quinta-feira, 28 de abril de 2011

Molhar os pés no mar

Eu acreditava em tantas coisas em que hoje não mais creio, e gostava de pessoas que hoje me são indiferentes...  Eu amei, odiei... e mudei.
Molhei meus pés no mar, lí livros, e escrevi histórias. Cantei canções, desafinei e sangrei. E tantas vezes ri e chorei! Nem mais sei, mas ainda tenho muito o que fazer, e buscar a melhora. "Ser maior do quê as montanhas que impedem de seguir a viagem".
Parece por vezes que tenho tudo... mais sempre falta algo. Eu fiz tudo, mas ainda quero fazer mais. O que quero provar? A quem quero provar? A mim? Quero provar a mim mesma que posso ser melhor, não poesia findada, mas contínua.
Quero ser tão forte o quanto eu posso ser, mesmo que por vezes pareça que tento segurar o peso do mundo, só tento aguentar o peso de minha própria alma, minhas dúvidas e decepções.
Não quero controlar o mundo, mas só o meu mundo... que por vezes parece querer desabar na minha frente.
Não quero arrependimentos, nem ter que sempre suportar essa tristeza no olhar que sempre me persegue. Não quero sentir culpa sempre que sorrio, ou fugir das palavras que tanto peço. Quero chorar sem vergonha da minha dor e fraqueza. Acreditar qua a culpa não é minha, que o fardo não é só meu.
Quero molhar de novo os pés no mar, e me sentir livre para procurar o meu lugar, seja aonde for, com quem for. Ser feliz, sem medo.
Quero viver, e não somente existir.
Lorem Krsna

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Samuel

Senti a grama úmida em minhas costas, e quando abri os olhos avistei o azul imenso sobre mim.
Virei o rosto, e me vi deitada em meio a flores em uma clareira. O vento soprava levemente trazendo no ar um cheiro de eucaliptos da floresta densa ao redor, e soltava os dentes-de-leão no ar.
Passei as mãos nas flores, sentindo o calor filtrado da luz do sol pinicar minha pele. Devia passar do meio-dia, talvez.
Sentia uma paz imensa, e era como se eu conhecesse aquele lugar por toda uma vida.
E então veio o som... Alguém cantava uma música que eu gostava muito com uma voz infantil. Sentei-me procurando ao redor onde antes achava que estava só, e avistei um garotinho sentado perto, brincando em meio às flores. Ao notar que o olhava ele parou de cantar.
Levantei-me e aproximei-me curiosa, sentando novamente ao seu lado. Ele me olhou com grandes olhos pretos e desconfiados, franzindo a testa.
- Olá - me apresentei com meu melhor sorriso.
- Oi - ele respondeu ainda um tanto carrancudo, mas curioso.
- O que faz aqui? - perguntei o imitando ao pegar uma folha de grama entre os dedos. Os gestos dele eram estranhamente familiares aos meus.
- Sentado - ele respondeu com seriedade - Como você.
Caramba. Que obvio. Ele parecia mesmo comigo...
- Hum...
Calamos-nos por um instante enquanto o vento soprava mais forte. Comecei a cantar a música que outrora ele entoara e então ele me analisou por entre os cabelos que lhe caiam na testa.
- Por que estava dormindo ali? - Perguntou apontado o local onde antes eu estivera.
- Não estava dormindo. Só deitada.
- Se não ia dormir, por que deitou?
- Ah, sei lá. Só estava pensando.
- E precisa deitar para pensar?
Dei de ombros.
- É bom às vezes... Você canta bem, quem te ensinou aquela canção?
- Minha mãe.
- E cadê ela?
- Ela volta logo. Foi ela que falou para não perturbar você ali.
- Hum...
- E a sua?
- Ah, ela está longe... Mas logo a gente vai se ver.
- Ela te ensinou a cantar?
- Não como você.
Ele riu vermelho e então me entregou a flor que trazia nas mãos.
Agradeci e a coloquei entre um cacho. Ele riu.
- Seu cabelo é engraçado. É bagunçado. Parece com o da minha mãe.
- Pois é - Eu ri também
- Eu moro perto da serra - Ele falou, apontando com a mão para além da floresta - É uma casa muito bonita, com um jardim na frente.
Antes que eu pudesse responder uma voz nos interrompeu.
- Samuel?
Olhamos ambos para a direção da voz, onde surgia uma mulher usando um vestindo branco esvoaçante, e cabelos de cachos ao vento. Ela era... Familiar.
- É minha mãe. - O menino anunciou acenando.
Quando a mulher se aproximou mais, a reconheci com susto. Estava mais velha, mais aquelas olhos...
Eram meus!
Acordei com o susto, dormira na mesa da cozinha por cima de um livro. Meu celular tocava insistentemente.
Atendi.
Era minha mãe.




