domingo, 29 de abril de 2012

Quem você tem na vida



Já dizia William Shakespeare “não importa o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.”
A riqueza acaba, a beleza passa, os sonhos padecem. Um dia você pode estar no alto, tão no topo que só consegue enxergar a si mesmo. Mas a roda da vida gira, tudo muda, e o caminho final do alto é o chão.
E são nestes momentos que as amizades fazem valer o que são. É neste instante que você poderá enxergar por trás da névoa em seus olhos, por que nada vale mais na vida do que ter alguém por você. Quem tem um amigo de verdade, um que seja, é capaz de se reerguer não importa quão fundo seja o buraco para onde tenha caído.

Lorem Krsna

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Achados e perdidos


Foi um destes sonhos de fim de tarde, onde o véu entre a vigília praticamente se rasga. E então lá estava eu, sentada em uma calçada úmida, de uma rua desconhecida e deserta de pessoas. Garoava e o frio cortante assoviava pelos prédios, por entre as casas. A rua estava repleta de coisas pelo chão, como se um furacão houvesse arrastado tudo de dentro das casa, e jogado aos quatro-ventos, pelas calçadas e avenidas, transformando tudo em um grande caos de livros, roupas, miudezas.
Olhei para a bagunça e então pessoas começaram a surgir de dentro das casas, e começaram a vasculhar o chão com rostos perdidos e confusos. Seus andares eram arrastados, cansados.
Um assovio ao meu lado me obrigou a virar-me e vi uma senhora idosa que vinha em minha direção. Arrastava um saco de catadora repleto de coisas e sorria de modo tranquilo.
- O que aconteceu aqui? – perguntei confusa quando a tive a meu lado.
Ela olhou para a rua, para as pessoas que pareciam mortos-vivos.
-Elas estão procurando coisas que perderam. Tudo o que é perdido vem parar neste lugar.
Olhamos ambas para um homem que olhava para uma pilha de lixo de modo desanimado. A senhora tocou meu braço de modo leve.
- O que você perdeu?
Pega de surpresa a encarei. Seu rosto parecia mudar a todo instante, mais jovem. Desviei meu olhar para o céu nublado.
- Não sei. Não lembro.   
Ela assentiu como se entendesse: - Quase ninguém lembra.
- E porque eles vêm então?
- Por que sentem falta. – ela deu de ombros. Agora não passava de uma menina. – No fim estão todos perdidos também.
Assenti, mesmo sem entender ao certo. A chuva continuava a cair, e me vi em meio aquele grande achados e perdidos, sem saber o que estava procurando até acordar.

Lorem Krsna

terça-feira, 24 de abril de 2012

De onde menos se espera...





As pessoas nos surpreendem. Você pode tentar entende-las, ou achar que as entende. Pode colocar uma fé profunda em amizades que julga eternas, em amores que creem verdadeiros, em inimigos que lhe querem ver pelas costas, mas uma coisa que aprendi é que na vida não existem dois lados apenas; A vida não é um filme de mocinhos e vilões brigando até alcançar um final justo. Não existem os bons e o maus em uma linha separada.
As pessoas que mais amamos nos machucam.
Quem mais admiramos na vida, nossos heróis, erram tanto ou mais que nós.
E às vezes a pessoa de quem você mais espera um chute é a única que te levanta quando você está comendo poeira no chão.
Então não julguem as pessoas como se as conhecessem. Elas sempre podem nos surpreender.

Lorem Krsna 

O bem pode vir de onde menos se espera

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O que é amor



“... Mas perto dele, eu sentia como se aquele planeta distante em que sempre estive presa durante toda a minha vida tinha outro morador. Um conterrâneo, talvez da mesma nave. Os outros pensavam FM, e nós dois AM. E ainda assim, quem visse diria que éramos de dimensões diferentes, e, no entanto ele falava minha língua perfeitamente.”

Sintonia de Lorem Krsna

Querer o impossível.





Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.
Jean Cocteau

  

Uma coisa que aprendi na vida é que há limitações para que nos ponham no lugar como meros humanos, e como indíviduos de uma sociedade aonde não é correto fazer tudo o que se quer sem pensar nas consequências. Mas igualmente há limites para serem quebrados, nos impostos apenas como obstáculos que devem ser pulados, vencidos, pedras que podem servir como escada. Eu já sonhei muito, mas com o tempo aprendi a planejar, a me ver como alguém que se lutar com força de vontade, se acreditar, se correr atrás só nasceu para vencer. Por que por mais que digam os pessimistas o quanto somos limitados, a verdade é que todos nascemos com o potêncial vencedor, basta alimentarmos isso. Por que há os que vencem apesar de tudo, e há os que quando a sorte lhes bate a porta, a chutam como uma bola de futebol para longe.

