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sábado, 19 de setembro de 2020

Infecção

 A forma como eu assimilo um dano é muito louca.

Eu nunca processo de imediato, por isso a primeira reação sempre é muito fria, como se não tivesse sido nada. 

Dependendo do que for, eu consigo fazer o que for preciso no piloto automático até o pior da situação passar. 

Geralmente, só então, eu começo a processar. Sozinha.

E a primeira reação nunca é tristeza, mas ficar puta. Com raiva. Mas é aquela raiva silenciosa, a mais perigosa. E se não tem ninguém a quem direcionar a raiva, eu internalizo.

(Como resultado eu, no fundo, estou sempre com raiva. Tem raiva de anos que nunca deixei sair. Meus dentes se desgastam, meu músculo masseter hipertrofia, minha atm se fode. Sempre que um pouco daquilo sai, meu coração parece que vai sair pela boca. É tanta raiva que tem que sair de alguma forma. )

Chorar é a última parte do processo, mas é tão reprimido que passa em menos de um minuto e fica aquela sensação de que você começou a drenar um abscesso e parou no meio do caminho. Saiu um pouco da secreção, você sutura e manda para casa. Sem dreno, sem tirar tudo. Aquilo infesta dentro de vocês, deixa de ser local e vai invadindo outros tecidos. Sistematiza. 

Meu ciclo de dano sempre fica incompleto. 

Eu tenho a sensação que se for fazer terapia, que se um dia me abrirem para cuidar dessa infecção, eu vou me desmanchar em pus.


Lorem K Morais


sábado, 22 de outubro de 2016

Ninguém precisa saber

Então você faz tudo para melhorar, e nunca acredita que nada está bom o bastante, que faz o suficiente. Seus pontos fracos ficam tão evidentes, você pensa que todo mundo pode enxergar o quanto eles absorvem quem você é. Por que se tem dez pessoas que dizem que você consegue, você acaba escutando aquela que fala que você não vai conseguir, que você não sabe o que está fazendo.
E tudo parece um drama, você é tão dramática. Seja melhor. Seja mais forte. Não deixe sua vida pessoal interferir em todo resto. Olhe os outros ao redor. Eles tem problemas maiores e conseguem.
Já devia ter superado.
Você reclama demais, não tem motivos para estar assim. Mantenha a cabeça.
Seja racional.
Aguente o impacto, como sempre aguentou. Você não tem coração mesmo, sempre foi tão fria com as coisas. Sempre riu das coisas mais sérias como se não fossem nada.
Está sempre longe de todos, se afastando de todos. Deve se achar melhor que todo mundo mesmo.
Não conte seus problemas, eles não querem saber, ninguém precisa ouvir seus melindres. Finja que é segura, até que seja segura. E não chore, ninguém precisa saber.
Abra esse sorriso mesmo sem querer. Seja excêntrica como sempre. Engula o choro, engula os problemas. Mastigue. Engula. Ninguém precisa saber.
Tem problemas piores, não seja dramática. Não deixe interferir. Não seja fraca. Não seja mole. Não mostre o que tem dentro.
Ninguém precisa saber.
Você que não quer ninguém, você que está sempre sozinha, você que não gosta das pessoas, você que rompe antes que alguém o faça.
Você que sempre se afasta. Há um problema com você.
Há vários problemas com você.
Mas são tão pequenos comparados aos outros.
Eles conseguem, você não.
Ninguém precisa saber.
Se esforce mais. Está ficando para trás. Está perdendo tempo com coisas sem jeito. Sendo dramática, sendo hiperativa. Você não come bem, você não dorme bem, você não sabe se cuidar. Você atravessa a rua sem olhar, está sempre esperando aprovação, que sabe que não virá, por que você que precisa se aprovar. E você não consegue, por que sempre há aquele ponto torto, aquela virgula fora do lugar. Sempre há aquela voz que diz que você não consegue, que não é boa, que falta algo. Ainda assim você se esforça, se mata, se contorce e se recria toda noite, tentando silenciar essa voz, tentando ficar melhor. Tentando não deixar mais nada de atingir, interferir, te ferir.
Mas você não conta para ninguém essa sua luta diária. Você apenas sorri e sai de casa todo dia, como se tudo estivesse bem.
Ninguém precisa saber.


