pensei um monte de coisas, e planejei mais uma porção delas. E acabei amassando tudo e jogando na lixeira mais próxima. Meus planos, quase sempre são "falíveis". O que dá certo, é o que eu menos espero. Como o fato de eu estar indo pra longe. E de eu estar esquecendo como você ri. Essas coisas, elas são tapas que te colocam em seu eixo.   
Eu esqueci de te falar, que por muito tempo eu falei seu nome por engano, por que em algum nível de meu inconsciente, ele estava sempre lá. Junto com seu sorriso, seu perfume. E isso me deixava não saudosista, mas com raiva de mim. Eu queria que as coisas fossem fáceis. Mas a vida não é fácil, e na maioria das vezes, também não é justa. A gente que se adapte e mude. Que jogue as fotos fora, queime as cartas, procure outros risos, mude os ares, e procure o seu modo de superar as planos "falíveis". Esse é o tipo de papel gasto que não se recicla. 
Esse é o tipo de coisa que serve como o chute que te manda pra frente, ainda que antes você se arranhe toda no chão. 
Acho que nós dois superamos, lambemos nossas feridas, e não esperamos o mundo para colar nada que foi quebrado.

__Lorem Krsna

domingo, 5 de maio de 2013

Leite quente


"As pessoas esquecem o que é ter sete.
Vou dizer, minha infância foi boa demais: tomar banho de chuva, mergulho no mar, jogo de futebol no gramado e queimado na pracinha com amigos e rivais do bairro.
Acordar sete da matina para tomar nescau e assistir ursinhos carinhosos. 
Aguardar disney cruj, e as festas juninas no mês das quadrilhas, buscando seu par. 
Quando ficava doente, lá vinha a famosa canja, cafuné, e o famoso kit adoentado: cream craker com guaraná. Se for muito amado, rolava um passatempo, para ciúmes dos irmãos.
Eu vivi tudo isso. Eu vi muita chuva caindo com a boca para o céu, e assisti o pôr-do-sol tocando violão na praia. Eu já voltei pra casa da escola conversando com o menininho que eu gostava, e fingi que estava irritada quando ele disse que gostava de mim.
Eu briguei e brinquei com meus irmãos, e foi quando estava com eles que senti que estava mais feliz e completa. Já ouvi que era amada, e disse também, e isso é único quando real. Meus pais já disseram que se orgulhavam de mim, e isso vale cada noite mal-dormida.
E eu lembro bem o que foi ter sete, oito, dez, treze anos. Lembro bem de como é ter quinze anos e sentir que o mundo está contra você, e ter dezenove e sentir que é hora de conhecer o mundo, e apanhar bastante. E sei o que é ter vinte e perceber que você não sabe de nada, mas tem tudo para descobrir, basta abrir os olhos, correr atrás, buscar lugares, pessoas e a si.
Eu posso ter pulado etapas. Mas não fui privada de nada."

Lorem Krsna




segunda-feira, 15 de abril de 2013

"Normais"


Eu nunca tive inclinação para pensamentos coerentes ou organização. O caos sempre me fez trabalhar, o medo sempre me fez ter mais atitude. Eu trabalho melhor sobre pressão: fato. 
Tão pouco fui atraída para a órbita das pessoas mais "comuns". As pessoas com que simpatizo, com o perdão da palavra, são os que mais são chamados de loucos e estranhos. O "normal" sempre me deixou entediada. 
Não aguento dois minutos de uma conversa repleta de "normalidade", apego a convenções, não sei nem onde pisar. Pessoas que não entendem sarcasmo são bem pouco divertidas.

Lorem Krsna





sábado, 30 de março de 2013

Na paz me envolvo



“Eu vivo pensando em coisas demais, que acabam se chocando em minhas paredes internas... Mas eu jogo isso na gaveta das “histórias para depois”. Hoje eu quero paz. Quero me sentar em um lugar tranquilo no fim da tarde, sem pensar em nada que me derrube, sem lembrar nada que me transporte...
Hoje eu quero só a paz das velhas coisas, a teimosia sutil do velhos versos, do ritmo lento do que me cabe, muito mais do que me sobra... Só quero afundar nessa paz, mesmo que seja passageira, meio ilusória, mas que por um tempo me faz ter ideia do que é ser plena. “


Lorem Krsna


domingo, 3 de março de 2013

Cuide da sua vida.


