Mostrando postagens com marcador Brisbane. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brisbane. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Nova Temporada



A  poeira vai se acumulando pelos cantos, as roupas nas gavetas e os sapatos vão rasgando o solado. E o tempo vai passando, as pessoas indo embora, outras vem chegando. Amigos vem e vão, a gente vai vivendo o "era uma vez" e o "felizes para sempre" diversas vezes na vida. Nessa vida de contos, todos com fim e começo, que duram dias, meses, anos ou apenas uma noite. Nota-se a passagem do tempo não pelas roupas que não cabem mais, mas sim os pensamentos que não tem mais espaço, o gostar que não é gostar, a mudança do que antes nos causava riso ou nos levava as lágrimas. Conceitos se perdem. Pessoas se afastam. A memória do computador se enche de fotografias, e a do celular de contatos. O seu mapa se enche de pontos vermelhos, e suas lembranças de rostos, de momentos. Sua lista de momentos vergonhosos vai aumentando, assim como a de amigos.
O tempo deixa suas marcas, não em dias, meses e anos. Mas em quedas, balanços e corridas. No que mudou, no que se foi, no que chegou. De repente você da um salto e muda, vai deixando muito para trás, carregando um tanto na bagagem. Mas bem que nossa mala mais preciosa ninguém pode nos tirar, não tem preço para ser cobrado no embarque, e nem depende da memória da camera ou celular: São as lembranças, bem reunidinhas, guardadas na nossa cabeça.
Que venha uma nova fase. Que venha a nova temporada. 

Lorem Krsna

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sete meses, pensar, mudar.



"Cogito Ergo Sum."  Uma vez meu irmão me perguntou como um ser que não pensa, poderia acreditar na própria existência. Era uma discussão  sobre legados, sobre influenciar o outro a pensar de maneira que uma mente, uma vez aberta para o mundo na sua visão mais verdadeira e critica, ela nunca retornaria a reclusão e a cegueira. E claro que Descartes foi metido no meio. Mas isso é apenas a introdução de tudo o que vem acontecendo ultimamente. 
Eu ando tendo muito tempo para pensar, coisa que estava evitando, ao menos eu agora vejo o quanto estava evitando. Por que pensar me levaria não a cogitar sobre minha existência - isso eu já fiz e refiz e não cheguei a nenhuma conclusão. - mas a notar minhas mudanças. E só então realizei o quanto mudanças são assustadoras. E ainda assim, aqui estou eu, longe de casa - do outro lado do mundo, literalmente- , mudando o todo momento. Eu ando mesmo em contato com mudanças, internas e externas a todo instante, e isso por vezes me fascina, por vezes me assusta. O processo de se recriar é assustador, e Deus sabe como por vezes é complicado demais. Assim como Deus sabe que eu esperava já isso, mas não assim. Foi como procurar uma brisa, talvez uma tempestade, e me veio um furacão. Eu voei para longe, mal sabendo uma lingua local, e muito menos sobre o que me esperava. E ganhei muito mais do que cogitei. Era para ser um intercâmbio, um ano e meio, ampliar conhecimentos, conhecer novos lugares. E  aqui estou eu, conhecendo muito mais sobre mim mesma. Sobre mudanças, sobre perdas e ganhos. E no fim, quando se vê, isso resume a vida: mudar, perder, ganhar. E claro, se adaptar. Eu ando aprendendo sobre solidão, como apreciá-la. Como por vezes tem coisas que você grita, tem coisas que você cala e supera. Eu ando aprendendo, em contraponto, o quanto você precisa das pessoas. 
E principalmente, eu venho aprendendo, que não sou fraca. Há vários significados para isso "não sou fraca". Eu aguento o tranco, eu suporto muito mais peso do que eu pensei. Eu passei algumas etapas, eu já deixei algumas coisas para trás.  
Transformação. Não falo sobre questionamentos, ou sobre os grandes "Ses" na minha vida. E nem de meus arrependimentos , um ou outro ainda doem o bastante para que em certos dias eu duvide de mim mesma, que a vida  se mostre não como mãe, mas como madrasta. Por vezes, eu me sinto ferida por muitas coisas, e eu sei que tantas outras levam tempo. Talvez uma vida inteira. Nem toda mudança trás, as vezes ela leva. Leva tempo, leva sonhos, planos, e leva pessoas que a gente ama, seja para longe em continentes, seja para longe em sentimentos, ou seja para a morte - eis a grande ferida, o golpe pior. E ela trás. Novas chances, um novo dia, um objetivo para se superar, para conhecer, para SE conhecer. Muitas vezes para se entender, mesmo percebendo que isso te faz solitário. E apreciar a solidão, te faz entender mais ainda sobre muitos aspectos que você ignorava: como a importância do silêncio e da voz, de um abraço e de manter distância. De uma ligação, de um "eu te amo", e do real sentido de perguntar um "você está bem?" e receber a verdade para isso. 
Todas essas pequenas coisas, que são grandes. Apenas leves pinceladas, e quando se nota, toda a obra mudou quase sem ser percebida pelos demais. 
Pensar, leva a existir. E muitas vezes a mudar. 
Foram mesmo apenas sete meses? 
Lorem Krsna

