sábado, 30 de março de 2013

Na paz me envolvo



“Eu vivo pensando em coisas demais, que acabam se chocando em minhas paredes internas... Mas eu jogo isso na gaveta das “histórias para depois”. Hoje eu quero paz. Quero me sentar em um lugar tranquilo no fim da tarde, sem pensar em nada que me derrube, sem lembrar nada que me transporte...
Hoje eu quero só a paz das velhas coisas, a teimosia sutil do velhos versos, do ritmo lento do que me cabe, muito mais do que me sobra... Só quero afundar nessa paz, mesmo que seja passageira, meio ilusória, mas que por um tempo me faz ter ideia do que é ser plena. “
 
 
Lorem Krsna


terça-feira, 26 de março de 2013

As asas e o tempo



"Por um tempo talvez você creia
Bem depois do tempo que me fui...
E talvez, só nesse lapso da memória, não sendo mais
Eu seja, alguma coisa além dessa espera.
Foi há um quarto de hora, três dias, três séculos ou mais.
Mas naquele tempo, deixei algo importante para trás.
Algo muito difícil de se recuperar agora.
Mas hoje é diferente meu bem.
Hoje sei voar!
Sou passarinho, aeroplano ou asa delta.
Sou borboleta buscando a tua flor.
Hoje o tempo não me afeta, e nem sou mais espera.
Hoje eu posso te alcançar aonde quer que esteja..."
Lorem Krsna

Livre?




"Tem muita gente que não entende ainda o que de fato é ser livre. Acabam pulando de abismos na crença que sabem voar."  Lorem Krsna

domingo, 24 de março de 2013

Saudade crônica





Às vezes me sinto cansada, velha, solitária e em dúvida demais.
Nada a que me apego, pode retribuir, e por isso aprendi a não esperar demais, e ainda assim, por vezes espero. Espero enquanto me sento na calçada no fim de tarde e vejo como o dia acaba em estranha e bela melancolia, com um café ou um chá a descansar na mesa, ao lado de um livro, ao som de uma música, e repleto de pensamentos tortos e saudades meio vagas...
E eu sei que por mais que a mente obrigue, nunca vai deixar de ser diferente. E até mesmo essa tristeza solitária me faz me sentir bem, como se a plenitude de um sentimento completo me deixasse presa a estranha sensação de alcançar a linha de chegada, e não ver nada a frente. Por que sou sempre eu que gosto mais, que sinto mais...E ainda assim a que termina vazia.
Nada consegue durar tempo demais em mim, pois vem com tanta intensidade que depois se apaga, mas não morre de fato. Talvez por isso sofro de saudade crônica de tudo que vivo deixando para trás. E vivo esperando o que não vem, pois já se foi há muito tempo.

Lorem Krsna 



sábado, 23 de março de 2013

Acorde-me

Acorde-me.
Levante-me com um beijo ou uma palavra que recria tudo o que sufocou durante os anos. O tempo passou meu bem. e nos passou para trás.
O dia é outro, o ano é outro, e o conto é outro. A bela adormecida apenas descansa quem  é de fato dentro de si mesma. Ou talvez aquela parte que dormiu nunca acorde. Nem com beijos, nem com palavras. O negócio é manter o que ainda há para ser mantido. E por vezes, as palavras podem manter acordados os sonhos muito mais do que um café forte, ou um gole de vodka em uma noite fria...
Então vamos falar, e quem sabe o dia não amanheça, a tarde não passe, a noite não venha, o tempo pare, o frio suma com o calor dos olhos, e fique aquela sensação quente de confortável que a gente acredita que não existe, mas essas coisas existem.
Elas são reais.
Não são contos, nem tão poucos acontecem como neles foi escrito. Somos falhos, desastrados, arrogantes, mas somos o que somos, e o que temos dentro de nós: sonhos, amores e fé.
E isso nos redime. Por isso talvez a bela adormecida espere. Não deitada inútil e rodeado por teias de aranha e planos.
Mas de pé, a encarar-te nos olhos atua espera. E para esta findar, basta uma palavra. Uma palavra para mudar toda a história. 
Lorem Krsna