Lorem Krsna 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Dia de nostalgia


Em dias de nostalgia, tudo parece sem graça no agora.
Quando você não acha contentamento nas pessoas, nem graça nem cor em nada, só nas coisas que já foram. 
E você pensa, como você pode estar preparada para vida se só de olhar para trás por um tempo, breve que seja, pode te congelar no lugar?
 Congelar nas coisas que foram e que sente falta. Nas pessoas que se foram e não voltam mais. Nas conversas dos dias de chuva, no conforto que não existe mais, e no silêncio que só as vezes se percebe. 
Nostalgia lembra das coisas que você deixou no caminho enquanto tinha que crescer. 
Em como as cores eram bonitas, e você nem percebe como tudo ainda está desbotado desde tanto tempo. Percebe que você é só um ponto solto em meio a tantas frases, sem saber aonde se colocar sem que o texto fique todo errado, sem significado de nada. 
Em dias de nostalgia você não tem ideia do que está fazendo, quem as pessoas de agora são, todos se tornam estranhos. 
Ninguém sabe quem você é, você é apenas um observador à parte de tudo, e aqueles pedaços te fazem falta. 
Sempre há falta na nostalgia. 
Um quê de amargura por coisas que não se consegue mudar. Um certo medo do futuro, do incerto.
 Nostalgia te faz querer voltar por um tempo que não existe mais, para pessoas que já se foram, momentos que são doces.
 De um tempo que você abraçava os laços que tinha, sabendo que agora você só quer mesmo ficar sozinha, com essa falta de cores que talvez só você enxergue.
 Lorem Krsna

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Lado A, Lado B


Os sentimentos mudam todo tempo, os meus por vezes em segundos. Felicidades são momentos, e fico feliz por tão pouco, triste por tão pouco... E tudo ao mesmo tempo.
As vezes é complicado né? Sentir saudades. Isso pode curar com abraço, mas e se não for mais possível dar esse abraço?
Tristeza pode curar com sorriso, mas não é meu sorriso, disso eu sei. Tem que vir de fora para dentro, queimando tudo, fechando o que ficou em aberto. Mas nem sempre existe cola pra tudo, sorriso pra tudo, desculpa para tudo.
Ficar feliz 24 horas. Isso não existe.
É. Tem algumas saudades que nem brigadeiro, álcool, música ou conversa fora pode amenizar.
A gente ganha peso, ressaca, talvez alguns artistas novos, e um bom papo para pensar.
Se isso fosse a cura de tudo...