quarta-feira, 2 de abril de 2014

The secret of Happiness





Fiz esse texto como um trabalho há alguns dias, e recebi como recompensa um recado no canto da página do meu professor que me deixou super feliz. Eu realmente senti vontade de compartilha-lo, não apenas por ter sido meu melhor "essay", mas por que ao escrevê-lo pude notar que eu sei um monte de coisas sobre como alcançar a felicidade, mas poucas ponho em prática.
É hora de mudar.


Topic: Happiness is sought by most people in their lives. What factors lead to happiness? 



Since the first days people have been trying to find the secret of happiness.  Many have made theories and written books, created many steps and stereotypes. However, in my view, happiness is a state of mind we can achieve with apparently three simple actions: being optimistic, motivated and enjoying life in company with other people.
One person who sees just the difficult side of  life cannot be happy. The reason is because this person will always be unsatisfied. On the other hand, if you can look at a bad experience, it can sometimes give you an opportunity to “open your eyes” to the best things in your life. One example is when people who always complain but do not undertake to do anything positive to rectify the situation. It is impossible to be happy being a pessimist or inactive. 
The second step is motivation. When you want to do something, you need to choose the best way. Always finish things you start and don’t abandoned your goals because they have become more difficult  than you imagined.  It reflects  everything in your life: your career, health, studies and relationships.  Some people have dreams but they don’t have motivation  to realize them. You can’t reach  happiness  with a list of dreams and “ifs”: if I had done, if I had  said that... It isn’t the way. You need to know what you want, and then start to work toward that. And this includes simple things,such as walking half an hour per day, finishing a book and achieving  your best in your job.
Finally, nobody can live alone. Everybody needs company. The sooner you learn this, the better for you.  Probably the real disease of the century is loneliness. People become more and more independent and think it is possible to be happy alone, without someone to share their moments. Can be a friend, a relative or a romantic love. Maybe a pet! The fact is -  happiness is a collective feeling.  It is more achievable if you have someone who can share part your life and experiences. In the same way, when you have a bad moment, if you have someone to talk to, dealing with a situation may become easier than dealing with it alone.

In short, happiness is not a simple present, but a consequence. You need to work at your feelings and actions day by day. It is essential to believe in your goals and to realise that sometimes bad things happen to good people.  At all times you need to be an optimist. Then, you need motivation to achieve your goals. And you need each other, because loneliness and happiness are enemies. These are simple  steps everyone knows, but not all practice them.

  Lorem Krsna
Brisbane, Australia, 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