 " Uma coisa que aprendi na vida é que subestimamos as pessoas por medo de ter que admitir que são tão bons ou melhores como nós, ainda temos a tola ideia de que o sucesso de alguém anulará o nosso. E isso, é pura bobagem. Se por um instante muitos tentassem parar de rebaixar as vitorias dos outros, poderiam enfim viver as próprias de verdade. Afinal o que está acontecendo com as pessoas? Parece que se tornou algo mais interessante cuidar da vida dos demais do que da vida deles, e assim vão deixando de viver, e de pensar em si. " 
Lorem Krsna


Caráter ou reputação?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Pensando

"Há um lugar na minha mente onde às vezes vou. É distante, tranquilo e nada me atinge. Um lugar onde as coisas que não tem sentido, também não tem importância e não podem me ferir. Lá eu posso ser qualquer uma, estar em todo lugar e ainda assim ser quem sou, sem explicações de confrontos ou não. Sem medo. Até que a realidade atinja minha cabeça como um dardo localizado, e eu despenque para a terra.  
Por mais que seja bom, é certo acordar. E fazer o certo é difícil. " 

 

Lorem Krsna



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mudar



" Detesto mudanças, mas necessito delas como necessito de oxigênio. Na verdade, nasci com alta capacidade para dar adeus as coisas, mas ao mesmo tempo ando com o passado, como se minha vida fosse um depósito de velharias, nos gostos, nos gestos, na maneira de falar. Mas chega um momento que é a hora de jogar o lixo das gavetas, rasgar as fotos, as cartas e saber o momento de se despedir, e quando o faço, não olho para trás, é Shift+ del e já era.
E para ser sincera, ando pensando se isso é algo bom. Se não seria saudável chorar nas depedidas, atender a velhos telefonemas, dar um sinal de fumaça para o que já foi, sei lá. Mas atualmente, quando penso em passado, parece uma vida inteira que passou e que não tem mais sentido remexer...
É hora de mudar. Detesto mudanças. Mas é hora de mudar. "
Lorem Krsna

quarta-feira, 27 de junho de 2012

"CRUJ, CRUJ, CRUJ, Tchau!".

" Não somos crianças. Somos ultra-jovens e merecemos respeito!"


Já passou pela situação de comentar um filme, ou um desenho e todo mundo olhar para sua cara tipo "Do que essa louca esta falando?" Ou então rir "Não era nascido ainda."
Pois é, isso acontece muito ultimamente. Ando que nem uma velha recordando o passado, e não passei dos vinte. Afinal, sou da geração que queria ser uma power ranger rosa, que era alucinada por Doug Funny e pela turma do Pateta (Pateta e Max, a dupla que é demais... yeah! Ainda lembro da música!), e não perdia uma noite o Disney Club! (Super viciante) Sim minha gente, faço parte daquela raça antiga (será que tão antiga?) que acordava cedinho para assistir a sessão de desenho enrolada em um lençol, descabelada e tomando nescau. 
Sim, ando me pegando recordando dessas coisas. Por que muita criança que já peguei no colo hoje estão mais altas do que eu? 
Posso estar sendo dramática, mas de vez em quando sinto o peso do tempo, saudades de quando as coisas eram mais simples, quando não ficava procurando problemas, o meu único desafio era chegar a tempo para assistir a sessão da tarde, ou fazer a bibliotecária me entregar dois livros ao invés de apenas um. Onde as brigas eram apenas para dizer qual das meninas super poderosas cada um era, quem seria o power ranger vermelho (disputadíssimo!) ou se ia fazer sol para sair de manhã.
Enquanto isso, penso só nesse tempo bom que já foi, enquanto me olham de esguelha quando cito goonies e forrest gump, Disney Club/ TV Cruj, e que dava tchau para os Teletubbies.

Lorem Krsna


sábado, 5 de novembro de 2011

E então que venha 19 anos!