Pensando palavras

Talvez eu ande deveras a pensar. Pensar em tantas palavras que se criam, recriam e que morrem... a verdade, é que cada vez que caio dentro de mim, sempre busco minhas asas, e elas são frases, palavras, por vezes que me sustentam, por vezes que derretem com o minimo calor das circunstâncias...
Mas são nelas que me apego. São minhas janelas, minhas muralhas, minhas grades e minhas chaves.
Talvez... eu ande mesmo a pensar palavras...
Lorem Krsna

sexta-feira, 22 de março de 2013

Embriaguez


fonte da imagem

Me irrito comigo mesma. Com frequência. Por coisas estúpidas que falei, ou coisas necessárias que tinha que falar. E por colocar minha vida, o que eu quero, o que eu desejo, em segundo plano por terceiros, só para depois guardar rancor de tantas coisas que não fiz.
Me irrito por observar tanto e deixar de viver, e pela mania de tentar fazer as coisas certas, sem saber para quem são certas, se para mim, ou para as pessoas. Me irrito por meus pensamentos conturbados, minha paixões injustificadas, e por não enxergar as coisas boas a não ser quando estão quase no fim, apreciando o sabor do sorvete só quando ele está acabando e não tem mais onde comprar. Eu queria sentir o gostinho do que é ser plena por mais tempo, sem coisas que pesam, daquilo que não fiz e não disse.
Tudo isso me irrita. As conversas inteiras que imagino sem falar nada. A incapacidade que eu tenho de falar com os olhos ou gestos, de pedir ajuda, de dar a cara a tapa, de dizer quando estou feliz ou triste, ou quando as coisas ficam ruins demais, ou mesmo quando a felicidade me toma. Só engulo, misturo e me embriago com tudo isso.
Lorem Krsna

terça-feira, 19 de março de 2013

Montanha-Russa



Fonte
Nem toda tristeza tem motivo, ou lágrima é direcionada.
Há coisas que não planejamos, que não se espera. Elas acontecem e nos resta seguir a correnteza das coisas, muitas vezes de mãos atadas e olhos vedados para o futuro, apenas sabendo que haverá momentos de tristeza sem sentido, de lágrimas soltas e palavras que repassamos tantas vezes e acabamos apenas guardando para nós. Guardando rancores, problemas, palavras repletas de agressões ou de amor. Viver é mesmo andar em uma montanha-russa, e você escolhe entre esperar o próximo susto com medo, ou deixar a coisa toda rolar, curtindo o vento no rosto, aproveitando os bons momentos sabendo que os ruins só durarão até a próxima descida ou subida.
E isso me faz me sentir viva, apesar da frustração das mãos atadas, do salto no escuro, dos sustos e de tantas coisas guardadas impossibilitadas de sair, como gritos, conversas francas os lágrimas, direcionadas ou não.

Lorem Krsna 


sábado, 16 de março de 2013

Singelo e gigantesco





A vida não pede roteiro: ela acontece, flui. Você não acorda um belo dia e diz que hoje vai passar a acreditar em tal coisa, desacreditar naquilo outro, vai sofrer, amar ou simplesmente jogar tudo e seguir. Estas coisas são como estampidos sem direção, que explodem sem mais nem menos e mudam tudo.
As vezes as maiores decisões, as que mudam tudo, são feitas no último segundo e te transformam para o resto da vida, no rompante, no gosto do inesperado, tão singelo como gigantesco, tão simples mas inexplicável, assim como o primeiro fulgor do universo. 