Scarf

"E de repente, de uma noite para o dia, seus interesses mudam...
Mudam as músicas do celular...
O livro da cabeceira...
Você deixe de acompanhar aquela série, e algumas coisas perdem a importância...
Certas coisas que se preocupavam, você não sabe mais o porquê...
E então, repara a mudança dos anos que antes não viu... Que o tempo passa, que as horas voam, que nada espera...
Hoje eu acordei assim. Até gostando mais do que via no espelho. Até sem entender por que não estava dormindo se tinha sono...
A vida é curta demais para não se fazer o que gosta, para colocar as pessoas sempre a frente de você, sem nunca se dar uma chance..
O tempo é breve para se sofrer por antecedência... Eu sei disso, sempre soube, e ainda assim vou cometendo os erros comuns: sofrer por passado, presente e futuro, sendo que só por um posso tomar providências...
Colocar o cachecol, passar o batom e se preparar para a vida. Falar as palavras complicadas e grandes como se fosse música. Não sofrer pela saudade, mas aceitar que tudo na vida é saudade...
Acho que acordei meio assim. Meio como se ouvisse aquele "click"e tudo se iluminasse. Até aproveitei a chuva na volta pra casa, andando pelas ruas e cantando, coisa que há muito não fazia. 
Eu estou no grande feriado da minha vida. Um momento ou outro, vou ter que voltar a realidade, ao que me espera. As responsabilidades, e a me preparar para algumas quedas. Porém, sofrer só por pensar nisso, é tolice demais...Fingir que está 100% com a cara deprimida... Tanta coisa boba que a gente faz nessa vida!
Vou mesmo rir de mim, de mim de ontem. Gosto mais da "eu" de hoje."
Lorem Krsna

sábado, 22 de março de 2014

Rompendo a casca



"Eu vivo me criando e recriando. Me destruindo no processo de crescer a cada instante. Meses em dias, anos em meses. Um dia - e eu sei que esse dia logo chega - finalmente rompo a casca de meu mundo e irei nascer, destruindo minha zona de conforto. Talvez esteja fazendo isso agora, sem ao menos perceber. Um dia então acordo e vejo que estou por minha conta e risco, que há muito ultrapassei certas linhas que me impediam. Sei que minha mente ainda está cheia de barreiras por ruir. Ainda tenho mesmo que destruir minha casca em pedaços. Mas de longe percebo, que pouco a pouco, as vezes mais rápido ou mais devagar, elas vão caindo, ruindo. Cada vez eu percebo que ando lidando com coisas, que há poucos meses nunca acreditei que lidaria. Tendo que aguentar o tranco, que soltar a mão e achar o caminho de volta sem desvios, ou além dos desvios.
Cada vez mais eu sei quem eu sou, ou quem eu não sou. Eu cresci anos em pouco tempo. Eu perdi e ganhei o inimaginável no processo, e muito ainda está por vir. Tudo agora é um ponto de interrogação gigante, e pela primeira vez, isso não me incomoda de fato. Nem mesmo o medo que tenho de como vou lidar com certas coisas me trás mais tanto desespero. Eu sei que vou dar um jeito. Eu aprendi que eu sempre consigo dar um jeito. Eu colo, conserto ou jogo fora, mas eu sempre consigo encontrar uma maneira de chegar a meu equilíbrio depois de cada tempestade, fases ruins, dias ruins e semanas ruins, de uma vida que não é ruim de fato. Hoje eu sei, que tudo irá dar certo, só amo um bom drama. Eu vou sempre me estressar, mas isso passa. Hoje eu sei que eu sempre acho o caminho de volta. 
Talvez, por isso, estou cada dia quebrando, pouco a pouco, até romper de vez a minha casca. Já dizia Hermann Hesse, que para renascer, como um pássaro, você tem que destruir sua casca, você tem que destruir seu mundo, o que você foi, para o que você irá se tornar.
Eu perdi, há muito, meu medo disso."