"Apenas as nossas dúvidas aumentam com a idade, e não as certezas."
Laszlo Szabo

E mais um ano se passou para mim, e aqui vai mais uma postagem de aniversário (tentando não ser tão deprimente como da ultima vez, lógico).
Bem, muita coisa mudou em minha vida, e deixa te dizer: no que eu mesmo pensava da vida.
Mas calma, sem exaltações. Não é como se eu tivesse sofrido uma metamorfose. Estou longe de ser uma borboleta ainda. No essencial mesmo não mudei. Continuo batalhando na vida. Sempre.
O que mudou tanto assim? Uma palavrinha: FACULDADE.
É isso mesmo, sabe o que dizem? Que tudo o que você não fez na vida vai fazer quando entrar na faculdade. Há uma ponta de verdade nisso. Não que eu tenha feito muitas loucuras (ao menos não ainda, nunca se sabe), falo mais em relação ao meu pensamento sobre o mundo. Novas ideias, nova visão e objetivos.
E novas pessoas, amigos e inimigos (que não poderiam faltar). É impossível você não acabar mudando, afinal, já dizia o filósofo Heráclito: um homem não toma banho duas vezes nas águas de um mesmo rio.
As águas não são as mesmas.
O homem não é o mesmo.
É, não é brincadeira. Abraham Lincoln estava certo quando disse que no final das contas não são os anos da vida que contam. É a vida nos seus anos.
Isto é valido, pois o mais importante foi o que aprendi neste único ano. Sabe aqueles momentos em que a vida te dá uma pôrrada para que ocorra a epifânia? Foi preciso muitas quedas para que eu aprendesse a caminhar direito. O mundo não é um lugar fácil, muito menos as pessoas nele, e houveram momentos em que tive que escolher entre a omissão e uma atitude. Houveram escolhas, que talvez nunca saiba realmente que foram as certas. Viver é caminhar no escuro, isto é fato. E bati muito com a cara no muro antes de encontrar minha porta.
Encontrei alguns amigos, daqueles que não pensei que existissem. Que não escutam somente o que você diz, mas aquilo que você não diz.
E houveram muitos momentos ruins, talvez um deles sendo um dos piores que me lembro nisso tudo, mas prometi não fazer um texto deprimente neste ano, então basta saber que ele foi superado.
Continuo solteira. Neste quesito ainda sou a mesma azarada de sempre. E as trapalhadas também persistem: ainda tropeço no mesmo degrau da escada quase todos os dias, e dou de cara com algumas portas de vidro, mas aprendi a não me importar tanto mais com isso.
Apaixonei-me pelo curso que escolhi a toa, e hoje já construo visões mais positivas sobre meu futuro. Não sou mais tão perdida em relação a isto, o que é muito bom.
E acho que isto define um ano: um novo blog, uma nova decepção amorosa, uma nova paixão não resolvida, novos livros, um curso na faculdade, uma família aumentada, amigos, alegrias, tristezas e uma trilha sonora nisto tudo.
Estou mais velha. Nem sempre cai a ficha, e não enxergo sempre as mudanças que começam a gritar no espelho. E também nem sempre consigo me enxergar por dentro, não sei se a pessoa que fui há um ano imaginaria que se tornaria assim, duvido muito. Nem sei se as marcas que imagino possuir são visíveis em mim, acho que somente eu mesma possa percebê-las.
Mas é sempre assim na vida. O tempo não perdoa e passa. E você cai e se levanta. E tenta, e procura o máximo ser feliz com as armas que a vida te dar, e mais as que você luta para conseguir. Você chora, ri, blasfema e aprende a pedir perdão e perdoar.
É o que as pessoas definem como experiência, os seus próprios erros. Isto torna a vida mais interessante, saber que você joga a sorte na roleta e não sabe o que vai dar, mas tenta fazer o seu melhor com o que der.
E foi isso que tentei fazer. Um ano bom então, em suma. Uma idade interessante também: 19
Não se espera nada nela. Nem um rito de passagem fantástico. Uma idade que vem e vai, e que mal se conta.
Uma idade que pode surpreender.

Lorem Krsna

E para quem não viu a de 18 anos...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Baixinha? Sim!