Lorem Krsna

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Chão de estrelas

Tenho dentro de mim, um mundo só meu, onde não há entrada para mais nada além de meus  mais preciosos sonhos. Quando cai a noite, se forma em minha mente um chão de estrelas, que escorrem como areia por meus dedos. Eu não preciso pensar em nada. Ser nada. E alí, minha mais preciosa morada. Onde nada me machuca, e onde não machuco a ninguém. Sem golpes da razão, sem rasteiras da emoção. Só a consciência da luz, que criei da escuridão que as vezes insiste em ficar em mim.
Lorem Krsna 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Culpa do Murphy?


Estava conversando com alguns amigos sobre o blog (no meio da aula, para variar), e então veio ao assunto algumas citações que faço de vez em quanto aquí sobre as leis de Murphy.
Pois bem, leis de Murphy poderia ser definida como a desculpa que usamos quando algo da errado (e da mesmo).
Ela surgiu em referência a um engenheiro aeroespacial norte-americano Edward Murphy, que deveria apresentar resultados de um teste de tolerância a gravidade e todas as probabilidades, por menores que fossem, de que algo desse errado, fatalmente deram errado sim. Surgindo então deste fato a famosa frase "Se existe mais de uma maneira de uma tarefa ser executada e alguma dessas maneiras resultar num desastre, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la".
Mais tarde o teste obteve sucesso, e durante uma coletiva de impressa, Jonh Stapp que havia servido de cobaia no experimento atribuio o sucesso e o fato de ninguém ter saido ferido a terem levado em consideração as leis de Murphy, em que foram consideradas as variáveis sobre o que daria errado.
Bem, oriunda deste fato surgiram estas leis, que fatalmente acabaram fazendo parte da vida de muitos, em especial dos desastrados (E estudantes, para variar.).
Mas não é somente uma desculpa para quando acaba em desastre, mas sim uma maneira de rir de tudo isso. Por que:
1. Você sabe que não acontece só com você, e o ser humano tem uma mania besta de se sentir melhor sabendo que alguém está mais ferrado que ele. 
2. Culpando as leis, passamos mais tempo rindo do quê reclamando, e assim, agimos para reverter o desastre.
3. Rir da sua desgraça, mesmo que não tenha graça alivia o problema.
4. Acreditem, as leis de Murphy surpreendentemente nos fazem mais solidários e companheiros, pois nada melhor do que rirmos juntos de nossas     trapalhadas!
Vou então citar algumas, as que ocorrem mais frequentemente comigo. Incluindo observações pessoais (Em itálico).

1. Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível. (E se for material, no meu caso, quando não tenho dinheiro para pagar)
2. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos. (Principalmente quando se esta atrasada)
3. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível. (Em especial quando é algo crucial)
4. Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo. (Sem dúvida.)
6. Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada. (E poderá acertar sua testa)
7. A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete. (E a sua fome)
8. Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora.
9. Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.
10. Toda vez que se menciona alguma coisa: se é bom, acaba; se é ruim, acontece.
11. Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você jogar fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo.
14. Você sempre encontra aquilo que não está procurando. (E quando esta procurando, nunca encontra nada.)
15. Quando te ligam: a) se você tem caneta, não tem papel. b) se tem papel não tem caneta. c) se tem ambos ninguém liga. (O último, com certeza acontece muito)
16. Entre dois acontecimentos prováveis, sempre acontece um improvável. (E que da um trabalho considerável para ser resolvido).
17. Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar.
18. Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada. (É o mais comum).
19. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.
20. Toda solução cria novos problemas. (E quando não cria, sempre há um engraçadinho que cria algum)
21. Os assuntos mais simples são aqueles dos quais você não entende nada. (Principalmente quando cai em uma prova).
22. As crianças são incríveis. Em geral, elas repetem palavra por palavra aquilo que você não deveria ter dito. (E justo para quem não deveria ouvir.)
23. A fila do lado sempre anda mais rápido. (Quando você está com pressa.)
24. Conversas sérias, que são necessárias, só acontecem quando você está com pressa. (E quando você não lembra o que aprontou.)
25. Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado. (Principalmente em época de avaliações).
26. Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai. (E o que molha e fede)
27. As variáveis variam menos que as constantes. (E você só percebe quando já se deu mal)
28. Assim que tiver esgotado todas as suas possibilidades e confessado seu fracasso, haverá uma solução simples e óbvia, claramente visível a qualquer outro idiota. (Menos a você mesmo).
29. Nenhuma bola vai parar em um vaso que você odeia. (Pior, vai parar no que a SUA MÃE GOSTA!)
30. A ferramenta quando cai no chão sempre rola para o canto mais inacessível do aposento. A caminho do canto, a ferramenta acerta primeiro o seu dedão. (Se fosse só o dedão...)
31. O vírus que seu computador pegou, só ataca os arquivos que não tem cópia. (Principalmente quando são trabalhos da faculdade)
32. O número de exceções sempre ultrapassa o numero de regras. E há sempre exceções às exceções já estabelecidas. (E todas pegam você)
33. Se ele está te dando mole, é feio. Se é bonito, está acompanhado. Se está sozinho, você está acompanhada.
34. Oitenta por cento do exame final que você prestará, será baseado na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu.
35. Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer, senão estudar a matéria dele.
36. A citação mais valiosa para a sua redação será aquela em que você não consegue lembrar o nome do autor. (E se lembrar o nome do autor, ainda vai ERRAR A CITAÇÃO).
37. Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras bonitos e legais são gays. (E se não são gays, ou são comprometidos ou não querem nada com você)
38. Você só precisará de um documento quando, espontaneamente, ele se mover do lugar que você o deixou para o lugar onde você não irá encontrá-lo.
39. Tudo é possível. Apenas não muito provável.
40. O dia de hoje foi realmente necessário?
41. Amigos vêm e se vão, inimigos se acumulam.
42. Se está escrito "Tamanho Único", é porque não serve em ninguém.
43. Se o sapato serve, é feio!
44. A beleza está à flor da pele, mas a feiúra vai até o osso! (E todo mundo comenta).
45. A informação mais necessária é sempre a menos disponível. (E se disponibilizam, alguém acaba modificando ela e prejudicando todos)
46. Confiança é aquele sentimento que você tem antes de compreender a situação. (Ou de receber a prova)
47. Nada é tão ruim que não possa piorar.
48. Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa. (Esta é a favorita dos depressivos e dos que tem crise de inferioridade)
49. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
50. Se você não está confuso, não está prestando atenção. (Principalmente quando é aula de bioquímica)
51. Tudo que começa bem, termina mal. Tudo que começa mal, termina pior. (Animador não?)
52. Toda partícula que voa sempre encontra um olho. ( O seu ).

Lorem Krsna

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Olhos certos

Ontem estava eu dando uma olhada em alguns videos, quando me deparei com um clip muito interessante da música olhos certos da banda Detonautas. Dirigido por Daniel OG, é dividido em partes em que mostram o grupo interpretando a canção (que acho particularmente muito bela), e em outras a história em marionetes de corda, retratando a saga de um personagem. Eu já havia assistido algumas vezes a este trabalho, mas parece que foi a primeira vez que realmente me abri para ele. E o que me chamou atenção realmente foi a história nele retratada.
Um homem que enfrenta milhões de dificuldades em prol de um sonho que o faz seguir em frente apesar de tudo e contra todos. Acho que por estar passando em situação comum, consegui finalmente abrir os olhos e a mente para a história tão significativa por trás desta obra encantadora.
Muitos de nós na verdade passam por isso, seja por conta de uma amor, um sonho ou um objetivo. Enfrentamos dificuldades,  atravessamos mares, lidamos com monstros e lutamos contra gigantes por que realmente acreditamos que vale a pena, não importa quanto todos possam dizer que não.
Mas enfim, a ação talvez fale mais do quê qualquer palavra. Eis o video mencionado.
Lorem Krsna