Lorem Krsna

Anjo Sonhador

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Distance



Esse negócio que as coisas não mudam com a distância não existe. As coisas mudam sempre, toda hora, todo segundo. Você nunca vai ver a mesma coisa, ser a mesma coisa. A distância, o tempo, e as ações entre eles, tudo muda as pessoas, os lugares, os sentimentos.
Como muda, já é uma questão diferente. 
Mas isso de 'nada vai mudar' não chega nem a ser uma piada, na verdade é uma ilusão. 
As pessoas mudam, e as pessoas fazem as coisas acontecerem, logo essas coisas mudam. É para ser simples.
E não falo apenas da distância física. Uma pessoa pode estar a seu lado, e estar longe demais. Você a via todo dia, passa a vê-la esporadicamente, e um dia ela some da sua vida, mesmo estando lá. Por isso existem amizades e amores de temporadas. E o engraçado, é que  nunca temos garantias de quantas temporadas tudo irá durar. Não temos noção exata do quanto as pessoas realmente se gravam em nossos corações. Aquela pessoa que hoje você vê todo dia, conta tantas coisas, ri por tudo, em anos, pode se tornar um estranho, mais alguém que mudou e se foi com uma temporada. E então, quem você menos esperava, vai estar lá. 
Eu vou estar tanto tempo longe, e não sei o que vai me esperar quando voltar. Apenas sei, que nada vai estar igual. Algumas pessoas, já sei que não estarão lá. Outras, pressinto que estarão lá, mesmo estando longe. Outras, tenho certeza que por mais que tudo mude, que elas mudem, irão  estar presentes em cada temporada, como sempre estiveram. Diferentes, novos cortes, novas cores, mas serão elas. Algumas, não fisicamente. Outras, logo sei que não passarão de estranhos. As temporadas foram, e eles se foram com as suas em novas vidas.
E isso é tão peculiar. Triste até. Você não saber o que, ou quem estará sempre esperando por você. Tendo apenas vagas ideias. Apenas tendo a certeza da constante mudança. Apenas sabendo que que o amor, amizade, sentimentos, laços são maleáveis e se esticam e se transformam, mas dependendo da distância (nem sempre física), eles podem mesmo arrebentar sem volta alguma,sem chance alguma de reconstituição de como um dia foram.

Lorem Krsna    
(Da tua retina)


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Carente



E daí? Sou carente mesmo! Posso muito bem ligar só para encher sua paciência, falando de coisas sem foco certo. E posso ligar para casa de madrugada, só para dizer que estou morrendo de saudades e que aconteceu alguma coisa muito engraçada ou muito chata no meu dia...
Adoro quando meu pai diz que me ama, quando minha irmã me chama de chata, quando meus irmãos implicam para não dizer que sentem minha falta. Adoro quando eles dizem que vai dar tudo certo. Mesmo que eu esteja em estado de descabelamento grave por alguma coisa.
E sou abusada. Se sou! Surpreendo quando menos se espera. Digo coisas que podem deixar as pessoas sem graça, mas fico sem graça por muito menos...
Adoro sair da sala e encontrar alguém me esperando para conversar (não sendo ninguém da imigração, ta valendo), ou quando percebem que estou tentando mudar de assunto...
Sou atrevida também. Sou do tipo que rouba seu lanche quando estou perto de você, na cara dura. E quando bebe vinho, troca as perna fácil. Acho que fico mais engraçada mesmo. Fico rindo fácil, coisa que não faço. 
Sou melancólica. Acho que é crônico. Escrevo coisas tristes sem perceber. Mas não quer dizer que sou infeliz todo o tempo. Eu tento mesmo ver o lado positivo das coisas, mesmo sabendo que coisas ruins acontecem com pessoas legais... Mas ninguém é feliz todo o tempo.
Posso ser legal. E posso ser rancorosa. Posso rir por coisas que ninguém mais ri, e não ver graça nas piadas elaboradas. Tenho um sério problema para trocar letras quando falo, e me complicar com palavras grandes. Falo melhor no impulso, faço provas melhor no impulso, e faço a dancinha da vitória quando encontro AQUELE LIVRO, ou escuto AQUELA MÚSICA. Sou meio exagerada nessa horas.
Sou relaxada. Queria ser mais vaidosa. Nem sempre percebo que minha unhas estão um lixo, ou que meu cabelo não está legal. Ou que minha roupas estão largadas.
Organizo livros por data de publicação, e sapatos em pilhas. Mas vestidos por cor. E minha vida por eventos, felizes, tristes e WTF. As vezes, acabo sendo só mais um resultado da entropia mesmo...
Hum, sou carente mesmo. Acabei escrevendo um texto enorme, só por que não achei meu celular para ligar para alguém. Mas tanto faz.
Lorem Krsna

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Meus quinze, meus vinte um...