Conheci pessoas assim, de ambas as categorias, os que aprenderam a ver uma chance, uma estrela na noite, e há os que somente reclamam do escuro e da noite, não vendo nada além. Para eles tudo é impossível, e até mesmo as oportunidades são meios que o destino armou para rir depois de nossa queda.  
Se cheguei até aquí, foi por que lutei, e por que lutaram por mim. Não foi acreditando que era impossível, me encolhendo no escuro, agarrada a conceitos e limitações retrógadas.
Digam o que disserem, o meu limite sou só eu que imponho a mim.
Ninguém mais.

Lorem Krsna 



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Caçar Quimeras


 "As horas já passaram
E continuo por aqui
Os mesmos erros me forçaram
A ver outro lado de mim.

Não querem me ver como sou
E sou muito mais do que vêem agora.
Quebrei as correntes, alcei vôo
Fui embora, em boa hora.

Se fui fraca, me fortaleço
O caminho que escolhi é só meu.
Não preciso dessa hipocrisia
Pois sou muito mais eu.

Aquele tempo, já passou
Quando andava a caçar quimeras
À hora do conto de fadas acabou
Nada é agora como era.

Somos mais que fantasmas de nós mesmos
Hoje, nasci do que ontem me tornei.
Sem as mesmas crenças, os mesmos erros.
Cresci, reagi me forcei."

Lorem Krsna

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mudar por si?

FONTE

Com o passar dos anos eu aprendi que se obrigar a mudar apenas para agradar as outras pessoas é algo estúpido, mas que ainda assim, em muitas etapas de nossas vidas acabamos caindo nesta armadilha.
Eu sei disso, por que eu já fiz isso. "Dobrei-me e desdobrei" em cuidados, tentando parecer alguém diferente, procurando descobrir o que fazer para agradar sempre as pessoas que eu gostava, e o que acontecia era que sempre, cada tentativa acabava em desastre, em trapalhadas, em confusão. Tentar ser alguém que você não é nunca é a saída. Com custo entendi que a saída era buscar em mim as qualidades necessárias para fazer o melhor DE MIM, sendo eu mesma, mesmo que muitos não entendam meu jeito de ser, por que hoje eu sei que as pessoas que me respeitam são as que merecem minha amizade. 
E o que eu tenho de melhor não é nada além daquilo que guardo aqui dentro. Só necessito trabalhar isso, da melhor forma, por mim.
E a lagarta um dia se verá como é : uma futura borboleta.
Lorem Krsna

sábado, 14 de abril de 2012

Livro Morte e vida de Charlie St. Cloud

 
 
“O que você fez com a segunda chance que Deus lhe deu?”
Morte e vida de Charlie St. Cloud é um livro do norte-americano Ben Sherwood, que conta uma história emocionante sobre renúncias, culpa, milagres e redenção. Sobre pessoas que vão embora cedo demais, e pessoas que morrem em vida por conta da renúncia da própria felicidade e de seus sonhos.
Na verdade, fazia tempo que não lia um livro que tratasse desta maneira de assuntos trágicos como a perda, a morte e a renúncia. Apesar de ter tido conhecimento do livro depois de ouvir falar do filme, a primeira coisa que devo lhe informar é que se já assistiu a adaptação para o cinema, esqueça e leia o livro. Longe de ser um romance (apesar de falar sobre o amor), o livro fala de um sentimento antigo e limitador, capaz de levar-nos a atitudes extremas: a culpa. O personagem principal (tratado com muito mais emoção no livro, sem dúvida) é um homem que renunciou anos de sua vida por conta de uma promessa feita para o irmão mais novo que perdeu a vida precocemente em um acidente por qual ele se culpa.
A história se passa em uma vila calma de pescadores. Charlie era um jovem que tinha um futuro brilhante, mas sua vida muda radicalmente quando em certa noite, aos quinze anos, pega o carro escondido de uma vizinha e sai com seu irmão mais novo, Sam, para levá-lo a um jogo de beisebol. Na volta os dois se envolvem em um acidente em que ambos ficam entre a vida e a morte, período em que Charlie faz uma promessa: nunca abandonar o irmão. Porém, Charlie é trazido de volta e Sam morre. Depois da morte de Sam, carregado pela culpa, Charlie ganha um dom para que possa cumprir sua promessa: ele pode ver e conversar  e brincar com o espírito de seu irmão mais novo. Para cumprir a promessa feita, todo entardecer eles devem jogar juntos em uma clareira que Charlie constrói dentro da floresta nos limites do cemitério, e assim ele passa a viver em função destas visitas para que possa continuar vendo o irmão. Passam-se treze anos, e Charlie intensifica seu dom, podendo ver outros espíritos, porém, seus sonhos, seus objetivos, são todos renunciados por conta de sua promessa, e ele passa a trabalhar no cemitério e morar lá.
Vivendo entre os dois mundos, no limite entre os vivos e mortos, Charlie acredita que por ter causado a morte do irmão e impedido a continuidade de sua vida ele também não tem o direito de ser feliz. Sam passa então a ser o fardo de Charlie, e Charlie, a prisão de Sam, já que igualmente preso a promessa, Sam não se permite evoluir e partir. Mas então surge Tess, uma linda velejadora que entra na vida de Charlie de um modo peculiar, após uma tempestade violenta e ele tem que fazer uma escolha de vida e morte, de se permitir uma segunda chance, de se perdoar, para tentar finalmente aproveitar as chances que a vida lhe deu. Charlie se vê diante de uma escolha, e da descoberta de mais um milagre que pode mudar tudo, basta ele se permitir e se perdoar.
Não quero estragar o final, e mesmo para quem já viu o filme, não há comparação em ler o livro, parece outra história! Principalmente em relação ao personagem principal, a história é bem mais incrível e forte.
Vai então a recomendação.