quarta-feira, 13 de abril de 2011

O infinito que recai em meus dias

Há em mim uma tristeza sem nome, que vem sorrateira, certeira e fica aqui. Não sei de onde, nem por que de repente, tão somente, é tudo que há em mim.
E há este nome já impronunciavel...Rostos que tento esquecer, e ainda assim sei que tomarão o resto de meus dias.
São os erros do passado...
E há uma dor mansa, uma melancolia franca e uma alegria escassa. Tudo pulsa na solidão de meus dias, enquanto meu sorriso de fachada vem me machucando tanto. E por fora, nessas amenidades tolas e saídas espirituosas e no fim tão inúteis só digo que estou sempre bem...
Dentro, é onde tudo se complica, onde nada me alcança, onde cada pensamento, mesmo as mais afiadas facas de culpa continuam a me ameaçar quando me vejo só. E mesmo assim, só é como sempre acabo querendo estar. Só é quando esta dor mansa vem e ocupa tantas ausências, que desenterra tantas lembranças. Que jogam meus erros tolos em minha face que não implora para que parem. E ainda assim, eu tento ficar bem hoje, somente hoje. O amanhã parece longe demais. Só quero sobreviver a cada dia, a cada noite em que meus sonhos me perturbam e acordo na calada da noite sem saber ao certo aonde estou. E só esta ausência pega em minha mão e me coloca para dormir, e me impulsiona, e manda eu seguir sempre em frente.
Só esta dor me diz que não pode ser pior, mesmo eu sabendo que pode sim.
Mesmo eu sabendo que já faz tempo que não tenho medo, só letargia.
Que já faz tempo que não sinto nada senão este vento que passa frio por estas velhas cicatrizes que herdei dentro de mim.
Eu quero que mintam, e digam que tudo acaba bem logo, mesmo eu sempre sabendo que ainda há tanto para acontecer. Os dados ainda rolam, e não sei onde minha sorte anda nesta vida a fora... E ainda assim, meus olhos pedem que mintam. E mentem, e isso em nada me alivia.
E ainda assim, estou sempre, sempre bem... Continuo sorrindo pelas mesmas coisas amenas. ainda procuro um certo olhar dentro de tantos outros, ainda em vão... E vou vivendo.
E essa tristeza, tão minha, já não posso ser sem ela. Já faz parte o canto do meu olho, tão escondida em cada frase pronta e petulância disfarçada. E essa solidão tão pulsante, já recai doce sobre minha fronte, e se resvala para além de onde eu posso já sentir, tão somente no infinito dos meus dias, já tão perto, mas tão longe de onde eu posso alcançar...
Lorem Krsna

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Não fui eu!

Eu sou atrapalhada, pois é. Os que me conhecem podem afirmar neste instante com sarcasmo: Revelação do século! Puxa! Não tinha percebido não é?
Pois é , perceber até que eu percebi. Impossível não perceber com a quantidade de coisas que caem quando estou por perto, ou de sempre usarem as leis de Murphy com meu nome relacionado por minhas costas.
E as escadas, as pedras, as bicicletas... Ah! enfim, não vou me alongar em certos detalhes sórdidos.
O fato é: sou um pouco atrapalhada sim. Alguns falam até de problemas psicomotoras, o fato na verdade, é que sou distraída  ( mas estou mudando viu? ), e é aquele tipo de coisa, quando você está nervosa tudo tende a fatalmente dar errado mesmo.
Uma fez, ao tentar "paquerar" um sujeito em uma igreja, o tapete se enroscou em minha sandália e levei um tombo magistral. Não pude nem usar o salto como desculpa, já que não uso (seria uma arma contra a sociedade nas minhas mãos, ou melhor, pés). Da outra vez foi em uma livraria, como saldo de diversos livros no chão. E ainda aconteceu outro no supermercado, em que acabei amaciando o chão que estava duro demais... Dá para formular uma ideia, acredito.
Vejam só, 70% dos meus atos atrapalhados ocorrem quando estou distraída (seja pensando em algo ou olhando para alguém), os outros 30% acontecem por que... Ah, sei lá!
Quem vive um situação igual a minha entende. Parece que quando você acorda pensando que tudo vai dar errado... é por que vai dar errado.
Tinha que relatar este fato. Sarcasmo não uma única caracteristica minha no fim das contas... As coisas tendem a acontecer quando estou por perto. Essa minha distração esta mesmo me dando nos nervos! Qual o probablidade de uma pessoa cair de uma escada TRÊS vezes durante uma mesma subida? Se fosse uma escada cumprida até vai, mas uma curtinha? E cair sempre no mesmo degrau, da mesma porta? E ter um quase afogamento em um bebedouro. Minha gente, um BEBEDOURO! Quem se afoga em um bebedouro?
E ainda há aqueles (Mac, é você mesmo com quem estou falando) que piora a situação contando quantas vezes eu tropeço em uma caminhada de 15 minutos...
Pois é. Eis o desabafo de uma pessoa que passou por poucas e boas... Por ser, vamos dizer, meio estabanada.   
Minha sorte nisso tudo? (É, tem sorte, não é brincadeira). Eu já ri muito de mim mesma. Rir das desgraças, mesmo quando parecem não ter graça... é engraçado!
E ainda tem aqueles que acham charmoso mulheres atrapalhadas (até hoje ninguém disse isso diretamente a mim, mas... quem sabe ), não sei onde anda o juizo destes, mas tem gosto para tudo na vida não é ? As desastradas também merecem ser felizes!
Isso aí!
Vivam as estabanadas! A nós pertencem o mundo!
Ou a parte que não quebrarmos por acidente...