Lorem Krsna

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Carente



E daí? Sou carente mesmo! Posso muito bem ligar só para encher sua paciência, falando de coisas sem foco certo. E posso ligar para casa de madrugada, só para dizer que estou morrendo de saudades e que aconteceu alguma coisa muito engraçada ou muito chata no meu dia...
Adoro quando meu pai diz que me ama, quando minha irmã me chama de chata, quando meus irmãos implicam para não dizer que sentem minha falta. Adoro quando eles dizem que vai dar tudo certo. Mesmo que eu esteja em estado de descabelamento grave por alguma coisa.
E sou abusada. Se sou! Surpreendo quando menos se espera. Digo coisas que podem deixar as pessoas sem graça, mas fico sem graça por muito menos...
Adoro sair da sala e encontrar alguém me esperando para conversar (não sendo ninguém da imigração, ta valendo), ou quando percebem que estou tentando mudar de assunto...
Sou atrevida também. Sou do tipo que rouba seu lanche quando estou perto de você, na cara dura. E quando bebe vinho, troca as perna fácil. Acho que fico mais engraçada mesmo. Fico rindo fácil, coisa que não faço. 
Sou melancólica. Acho que é crônico. Escrevo coisas tristes sem perceber. Mas não quer dizer que sou infeliz todo o tempo. Eu tento mesmo ver o lado positivo das coisas, mesmo sabendo que coisas ruins acontecem com pessoas legais... Mas ninguém é feliz todo o tempo.
Posso ser legal. E posso ser rancorosa. Posso rir por coisas que ninguém mais ri, e não ver graça nas piadas elaboradas. Tenho um sério problema para trocar letras quando falo, e me complicar com palavras grandes. Falo melhor no impulso, faço provas melhor no impulso, e faço a dancinha da vitória quando encontro AQUELE LIVRO, ou escuto AQUELA MÚSICA. Sou meio exagerada nessa horas.
Sou relaxada. Queria ser mais vaidosa. Nem sempre percebo que minha unhas estão um lixo, ou que meu cabelo não está legal. Ou que minha roupas estão largadas.
Organizo livros por data de publicação, e sapatos em pilhas. Mas vestidos por cor. E minha vida por eventos, felizes, tristes e WTF. As vezes, acabo sendo só mais um resultado da entropia mesmo...
Hum, sou carente mesmo. Acabei escrevendo um texto enorme, só por que não achei meu celular para ligar para alguém. Mas tanto faz.
Lorem Krsna

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Só um cara


Ele não tinha sorte no amor. E essa frase resumia toda sua existência atrapalhada. Sua amiga sempre lhe dizia que seu problema era que ele era um "cara legal demais". E é sabido que "caras legais" sempre se dão mal no amor.
Esse é o problema de viver tudo de uma vez, e não saborear aos poucos. Ele sempre bebia tudo de um gole só, sabia demais, sentia demais, coisas que não precisam de verdade saber demais... Sempre nas reações "delas", fazendo suas estratégias intricadas, dando tudo, e querendo tudo. Amor não é comércio, de dar e receber. Não é troca equivalente. Amor é um risco.  Ele sempre se doava e se anulava. Ele sempre entrava no jogo que elas faziam para mudá-lo. Ele sempre construía Galatéias, querendo encontrar sua mulher ideal em todas elas. Ele era um cara legal, e merecia uma mulher ideal. Não existem ideais de amor. E esse era parte de seu azar no amor.  Como um cara legal, ele queria aquele amor de filme flufly, fotos de capa e tumblr, que as pessoas comentassem o quanto eram perfeitos juntos. Ele queria ser perfeito para ela, e ela tinha que ser perfeita para ele. Queria que toda a perfeição fosse ofuscante, em um lindo castelo de vidro. Castelos de vidro são frágeis de mais. E sempre tinham trincas dentro. Ele, no fim, não pedia demais. Uma garota inteligente e bela, com gostos a fins, e uma linda história de amor digna de novela das nove. Ele era romântico, e era um cara legal... Queria apenas seu amor perfeito. Ninguém lhe explicou sobre o quanto o amor é imperfeito. O quanto ele começa engatinhando. E o quanto ele pode nem mesmo andar. O quanto o amor machuca. É atrapalhado. O quanto as pessoas são imperfeitas. O quanto as mulheres são inconstantes. E que as mulheres não buscam " caras legais". Não esse tipo de "cara legal." E isso se resumia a todo o azar em sua vida amorosa. Afinal, o amor não é um jogo de xadrez onde você prevê as jogadas.  Quando você mesmo esperar, vai ser xeque-mate, meu amigo, e aí já era.  Lorem Krsna

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Flecha e trajetória - mentiras e verdades