terça-feira, 12 de março de 2013

The World de Henry Vaughan



“Vi a eternidade em uma noite entrante,
Qual grande anel de luz pura e incessante,
Toda calma, tanto quanto brilhante,
E bem debaixo dela, o Tempo em horas, dias, eras,
Impelido pelas esferas
Como uma vasta sobra avançada;
Onde o mundo e todo seu séquito soçobrava...”
Henry Vaughan



domingo, 3 de março de 2013

Só talvez

Fonte

Ok! Talvez eu tenha sentido sua falta mais do que diria, do que o tempo permitiria, e que caberia em uma vida. Sabe, um pouquinho todo tempo, de modo ligeiro, rasteiro...
Talvez eu tenha me pegado rindo pensando em você, de vez em quando e sempre. Pensando no que diria naquele instante, em suas frases absurdas que me tiravam do sério.
Talvez eu tenha gostado mesmo de você, e esse seja o motivo da melancolia, o nome bonito de dizer que sinto sua falta e isso me deixa triste, amuada, e que as vezes, por isso, não consigo estar perto de ninguém, por que ninguém é você...
Lorem Krsna

Cuide da sua vida.


 " Uma coisa que aprendi na vida é que subestimamos as pessoas por medo de ter que admitir que são tão bons ou melhores como nós, ainda temos a tola ideia de que o sucesso de alguém anulará o nosso. E isso, é pura bobagem. Se por um instante muitos tentassem parar de rebaixar as vitorias dos outros, poderiam enfim viver as próprias de verdade. Afinal o que está acontecendo com as pessoas? Parece que se tornou algo mais interessante cuidar da vida dos demais do que da vida deles, e assim vão deixando de viver, e de pensar em si. " 
Lorem Krsna


Caráter ou reputação?

sexta-feira, 1 de março de 2013

Tem certas coisas...

fonte

Tantas vezes quis voltar no tempo para tentar consertar as coisas, mas agora vejo tudo isso como bobagem. No fim, ainda não me arrependi de nada que tenha feito, pois tudo, de alguma maneira me ajudou intensamente. Sou feliz na medida certa, ou do possivel. O que tenho para reclamar afinal, se esse é sim o caminho que venho escolhendo? Culpar o destino é só uma desculpa de quem não quer admitir seus erros... Mas enfim, brinquei, sorri, sofri e chorei já tantas vezes! E não só, e não pela ultima...Cometi erros, tomei decisões certas e outras erradas. Conheci lugares bons e outros nem tanto, gostei de pessoas, me apeguei a momentos e já me dei mal também por isso. Fui racional quando tive que ser, e tola quando o momento pediu. Não posso dizer que já tive pessoas, por isso não sei se já as perdi. E cometi erros, e como cometi! Não quero reclamar, não é algo de que eu goste em mim. Nem tão pouco aceito o que chamam de destino de cabeça baixa. Conformismo não é muito o meu estilo. Enfim, o que tenho pra reclamar afinal? Não tenho tudo o que quero, é verdade. Mas tenho tudo o que preciso para conseguir. Tenho mais até do que acho que mereço. Tenho meus segredos e medos, tenho minhas dores e minhas felicidades só minhas. E fico cada vez mais certa de que estou mudando para melhor. Não vivo em quase mais, vivo em todo! E isso faz de mim um ser melhor do que ontem, e pior do que amanhã! Lorem Krsna

No caminho do que era

Fonte
Se for para te sossego, vou de volta ao que era. Encontrar a estrada que bifurcou, sem saber se pegarei direita ou esquerda...
No rádio, aquela velha canção que sei de côr; Na mala, as roupas velhas que não deixo para trás. E cada carta não perdida, foto escondida e sentimento guardado.
Vou de volta ao que era, mais leve, sem o peso do pára-quedas, da bagagem previnida, e apostando no escuro. Não seguirei as placas de aviso, nem me limitarei mais apenas ao campo demarcado, a estrada mais fácil, e ao destino que mais convém... Não hesito mais diante das encruzilhadas, das placas de pare.
Apenas sigo, de volta ao passado que está no meu futuro. Apenas caminho para você, como se o tempo não houvesse passado, naquele mesmo instante que parou na velha encruzilhada da vida.

Lorem Krsna

Vasculhe

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