Lorem Krsna

- Yiruma - Quando a música toca a vida



Eu sei que já citei Yiruma diversas vezes no blog, desde o ano passado, quando por acaso acabei descobrindo uma de suas músicas de uma maneira bem peculiar: fazendo amizade em um ônibus.
Eu voltava do cursinho por volta das seis da noite, quando um rapaz ao meu lado se despôs a conversar ao notar o nome do curso que fazia, e que por acaso ele também frequentava em outro horário. Conversa vai e vém, seu celular toca e noto uma linda música tocada a piano, que logo me arrebata.  Era Yiruma. O rapaz me deu então o nome do músico, e me informou que uma de suas canções ( River Flows in You ) estava presente na trilha sonora do filme crepúsculo, baseado no livro Stephenie Meyer.
Em menos de uma semana, havia baixado toda a sua discografia, e me apaixonado por completo. Há  alma presente em cada obra, quase como se somente em ouvir cada nota pudesse vislumbrar a história de uma vida inteira. Sentimentos aflorando em você. Alegria efusiva, nostalgia, e tristeza.
Eu já ouvia muitas canções tocadas em piano, em especial Debussy (sou eclética), mas então a yiruma passou em diversos momentos  a "tocar a minha vida". Por diversas noites, sonhava ao som do piano.
E além de tudo, nas canções em que ele canta, sua voz suave parece se misturar com as notas do piano como se fossem uma só. E se não bastasse isso, as letras  traduzidas são incríveis, tocantes.
Mas quem é Yiruma? Eu tinha que descobrir. Pois bem.
Yiruma  é um pianista e compositor que  já lançou trabalhos na Europa, nos Estados Unidos e no Japão.  Nasceu em Seul (Coréia) em 15 de fevereiro de 1978, e começou a aprender a tocar piano aos 5 anos de idade em casa.
Em 1988, então com 10 anos, mudou-se para Inglaterra.
Em dezembro de 1996 participou do álbum The Musicians of Purcell (Decca). Graduou-se Purcell Especialista Music School em Londres no mês de julho em 1997, depois do King's College de Londres em junho de 2000.
Suas canções mais famosas são “Kiss the Rain” , “Maybe” (minha favorita) e “River Flows in You” do álbum First Love.
Hoje, ao 33 anos, casado com uma mulher chamada Son Hye-im,  Yiruma é bem conhecida em todo o mundo, e seus álbuns são vendidos em toda a Ásia, assim como os Estados Unidos e Europa.
Um pianista  e compositor de talento, que toca, canta e encanta o mundo. Resumidamente, é quem é Yiruma.