Nós amamos a mentira reconfortante. Pode parecer hipocrisia, ou simples carência, mas eu gosto de vez em quando de uma mentira para me fazer sentir melhor. Eu até minto para mim mesma, olho no espelho e despejo tudo, vomito inverdades, até que elas se convertam em verdades. Só falta mesmo elas acontecerem para mim.
Há dias que a sinceridade me irrita, as porcentagens, os tiros certos. Eu amo quando a flecha desvia e acerta onde menos se espera. Dizem os sinceros, que ela errou a trajetória, eu prefiro dizer que ela mudou de ideia e seguiu novos rumos.
Eu vivo minha vida como uma flecha mudando de ideia. E gosto dos lugares não planejados que ela acerta.
Eu odeio palavras com sentidos certos e únicos, duras e diretas no ponto. Eu gosto mesmo de passar horas imaginado significados, em uma tortura lenta e não pensada. Eu sempre vou buscar significado nas pequenas coisas, mesmo simples. E eu sempre vou mentir sobre elas. Mentir e mentir até achar que elas podem ser o que acredito.
Odeio quando me diziam coisas certas da maneira errada e coisas erradas da maneira certa, preenchendo de brilho e cor o caminho da tentação. Eu sou humana, afinal. E todos essas pequenas coisas irritantes chamadas sentimentos eu tenho aos lotes. Eu amo, eu odeio, eu desprezo, eu guardo silêncio. Eu sinto medo, insônia e finjo que está tudo bem para não falar porcarias por aí. E claro, finjo que entendo quando não entendi nada. Finjo que não foi nada quando estou fervendo por dentro. E explodo - e como explodo - nas horas mais impróprias.
Eu nunca sei quando estou apaixonada, até estar desenhando corações.
Eu nunca sei que estou amando, até passar a odiar a pessoa.
Eu nunca sei o que vem até mim, até estar no olho do furacão.
Eu nunca sei quando parar de esperar demais, de confiar demais. De esperar que leiam o que desejo nas entrelinhas, entendam por trás de meus pretextos. Nunca ninguém sabe quando estou feliz, triste ou constipada. Para todos, sou a mesma coisa e sempre, por dentro, nunca sou a mesma por dois segundos.
Talvez eu precise de terapia - Quem não...
Talvez eu precise de apenas um amor conturbado - Quem nunca...
Talvez, eu precise apenas que mintam mais vezes para mim -Quem dera...
Talvez, eu precise de verdades menos duras - Quem sabe...
Talvez eu precise apenas de alguém que saiba ler menos o texto, e preste  atenção  nas mensagens subliminares.
Eu nunca sou mesmo o que pareço, ninguém é. Todos nós somos apenas verdades inventadas. Flechas mirando e mudando de trajetória. 

Lorem Krsna - Desabafo,eu sei

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sentimental



Estou em meu momento sentimental. Podem rir, ando mesmo chorando e suspirando por qualquer motivo. Ando dispensando minhas lentes de aumento para ver os detalhes das coisas: só as sinto pulsar.
Ando mesmo cansando de tentar enxergar todos os lados, de inventar as mil desculpas. Estou aceitando, enfim, a irrevogável situação, de que todo mundo, em algum momento, se comporta como um tolo.Se é, que é realmente uma tolice sentir a flor da pele, remover todas as camadas e se deixar levar. Se sentir sensível e exposta, vulnerável, com uma seta  néon no calcanhar de Aquiles. E até o medo da flecha é libertador. 
É bom chorar quando se tem que chorar. Quando se acumula a sua tempestade interior. Eu tenho muitas tempestades interiores. Na verdade, dentro de mim se encontram calamidades naturais frequentes, mesmo que veja apenas minha cara de paisagem. E é diferente a situação de lançar uma tempestade para fora finalmente. Ir de uma gargalhada cuidadosamente contida, a um choro convulsivo, libertando todas as feras. Xingar, sem a menor elegância.
Talvez essa seja uma porta temporária aberta, onde liberto meu anjo e meu monstro. Onde posso dar aquele beijo, ou aquele tapa. Onde posso largar a dormência fria e letárgica, e cair no olho do furacão do sentir. O perigo, agora vejo, é o prenúncio da explosão. Aquele instante onde ninguém sabe qual sera o tamanho do estrago. Depois que ela ocorre, a gente só recolhe os pedaços. As vezes o prenuncio da dor é pior do que a dor. As vezes o prenuncio do amor é bem melhor do que o amar. As vezes você deixa mesmo correr sua fraqueza, deixa vazar um pouco da água, ou a represa explode.
É isso. Está cheio demais. Que saia um pouco. Apenas deixa fluir.Apenas deixa explodir. Depois, vamos aos estragos.