Já reparou que quando você é baixinha todo mundo insiste em te lembrar disso? E através daqueles apelidos, que as vezes podem até ser fofinhos e carinhosos, e outras nem tanto.
Chaveirinho, Amostra grátis, Pouca sombra, Meio metro, Hobbit, toquinho de amarrar jegue, fotográfa de bola rasteira, mascote e a pior de todas : Pintora de rodapé.
E por aí vai. E ainda tem aqueles que dizem que mulher baixa e mulher brava. Provoquem muito qualquer mulher, e não importa a altura vai ver o que é o inferno em terra, a menos que a mulher seja uma santa! Agora só por que somos baixinhas não podemos nos defender por acaso? Vai sonhando...
Mulher baixinha é versátil, e podem pesquisar por aí, pois não sou eu que estou dizendo: Homens altos ainda tem uma queda por mulheres baixinhas.
É minha gente, como já dizia minha vó, é nos menores frascos que estão os melhores (e mais caros!) perfumes. E também os mais mortais venenos. Não queira subestimar um tamboretinho de forró, pois você vai se supreender. E mais, para que serveria afinal eu ser tão alta? Vou ser dentista, não jogadora de basquete!
E para mim ainda vem uma série de vantagens juntas: por ser pequena, quando caio (o que ocorre muito) não sou tão notada. Fico na frente em todas as fotos que vão ser tiradas e por aí vai.   
Acho que deveria ser comemorado o dia mundial dos baixinhos, tenho certeza que iria ser feriado! Viva aos baixinhos e baixinhas, pois o que vem de cima não nos atinge, e nem o que vem de baixo, por que estamos sempre de olho! rsrsr


Lorem Krsna

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Relaxa, essa é a vida.



"Está lascado e continua rindo?
Já sabe em quem por a culpa! "

Hoje eu acordei com o sol na minha cara. Quando pulei da cama tropecei e ao tentar me segurar bati a canela na grade. Olhei para o relógio e estava atrasada.
Fui para o banheiro e ao rodar a torneira estava faltando água.
Desci ainda na esperança de tomar um café, não tinha pó.
Me arrumei de qualquer jeito e me mandei. Na primeira esquina um cachorro rosnou pra mim, e não conseguia atravessar a rua, nenhum motorista me dava passagem.
Quase chego atrasada na aula.
Comecei a estudar para a prova no último horário.
Chega a professora.
Avaliação surpresa no PRIMEIRO horário. O susto me faz esquecer tudo o que tinha estudado para outra prova.
O ar-condicionado louco da faculdade cospe na minha prova.
As horas se arrastam.
Dia difícil.
Chego em casa cansada louca para tomar um banho. Ainda não tem água. Tropeço na escada, quebro a unha do pé e troço o tornozelo.
Pilha de livros e folhas me esperam para as provas da próxima semana.
Durmo por cima dos livros e tenho um pesadelo com uma professora vestida de Lampião.

Entro na internet e um cara manda um e-mail: Nada está tão ruim que não possa piorar.
Era um anexo.
Vírus.
Fudeu.

A vida é mesmo uma maravilha não?
Ás vezes você acorda e parece que tudo conspira contra você, mas como diria um velho amigo: Relaxa, se não queria entrar na dança, não entrasse na droga do óvulo. O que não faltava era candidato para tomar o seu lugar.
O mais difícil foi nascer minha gente, o resto é fichinha. Se desenrola.
Faz parte.


Lorem Krsna


sábado, 3 de setembro de 2011

Você quem sabe...

Duas frases que detesto : "Você quem sabe." E "Tem certeza né?"
Não é nem "Tem certeza" , é "Teeem certeza?"
E aquele rosto de dúvida, que por mais que eu estivesse certa minutos antes acabo ficando na dúvida também. Detesto! É a pior frase usado em um inconstante que tudo o que sabe é que nada sabe.
E a primeira, "Você quem sabe" é o mesmo que dizer "Se lasque e a culpa não vai ser minha". Dito e feito. Vai lá, joga tudo em cima do outro e a culpa vai ser só dele. Além de ser um jeitinho especial  de fazer você não fazer algo.
A palavra tem poder minha gente, é que nem o pensamento. Basta uma frase mal colocada, as vezes até mesmo intencionalmente, para que tudo comece a dar irremediavelmente errado. Palavra pode ser semente plantada na mente, que vai crescendo e tomando conta do pensamento e da razão.
A solução é jogar tudo para o alto de vez em quando.
Tem certeza?
Não, mas dane-se.
Você quem sabe.
Sim, lógico que sou eu que sei. Valeu o apoio por sua parte, passarei adiante.

E que seja o que Deus quiser.

Lorem Krsna

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

E essa aconteceu nas férias... A malcriada!