Lorem Krsna





Abaixo, um link para baixar os albuns para quem interesse:
discografia Yiruma

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Aonde esperam por mim

Imagem: Dulce Amargo
Não diz nada.
Seu silêncio fala mais do quê suas palavras tão mortas... Sorriso brando, mel escasso que quis tanto roubar da tua boca.
Não diz nada... Não me diz estas coisas que cansei tanto de ouvir. Tuas frases não me alcançam... só me cansam, e em nada vão nos acrescentar.
Me despeço então com um beijo na fronte... Te ofereci a água, almejaste a fonte. Não há nada mais a dizer.
Agora, tão pouco nada mais importa. Talvez... não. Talvez não interessa.
Ou é agora, ou nada.
Mais nada. Agora é nada.
Ante a voz do nome nunca mencionado, eu perco-me em palavras tão simplórias. E ante a glória de sorrisos de fachada, eu guardo minha raiva e tristeza para quando só puder estar. Longe de tudo e de todos, vou me curando, e seguindo. Vou vivendo, bebendo os goles da matéria escassa e preciosa da vida, em uma taça que me embriaga aos poucos. Vou me curando sim.
As pessoas que me são caras... A tristeza delas me machuca mais do quê qualquer dor minha. Meu ponto fraco, e você não sabia.
Teu mel vai ficando amargo com meu gosto de sal mal disfarçado, e que ainda assim não percebes...
Foste pego pela esfinge e seus segredos destrutivos. Não a decifrastes, e ela te consumiu. Pediste mais do quê eu podia oferecer, mais do quê eu sabia que guardava em mim, além de onde meu coração anda. Tão perto de quem precisa agora de mim, e da qual a distância virou ferida...
É, não vistes que não estou aqui. Meu corpo, no piloto automático não passa de uma casca vazia.
Minha alma sim, minha alma agora repousa em outro lugar...
No recanto de onde aguardo com ela a cura.
De onde vejo nas entrelinhas a vida.

Lorem Krsna

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Manobras de Outono

Eu chegava de um dia cansativo. Só pensava mesmo em chegar em casa, banho e cama.
Entrei no quarto parecendo que a gravidade me desafiava a me manter em pé literalmente. Coloquei os livros no canto do quarto e quando o fiz acidentalmente tropecei em uma avalanche de folhas que havia depositado perto da cama para posteriormente arrumá-la e decidir o que seria aproveitável.
Do meio das folhas, surgiu então meu volume surrado de manobras de outono. Olhei com nostalgia. Fazia tanto tempo que não lia nenhum livro que não fosse de cunho acadêmico!
 Segunda edição. 1967, o livro mais velho dentre os que possuo.
O toquei, as folhas amareladas e a capa remendado com durex (podem rir, mas quem nunca fez isso?), e então decidi falar para vocês deste livro tão significativo.
Para começar, é um livro que fala da segunda guerra mundial (tema recorrente em meus livros de cabeceira), na visão de um alemão. Ou como é retratado na própria sinopse, a história de um "bom alemão".  Emanuel Schütze, um homem que por 50 anos nada aprendeu senão a ser oficial. Vivendo duas guerras que balançaram o mundo, e por duas vezes estando no lado derrotado.
E o livro trata realmente da Alemanha antes, durante e após a primeira e segunda guerra mundial e a visão da população alemã neste periodo.
Fanatismo, obediência cega e humanidade, em todos os sentidos da palavra. 
Emanuel é um personagem interessante (como muitos de Konsalik, o autor), pois mostra o ser humano com todos seus medos, defeitos e apesar de tudo, na luta para manter certos principios indispensáveis.
No decorrer da trama vemos a mudança de personalidade de Emanuel, de visão sobre os acontecimentos. De um jovem aspirante ansioso por batalhas, a um ser humano louco por paz, que perdeu um filho (dois, na minha opinião. Se ler vai saber do que estou falando...), muitos anos de vida e um motivo para viver que não fosse por uma batalha. O que poderia então ser retrato como a própria Alemanha.
Manobras de outono mostra o horror e o sofrimento de mães, famílias e a batalha maior que houve durante o periodo sangrento da humanidade: A luta dentro de cada um.
Em suma, não é somente a história da guerra, ou da luta para ser um bom alemão, mas um bom homem.

Heinz G. konsalik sabe como ninguém nos instigar a fazer perguntas interiores após ler uma obra sua. E ainda mais, achar que conhecemos pessoas iguais a seus personagens por aí. Eu recomendo este livro não só para aqueles qu gostem de obras afins, mas para todo aquele que se interessa por o enigma que é o homem, e mais ainda, que quer ver a humanidade "nua", como tudo o que há de ruim, e de bom.