Se ontem eu soubesse ao menos um terço do que hoje eu sei... E como ontem, falo dos tantos dias claros e escuros, que tive, tenho e terei. 
E como saber, falo de cada tropeço, do que me foi dado e do que pude pegar sem aviso...
Acho, que se aos meus quinze, ou soubesse o que hoje sei a meus mais de vinte, eu teria economizado tempo, ligações e noites sem dormir. Teria atalhado amores, desamores, e escolhido melhor amigos e - por que não também - meus inimigos. Eu teria me poupado, me jogado... Eu teria vivido mais. 
Se eu pudesse escrever uma carta a quem fui diria em grandes letras "Apenas relaxe! Tudo piora antes de melhorar." 
O dom de esperar... Por que só agora me descobri o tendo? 
Eu não sinto falta de quem fui, em nada. E daqui há alguns anos, talvez não sinta falta de quem sou agora. É impossível conseguir sabedoria sem viver. Alguns precisam de anos, outros, de fatos mesmo atemporais. Tem pessoas que crescem quando amam, outras quando desamam. Tem gente que cresce quando dói, tem gente que definha. 
Eu cresço por vezes apenas em observar o palco estranho que é a vida. Seus atores, suas dores, suas dúvidas. Que por vezes são minhas e não sei.
Quando eu tinha quinze, eu achava que a vida tinha que se curvar a mim, minhas dores, meus problemas, desilusões. Hoje, aos vinte um, eu aprendi a reverenciar a cada dia...

Lorem Krsna

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Academia, sala errada e mais um dia

UQ - Brisbane

Crônicas de um dia na Austrália.

Um dia determina o que você determina no dia. Confuso? Bem, eu só acho que as vezes bom mesmo é rir das situações complicadas. 
Vejam bem, desde que cheguei em Brisbane, há mais de um mês, sem saber falar quase nada de inglês, já passei por inúmeras situações constrangedoras, por conta da dificuldade de comunicação ou mesmo o pouco conhecimento em relação a cultura local. Todo mundo que já morou em outro país, acredito que saiba do que estou falando. Bem, enfim, eu já passei vergonha que já me fez perder a vergonha.
Já me perdi, peguei ônibus errado (hoje já sei as linhas decoradas), fiz perguntas indevidas, entrei em lugares indevidos e por aí vai. E Brisbane é um caldeirão de pessoas de culturas diferentes, então você acaba deslizando nestas também, como abraçar um japonês, por exemplo. Acho que se pode fazer uma imagem mental de determinadas situações...
Hoje, por exemplo, foi um dia com tudo a que tinha direito. Iniciei há pouco tempo na academia, eu, que nunca fiz exercícios na vida, mas, vida nova.
Claro que estou completamente quebrada. Aeróbica é coisa de gente louca, mas tudo bem. E eis que hoje fui me aventurar a fazer novos exercícios. Bicicleta, ok e tudo o mais. Daí veio a esteira.
Minutos depois, em uma distração (não me perguntem como) fui cuspida para fora desta, caindo longe. Me ergui mais do que depressa, na sala lotada. Todos fingiram que não viram, educados, e eu fingi que nada aconteceu, pulando de volta mais do que depressa com a mesma ainda em movimento, em uma agilidade digna de cinema.
Saldos e feridos, alguns machucados e saindo mancando fingindo que nada aconteceu. Claro que me perdi e quase não acho a porta (estava de frente a mesma, mas as portas automáticas não abrem para mim, eu não existo, ao que parece. ). 
Sai da academia, foi para o curso, e estava o inferno em terra após os resultados de testes para mudanças de nível em inglês. São sete níveis, eu fazia parte do dois, e mudei para o três. Felicidades a parte depois de alguma confusão, fui com meu papel para minha nova sala. Entrei lá, fui bem recebida, tipo, muito bem mesmo! Amei as pessoas. O problema era que elas falavam inglês muito bem, rápido, e eu estava quase chorando não me achando digna do nível, ia voltar para o dois e tudo o mais, estava caindo em depressão, mas lutando para acompanhar a conversa e até conseguindo aprender algumas coisas. Quando a professora chega, estranhando a presença do ser estranho, pergunta-me sobre o que diabos estou fazendo lá, e ao pegar meu papel (estava quase chorando), me diz que estava na sala errada. O que vi como o dois, era um sete, mas que podia ser cinco. 
E sim, aquele era o nível 7.
Devia ter estranhado o número exorbitante de asiáticos.
Depois de errar de sala mais uma vez, achei a minha e me descobri feliz no nível 3 (peito estufado.)
Sai da sala do nível 7 acenando e prometendo visitá-los depois.
Lorem Krsna