Lorem Krsna 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

DESesperar



Frase detestável : "Só resta esperar."
Parece que não há mais nada a ser feito, que a definição não nos cabe, que estamos de mãos atadas, que nada está em nosso controle, que vamos cair no conformismo e imaginar um milhão de possibilidades sem nada poder comprovar.
"Só restar esperar" é uma etapa que mata no começo, que te joga no escuro e você tem que se agarrar a mínima possibilidade, ao fino fio da aranha para sair dele respirando e com a mente sã. Esperar é chato, enlouquecedor e duvidoso, sem ter certeza do próximo movimento do outro, onde você pode conseguir um gancho para uma jogada esplêndida, mas também um xeque-mate sem saber se está preparada para ele.
                                   esperar = DESesperar

Lorem Krsna

segunda-feira, 1 de julho de 2013

instantes



Eu sei bem como é possível, você de repente se sentir imensamente feliz e ainda assim triste em seu âmago. Quanto mais eu penso, mais percebo que a plena felicidade não é possível, por que a gente sempre vai ter medo de perdê-la, e ter a certeza que o momento, por mais incrível que possa ser, é um momento apenas. E momentos nunca duram tanto quanto a gente deseja.
Lorem Krsna

quarta-feira, 26 de junho de 2013

AsAs



Nenhum voo dura para sempre. Sempre chega a hora de encarar o chão.Mas ainda assim, você não deve ter medo de voar.

Lorem Krsna

terça-feira, 25 de junho de 2013

Partir e "ser partida"

Eu fico pensando em quantas vezes a gente se despede na vida. " Quantas vezes a gente parte, e quantas vezes somos partidos". Escutei esse termo, e de repente senti que quantos forem meus anos de vida, vou partir e "ser partida" inúmeras vezes. Vou criar e cortar laços, lembrar e esquecer rostos. Sofrer por momentos que por muito tempo ficaram apenas na lembrança, até se tornaram uma fotografia que amarela na gaveta, ou dentro da mala. Eu não pertenço a lugar nenhum, por isso, talvez tenha a certeza, que passarei por muitas estações, e seria por vezes apenas mera lembrança em uma foto de alguém até encontrar um lugar de onde não irei me despedir. Até encontrar um motivo forte o bastante para ficar.

Lorem Krsna

domingo, 23 de junho de 2013

Nostalgia


Se for para falar de amanhã, não sei falar de coisas tão distantes. Não sei dizer se você estará aqui, ou quem mais estará. E ando cada vez mais consciente de meu esquecimento... Eu ando sempre sem saber o que procuro, apenas sentindo que algo falta. E eu busco a tudo, a espera do alivio, do momento em que suavemente me sinta completa, que possa dizer "agora tenho o que me faltava" "agora encontrei". Mas nada é o bastante, e as vezes, nos momentos de nostalgia, a gargalhada morre no vácuo, e só sinto o vento passando em cada espaço vazio, e penso que por mais que tente me preencher com tantas respostas, perguntas, histórias, jamais terei o que me falta de verdade, pois nem mesmo sei quando perdi.
Lorem Krsna 

domingo, 12 de maio de 2013

"Pelo que falta, só o que resta"