"Deviam-se reunir as palavras das mães de filhos mortos na guerra... juntá-las em todo mundo... e imprimir com elas um livro grosso. E esse livro devia ser leitura obrigatória dos politicos. Deviam ser obrigados a ler tudo, da págiana 1 a 2.000! (...)E depois lhe perguntariam: o que aprenderam com isso? Sabe o que responderaim? 'Conosco é diferente. Nós agimos diferente. ' Até a próxima guerra. Ser político significa erguer o próprio espírito a condição de um pequeno deus. E o ser humano rasteja diante dos deuses. Sim, talvez até matassem as mães juntamente com as suas palavras, para continuar a fazer política sem ser incomodados..."
Emanuel Schütze


lOREM kRSNA

terça-feira, 5 de abril de 2011

Da morte... ao Rock!


Uma confissão: Bati meu recorde de sonhos alucinados.
Eu tive uma semana horrível, e para completar, quando durmo (o que era para ser minha hora de sossego), ainda me vêm uma dessa...

Estava sentada em frente ao computador fazendo uma seleção de músicas para ouvir antes de dormir, e então alguém bateu na porta do quarto. Estranhei, pois estava só em casa. Ignorei, pensando tratar-se de minha imaginação, famosa por ser previlegiada até demais...
A batida se repetiu, e então a porta se abriu com um estrondo. Pulei da cadeira enquanto um ar gelído invadiu o quarto como se houvessem acabado de abrir um freezer gigante na minha cara.
Entrou então um homem estranho. Cabelos pretos compridos, um lenço vermelho. Camiseta preta de uma banda de rock desconhecida, e jaqueta de motoqueiro de couro preto. Calças rasgadas e botas de soldado completavam o loock do pretendente moreno a Mick Jageer (Quando era mais novo. Beeeem mais novo!) . Ele carregava uma guitarra vermelha em uma mão, e um capacete de moto na outra.
Nunca havia visto sujeito mais pálido, ou olhos e cabelos mais pretos. Na verdade, seus olhos eram tão escuros que me perguntavam se possuia púpilas mesmo.
Sorriso sarcástico e atraente. Olhar perigoso, intimidador, debochado.
Tentei, ainda chocada esboçar qualquer reação para tirar aquele louco do quarto, que por sinal nem era o meu, o da minha irmã! Ele sentou sem cerimônia na cama, descarregando a tralha no colchão (Exceto a guitarra, que não era tralha. Na verdade queria tanto uma daquelas!).
- É aqui mesmo! - ele falou, pegando a guitarra e fazendo um solo de dire straits que me faria cair o queixo se não estivesse mais preucupada em arrancar o maluco do quarto.
- Casa errada amigo! - Falei, tentado por ultrage na voz.
Ele continuou a fazer o solo sem nem olhar para mim.
- Ei! Se manda cara! - tentei.
Ele nem pareceu me notar. Pigarreiei e tentei ajeitar minha camisola curta demais. Cruzei os braços no peito e bati o pé.
- Eu já disse para...
- Nunca erro uma casa senhorita. - ele respondeu sem parar a música.
E então apontou com o queixo o crachá no peito.
Tentei ler, e quando consegui, gelei.
Sr. Morte
- O q.que você veio fazer aquí? - gaguejei.
- N.não é obvio? - ele respondeu imitando minha provável cara de palerma. E então largou a guitarra e sorriu de forma atraente e brincalhona.
O encarei em silêncio e sentei na cadeira o encarando. A morte com cara de imitador de Mick Jageer balançou a cabeça e suspirou, parecia entediado.
- Hoje estou bonzinho. Vamos então fazer um desafio. Se vencer, eu me mando, e você segue aí sua vidinha boba e sem graça de ser humano.
Assenti prontamente, torcendo para ele não ler o que eu estava pensando: que a morte da menina que roubava livros era mais agradável (é, eu penso muita besteira quando estou nervosa.) .
Ele olhou para o computador e riu.
-É o seguinte: tenho um seleção de cinco bandas que eu curto. Se houver ao menos uma música de cada uma aí, você ta livre. Se não...
Assenti mais uma vez, me perguntando se ele já não sabia tudo o que tinha lá.
Mas tudo bem. Sonho é sonho.
Coloquei o mouse na barra de busca e ele sentou do lado na cama.
- Fala - disse, tentando soar segura,
Ele coçou o queixo.
- Hum hum. Você tem muita música hein menina? Vamos lá. Começa pelo fácil. Beatles.
Não reprimi um pequeno sorriso. Eu possuia ao menos sete Cds.
A morte balançou a cabeça aprovando: - Muito bom. Os melhores.
-  For Sale é o melhor.
- hum, pode ser... Alguns descordariam.
Irreal. Eu estava discutindo sobre gostos musicais com  a morte.
- Mas vamos logo. Tenho  o que fazer. Scorpions.
Gelei. Eu tinha não tinha?
A busca começou. Salva. Uma música. Ele riu.
- Passou perto. Aerosmith.
Tranquilo. Muitas.
- Kiss
- Ãh?
Muitas, não sabia nem que tinha. Ufa!
- E agora? - Falei, o mouse tremendo.
- Não é obvio? Dire straits!
Pensei comigo...
Droga. Eu não tinha Dire straits. Ou tinha? Eu curtia dire straits, mas achava que naquele pc...
- Serve vídeo? - tentei
Ele pensou, olhou para a porta. Bateu os dedos da cama e bufou.
- Não sei não... Se for bom... talvez.
Que seja bom, que seja bom... pensei enquanto colocava o nome na barra de buscas.A pesquisa começou, e nada aparecia... ainda.
Olhei nervosa.
- Homem! Por que o senhor não pediu, sei lá, lifehouse, switchfoot... Música brasileira! Podia ser mais eclético! Curte debussy não?
A pesquisa termina. Um arquivo.