 
 

sábado, 9 de novembro de 2013

Replay

 
Eu fico pensando, em quão chato seria um mundo onde todos os nossos desejos se realizassem sem esforço algum. Tipo, em um estalar e dedos você seria mais alta, mais bonita, inteligente. Falaria várias línguas, teria aquele cara que sempre quis... Uma vida que sempre sonhou. Quanto tempo duraria o extâse de ter essa lâmpada de todos os desejos?

Quanto tempo, até você acordar no meio da noite e ver o vazio a sua frente, ou então, que o que você desejava não era exatamente como imaginou. Por que somos mutáveis, nossos sonhos são mutáveis. Livre arbitrio poderia bem ser sinônimo de indecisão.

No esforço para se conseguir o que quer, você acaba ganhando coisas que nunca imaginou. O quanto perderiamos se isso não existisse, se tudo o que quisessemos, tivéssemos naquele instante, não importando se fosse um momento de raiva extrema ou tristeza absoluta. Até o mais puro dos desejos, tem seu preço. Quem aí lembra de uma coisinha chamada teoria do caos?

Eu penso nisso, por que eu pego mesmo aquele instante em que quero que tal coisa aconteça na hora. Ou mesmo, desejo que o tempo volte atrás para consertar alguma burrada. Eu brado o quanto tudo é difícil e complicado. Mas acho que o negócio de se estar vivo é isso. Não existe o botão do replay, ou mesmo o de retorno. É naquele momento e acabou.

E as coisas que você deseja, você tem que suar e chorar para conseguir. Subir no salto quinze ou na prancha e seguir em frente quando se faz besteira, quando não dá certo. E se o livrio arbítrio te vem com uma indecisão, na boa, só se escolhe um caminho, aceite. A partir daí, tudo muda de vez.

Não existem caminhos fáceis, nos filmes, os atalhos sempre levam ao vilão. Na vida acaba mesmo sendo assim.

Você tem que se meter na frente e seguir o caminho e pagar para ver, mesmo que seja longo. E nesse momento, as coisas entram em funcionamento mudando tudo ao seu redor.



Lorem Krsna

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

 
Ás vezes penso que a nossa profissão é acreditar nas coisas, ou desacreditar delas. Nossa vida vai seguindo assim: nesse acreditar, nesse tentar e depois ver o que vai dar.
Assim a gente vai realizando coisas, ganhando outras e perdendo tan...tas. Em meio aos achismos e desachismos, mesmo com palavras não existentes em dicionários, sentimentos não explicados por nós mesmos, sonhos nunca imaginados, lugares nunca previstos...
No fim, nossa profissão também é ser surpreendido e surpreender.
Eu prefiro mesmo nem tentar entender tudo isso.
Eu vou mesmo é viver tudo isso.

Lorem Krsna
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Todo amor que couber


Não venha sofrer por coisas desnecessárias? 
Mas eu pouco ligo, sofro pelo o que quiser. Choro quando me der vontade. E se eu quiser gritar, eu grito o tanto que minha garganta permitir. Eu posso sofrer pelas besteiras que eu disse, mesmo que digam que não foi nada. Eu digo se foi ou não. Eu sei se foi ou não. Tudo tem a intensidade que nossa alma permitir, e uma brisa para os demais, pode ser uma tempestade para mim.
Apenas me deixe transbordar ou me conter quando quiser. Assim, poderei ser o que sou de verdade.
Toda amor e toda dor que couber em meu peito...
Lorem Krsna

domingo, 20 de outubro de 2013

Medos? Oh se tenho!