Lorem Krsna

Dia de eutanásia de Stephen Spignesi


Dia de eutanásia é o primeiro romance do autor Stephen Spignesi, autor de mais de trinta e cinco livros de não-ficção.

Para ser sincera, quando peguei este livro relacionei o titulo com algo totalmente diferente, mas não me arrependo e vou explicar o porquê: a história é daquele jeito surpreendente, que logo antes do final você pensa “é só isso?” e então vira a página e se depara com algo totalmente inesperado que muda tudo no ultimo instante.
Conta a história de uma jovem brilhante, calma, que ama animais, mas trabalha em um abrigo onde tem que matá-los toda semana. E é neste contexto em que mata seus colegas de trabalho de modo frio, e todos querem entender o porquê.
Gostei muito do suspense psicológico, e mais ainda das histórias criadas pela personagem principal, e os significados por trás delas, que depois você descobre estarem relacionadas com o desfecho. Recomendo o livro para quem gosta de se surpreender.
Lorem Krsna

terça-feira, 3 de abril de 2012

Curvas, retas e escritas

 
Eu já falei aqui na entropia, na teoria de que o caos move o universo. Engraçado que sempre que falo em entropia vem uma frase já bem velha, de que Deus escreve certo por linhas tortas. Quando era criança eu tinha uma teoria de que Deus escrevia tudo certinho, e a gente que entortava tudo, mas quem há de culpar-nos? São tantos caminhos, opções, limites a serem testados, por que no fim a gente vê que a vida é uma série de riscos e erros seguidos, sempre tentando chegar a um lugar: mas que lugar? O paraíso? A felicidade?

A verdade é que a vida é um labirinto, que corremos de olhos tapados. Aí está uma boa descrição. Pode-se falar de visionários, de pessoas que vêm além, mas no fim, os visionários talvez sejam aqueles que souberam se arriscar, não que eles tenham enxergado o que viria depois, como em um jogo de xadrez, que por mais que você tente ver jogadas a frente, no fim são apenas possibilidades, pois dependemos muito mais das reações de outros do que de nossas decisões. Sim. Viver é correr riscos, e entender que por mais que façamos as coisas certas, pode vir um idiota e fazer a coisa errada e acabar com tudo, mas que ainda assim temos que tentar fazer por nós. Estamos sempre no risco de perder, de ter planos frustrados, de alguém entortar nossa linha que pensamos ser reta, mas que pode ser uma curva bem acentuada – aí depende de nós se para cima ou para baixo.
Uma vez eu ouvi que a vida é repleta de placas de aviso que quase sempre não conseguimos enxergar. Os túneis e os labirintos podem enganar, as pessoas podem nos machucar, e podemos machucar as pessoas que mais queremos bem. Podemos nos jogar, e também deixar um amor passar por medo, por não ver além da bandana que recobre nossos olhos, mas no fim, um dia será o fim, e daí teremos que ficar de frente com o mais importante: o que fizemos da vida?
A verdade? É que ignorei muitas placas de aviso, e não sei aonde de fato tudo isso vai me levar. Também tenho consciência que minha escrita não é reta, mas repleta de curvas, de erros, borrões, mas uma coisa que nunca poderão dizer de mim é que deixei espaços em branco: quero viver tudo o que puder viver, não importa se minha vida durar 100 anos ou apenas algumas horas, não quero me arrepender do que não fiz.
Lorem Krsna
  

Vasculhe

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