Um grande tropeção na rua, e foi assim que tudo começou.
- Não enxerga não garota? - a voz debochada me tirou do sério.
- E eu tenho olhos nos pés? - Respondi de cabeça baixa, analisando o estrago em meu dedão, a minha voz no tom mais malcriado possível.
O debochado cretino  garoto desconhecido estava em pé em minha frente. Quando finalmente ergui os olhos pensando se minha unha iria ou não cair encontrei o sorriso maroto do estranho. E que sorriso meu Deus!
E vi também os livros dele no chão. Que eu, em meu desastre sem fronteiras havia derrubado as esbarrar nele após a topada vergonhosa. Só eu mesmo. Tropeçar em um chão liso como aquele...
- Foi mal. - Me desculpei, meio de má vontade. Aquele sorriso de deboche era a gota d'água. Não importava se ele fosse até razoavelmente atraente.
- Foi péssimo. Mas te perdôo.
- Pedi desculpas, não perdão - Rebati. Ajudei-o a juntar os livros apressadamente e voltei a caminhar. Como de meu feitio, estava obviamente atrasada.
Alguns bons segundos haviam se passado, e a voz ao meu lado quase me matou de susto.
- Cuidado com o poste aí.
Dei um suspiro furioso. Contornei o poste.
- Não sou cega.
- Não pareceu lá atrás.
- Otímo. Um chato - Retruquei mudando de lado na rua. Ele foi atrás.
- Não sou chato. Sou legal.
- Não pareceu lá atrás. Não tem o que fazer?
- Tenho. Estou protegendo as pessoas de serem atropeladas.
- Eu sei atravessar a rua.
- Não não. Estou protegendo elas de serem atropeladas por você.
Controlei a raiva ultrajante e fiquei calada. Ok, talvez ele estivesse meio certo em alguns pontos.
Ele riu. Sorriso superior. Argh.
O dentista. Finalmente. 
- Cuidado, se não te atropelo de propósito - murmurei , bem perto de bancar a garotinha de 5 anos e dar lingua.
Entrei no consultório e sentei em minha cadeira na sala de espera, ainda furiosa.
Ok, talvez tenha ficado furiosa a toa. Mas espero não cruzar com um desses de novo. Minha paciência está de férias junto comigo, só que ela anda em outro lugar, curtindo as férias dela bem longe de mim.

Lorem Krsna

Obs posterior: Eu estava revoltada, Deus me livre ¬¬

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quem tem medo do tarado do quarto sete?


Eu adoro histórias de terror. Certa vez um colega me disse que eu era outra pessoa quando contava-as. Fazia sons, mudava de expressão, tranformava tudo ao redor e quem ouvia sentia-se dentro do conto.
Era um dom peculiar, útil apenas para assustar, nada que me desse um diploma.
Certa vez, em uma viagem de terceiro ano à Viçosa do Ceará, eu e mais quatro meninas ficamos em um quarto e tinhamos que dividir duas camas. Ninguém queria dormir em redes, e eu detesto dormir em lugar apertado. Já era ruim saber que iriam me ouvir falar dormindo, e ter que ficar atenta para ninguém passar pasta de dente em meu rosto.
Então tive a ideia. Todo mundo estava meio assustada. Éramos o último quarto do corredor, e o único que tinha um banheiro do lado de fora, tendo que ser dividido com o vizinho. Ao qual alcunhamos de tarado do quarto sete. Imagine um ser vindo dos psicóticos das histórias de terror do cinema em casa. Era igual. E para piorar ficava espiando quando a gente saia do banheiro.
E a louca de minha colega falara seu apelido alto demais sem saber que ele estava atrás de nós ao voltarmos de um show de barzinho perto da igreja do céu, ela com uma lata e meia de cerveja na cabeça acordou quase todo mundo da pousada.
O sujeito nos olhou da escuridão, e seus olhos pareciam vermelhos (antes que perguntem, eu não tinha bebido, pareciam mesmo!) E na alta madrugada barulhos estranhos provinham de seu quarto.
Ou seja: Todo mundo em pânico!
Me aproveitei disso, contei histórias de terror, falei das possibilidades que vinham com um maluco ao lado e o que poderiam ser o barulho.
Duas fugiram para longe de mim, em redes. As outras se espremeram em uma cama, ninguém queria ficar perto de mim.
Sem possibilidade da pasta de dente e fiquei com uma cama só pra mim. Quem tem um dom inútil hein? Hein?
Só não escapei do falatório, nada é perfeito. As meninas falaram que minha ladainha começou quase pela manhã, mas nunca soube o que falei. Mistério!

Lorem Krsna

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