Eu tenho medo de muita coisa. Sou cheia deles. Sabe daqueles, que muita gente acredita que sejam meio bobos? Pois é. Sou repleta deles, e de  inseguranças que me deixam acordada a noite inteira, me preparando para conversas que nunca acontecem. Ainda assim, eu enfrento cada um. Não gosto de me deixar levar, me incapacitar. Detesto ser subestimada. Eu quebro a cara, mas quero tentar antes. Posso não gostar de elevadores, ou, lugares lotados, ou me fecho com pessoas estranhas, sem abertura do nada. Mas isso não me incapacita. Tanto que viajei para o outro lado do mundo, pego elevadores, não falo a lingua direito ainda, e tento me firmar para conhecer o meu mundo e me conhecer, para estar pronta quando cada vento novo sopra em minha vela. Sou cheia de medos sim, e de coisas bobas. Eu caio no degrau da escada todo dia, no mesmo degrau, e parece que as trapalhadas me perseguem. Pego ônibus errado, e tem vezes e me perco no caminho de casa, por achar as casas todas iguais ou por andar tanto no mundo da lua. Mas, sinceramente, não sou boba. E mesmo que seja ainda infante e mera infante no mundo, ou sei por instinto seguir o ritmo da  música quando ela toca para mim. Repleta de medos? Aos montes! Mas eu sei como posso os usar para seguir em frente, para fazer do start e do finish momentos gloriosos. Nada melhor do que vencer, quando tudo conspira contra.

Lorem Krsna

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O instante



Com o tempo, se aprende a fazer dos melhores momentos, os mais intensos. Se for sorrir, gargalhe, não  esconda seu sorriso, ou seu melhor,  pensando que os momentos não irão durar mesmo. Nada dura mais do que um leve fulgor diante da eternidade , do tempo indeterminado que segue na nossa frente, um motivo a mais para aproveitar. Mesmo que seja fugir dos problemas por um instante, ou se esconder atrás desse sorriso. A vida dura apenas um instante. Basta fazer desse instante, O instante. 

Lorem Krsna

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Temporada


Pouca inspiração nos textos, muita inspiração na vida... Tem tempos que parece que as coisas dão uma guinada decisiva né? Tudo muda, a vida é mesmo um carrosel girando, te tragando e te cuspindo, te dando coisas, tirando coisas... É costume deixar tanto para trás, por conta do que se abre na frente. Se é errado ou certo, quem diabos vai saber? Ninguém manda nessas coisas. Ninguém para o tempo no lugar, por isso, dias são uma vida inteira. A gente morre e renasce em tão pouco tempo, imagine em tempo indeterminado. Tudo muda, a gente perde coisas, ganha outras, chora, sofre, ri e TEM HISTÓRIAS. Não falo de escrever histórias, falo de VIVER HISTÓRIAS. Todos esses dias tem sido únicos, talvez por que eu saiba que tudo vai ser diferente demais daqui para frente, que vou mudar, que as pessoas vão mudar também. É impossível não se transformar, se jogar nisso tudo.
Como disse um grande amigo, parece que finda uma temporada da malhação (rs), e daqui a pouco, serão caras novas, pessoas indo embora, e começando uma nova etapa na vida de cada um. Talvez seja isso, estejamos todos enfrentando novas temporadas, se mudando, se destruindo e se criando, sempre e daqui para frente.

Que venha mais essa nova temporada. (Lorem Krsna) 

Envelhecer


A gente envelhece sem perceber. Um dia se acorda, e as coisas que antes incomodavam se tornam irrelevantes. Não nos desesperamos por qualquer coisa, sabemos que com calma, tudo se resolve. Perder a compustura por qualquer coisa? Não existe mais. A vida pede tudo isso, suga tudo isso da gente. Ela ordena que evolua, que mantenha a calma, que tolere, que pense antes. A vida te ordena tudo isso, e ir contra a vida é perda de tempo. Não se pode mais ser infantil demais, bobo demais. Tão pouco ser serio demais, levar a sério tudo. A gente faz o que pode, com o que recebe, aproveita o que der, se jogam na lama, aprende o bem que faz pra pele, se jogam do penhasco, de repente cria asas. Adaptar-se. Lindo demais. Ser humano, no fim das contas, é tão resistente por isso. Ele se adapta.
Acho que a gente percebe isso apenas quando envelhece. Não falo de rugas.



Vasculhe

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...