Bem nesse instante, meu celular toca música sertaneja.
Acordo as cinco da manhã com meu celular despertando.
Oh sonho louco!!

Lorem Krsna

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Lá do fundo, de onde não posso te ver.

Ei, vem cá.
Me abraça e diz que tudo vai ficar bem. Hoje traio todos os meus preceitos. Somem-se todos os meus conceitos. Só não quero mesmo ficar tão só.
Vem, e me empresta teu ombro só um pouquinho! Estou precisando tanto do teu carinho... Ser frágil só uma vez. Deixar minhas lágrimas secarem no teu peito... deixar essa dor tão trancada sair de mim.
Deus! Não sei o que pensar! Nem tão pouco como agir... Só você, neste momento, cala meus pensamentos... Destrói essa desordem e põe paz no meu mundo... no meu medo.
Não quero olhar para trás...
Não quero olhar para frente, e o presente está doendo demais. Então me deixe olhar para você!
Vem. Vem aquí. Me põe no colo e me abraça. senão eu vou sumir...
... Vou cair, e não sei se consigo mais levantar com estas mãos em carne viva. Com este peito tão quebrado, com essa angustia sem porta que me tira o sono, e me tira o ar.
Estou chorando por dentro.
Estou sangrando por dentro.
Estou gritando por dentro.
E agora só.
Eu não quero pensar em mais nada. Só me abrace. Não fala mais nada, e não me deixe ir...
 ...Pois não sei se vou conseguir voltar desse lugar tão fundo em que cai, a espera da tua mão para me levantar...


Lorem Krsna

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Do topo...


Era o local perfeito. O dia perfeito.
Sentada em um banco de praça, com o sol matinal sendo filtrado por entre as árvores floridas. Um perfume de eucalipto invadia o ar, misturado com o cheiro de pipoca de algum lugar aos arredores.
Tranquilidade e um livro de Sidney Sheldon. O que eu iria querer mais desta vida?
Do lado, o mp3 tocava lifehouse. Storm findava, e começava Kate Voegele. Hallelujah...
Enfim, um dia que tinha tudo para acontecer.
Virei minha página, enquanto tomava um gole gelado de chá. Olhei ao redor. Dois amigos jogavam xadrez do outro lado. Uma senhora passeava com o cachorro, e um garoto tocava violão. Desliguei o mp3 e fiquei ouvindo o som inundar ao redor, como se comandasse uma orquestra mágica com as árvores, as flores e o sol.
E então o som cessou. O silêncio tomou o lugar. O vento soprou frio e me vi sozinha.
O sol se escondeu e começou a chover...
Coloquei o livro debaixo da camisa e corri tentando me abrigar, mas não havia nenhum abrigo em que a chuva não chegasse e me encharcasse até os ossos.
Em que o frio não me tomasse... Em que não me sentisse só.
Em que não me visse chegando ao topo do mundo, para então despencar sem freio de uma só vez.
E só pudesse esperar para recolher os cacos do chão.


Lorem Krsna

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