"Sempre falta algo. Algum pedaço, alguma coisa, alguma linha que não se pode passar, por mais que queira...
E sempre falta uma pessoa, uma ultima palavra ou uma primeira...
Sempre falta o entendimento, o que deve se dizer e o que foi dito. Sempre falta o ponto final, e o novo parágrafo, a nova folha, a nova chance... E sempre e sempre falta algo que se perdeu, e a gente nem sabe que foi perdido. Mas resta, resta sempre e sempre a procura sem sentido.
E aquele vazio, que por mais que a gente preencha de coisas, nunca é preenchido.
E só resta também tentar ser feliz pela metade das coisas, e pelo que falta, resta também a tristeza, por que no fim, é o que resta."
Lorem Krsna

terça-feira, 9 de abril de 2013

Como um gole de tequila



"Talvez eu ande mesmo pensando em muitas coisas que não posso compreender nunca. Ou simplesmente ande nadando contra a maré. Dizer que é difícil seria amenizar a situação, mas embora seja ruim escalar por cima de todas as coisas que encontro pelo caminho, não posso dizer que a vista aqui de cima é ruim. Na verdade, é tudo claro. Principalmente depois de tanto tempo no escuro. É bom poder ver o sol de cima dessa pilha só aumenta.
Talvez eu ande mesmo escolhendo o caminho mais complicado: Rindo das piadas mais sem graça, mesmo quando a vida parece não querer fazer questão que eu veja graça nenhuma nas coisas.
E no entanto, não posso dizer que não sou feliz de forma ocasional. Tudo é tão efêmero, como a quentura de um gole de tequila na noite fria. Esquenta, mas me deixa tonta  e sempre vem o depois. Essas coisas loucas, esse meus momentos de rompante, são divertidas, mas passam. Eu quero hoje algo mais duradouro. Algo que possa deixar uma marca que não seja uma cicatriz.  Eu quero sentir calor, mas sem a ressaca que vem depois. "

Lorem Krsna

terça-feira, 2 de abril de 2013

Lúcidos?

Fonte

" As vezes eu penso se eu já aprendi de fato algo sobre o mundo e sobre como as pessoas funcionam. De vez em quando eu me pego achando que sim, e então surge algo que derruba por terra qualquer possibilidade de certeza. As pessoas surpreendem. Elas oscilam, e nem mesmo elas mesmas sabem a real extensão do que são capazes, de qual o pico que os separa do o que jugam certo ou errado, do "lúcido" ao "animalesco"... "
Lorem Krsna

domingo, 24 de março de 2013

Saudade crônica





Às vezes me sinto cansada, velha, solitária e em dúvida demais.
Nada a que me apego, pode retribuir, e por isso aprendi a não esperar demais, e ainda assim, por vezes espero. Espero enquanto me sento na calçada no fim de tarde e vejo como o dia acaba em estranha e bela melancolia, com um café ou um chá a descansar na mesa, ao lado de um livro, ao som de uma música, e repleto de pensamentos tortos e saudades meio vagas...
E eu sei que por mais que a mente obrigue, nunca vai deixar de ser diferente. E até mesmo essa tristeza solitária me faz me sentir bem, como se a plenitude de um sentimento completo me deixasse presa a estranha sensação de alcançar a linha de chegada, e não ver nada a frente. Por que sou sempre eu que gosto mais, que sinto mais...E ainda assim a que termina vazia.
Nada consegue durar tempo demais em mim, pois vem com tanta intensidade que depois se apaga, mas não morre de fato. Talvez por isso sofro de saudade crônica de tudo que vivo deixando para trás. E vivo esperando o que não vem, pois já se foi há muito tempo.

Lorem Krsna 



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Perto e distante



" Se for para falar de sentir falta, o que me incomoda mesmo é sentir tua presença, mas estar tão longe que não posso o alcançar...'


Lorem Krsna

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Pensando

"Há um lugar na minha mente onde às vezes vou. É distante, tranquilo e nada me atinge. Um lugar onde as coisas que não tem sentido, também não tem importância e não podem me ferir. Lá eu posso ser qualquer uma, estar em todo lugar e ainda assim ser quem sou, sem explicações de confrontos ou não. Sem medo. Até que a realidade atinja minha cabeça como um dardo localizado, e eu despenque para a terra.  
Por mais que seja bom, é certo acordar. E fazer o certo é difícil. " 

 

Lorem Krsna



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