terça-feira, 30 de agosto de 2011

Coraline - Terror e encanto


Estava revendo algumas listas de livros antigos que havia lido há alguns anos, quando encontrei CORALINE, de Neil Gaiman. Reli algumas páginas, e quando notei, lá estava eu embarcando de novamente no mundo fantástico da história.
Coraline talvez tenha sido um dos livros mais aterrorizantes que li na infância. Não o tipo de terror das histórias fantásticas de fantasmas e assasinos que era fascinada, mas um terror rebuscado dentro do coração de cada criança, aquele misterioso, fantasioso, que por mais que faça as mãos suarem e o coração bater acelerado temos que ir atrás, perseguir. Um terror esperado, buscado, ansiado por aventura e mistério.
Alguns críticos compararam o mundo de Coraline ao mundo de Alice no pais das maravilhas, mas diferente de Alice que encontrou um mundo maluco ao cruzar um buraco atrás de um coelho, Coraline descobriu um mundo sombrio e perigoso ao cruzar uma simples porta, um mundo onde inicialmente nada é o que parece realmente, com mistérios que colocam em perigo pessoas que ama, e ela passa a ter que usar de toda astúcia para ajudar crianças lá aprisionadas por um ser misterioso que usa de charme para conseguir o que deseja, e que a quer.
Mas desta segunda leitura, não foi só a história que me fascinou, mas os traços da arte do livro. Um segundo olhar, como dizem.
O ilustrador é DAVE MCKEAN, um artista e fotógrafo, muito famoso pelo trabalho como designer em livros e capas de CD. Velho companheiro das histórias de Neil Gaiman, já que responde pelas ilustrações de  The wolves in the walls, história do autor. McKean tem desenhos angulares e traços vitorianos, o que acrescenta toques sinistros aos livros, reforçando a promessa de que sempre serão absolutamente assustadores. Sombras obscuras que se tranformam em coisas inusitadas, dando bem o ar da história como se pudessesmo não somente ler, mas ver há um filme a partir da imagem que ele projeta.

Mas enfim, recomendo este livro não só pela história, mas pela arte. Se você tem preguiça de ler, olhe os desenhos e será fisgado, quando perceber, já está caindo dentro da história!
Só para findar, deixo algo sobre o autor, um trecho  da história e alguns dos desenhos da arte do livro, para dar um gostinho .

Lorem Krsna

NEIL GAIMAN é o autor premiado e aclamado pela crítica de Deuses americanos, Neverwhere, Stardust (vencedor do American Library Association’s Alex Award, como um dos dez melhores romances para adolescentes), da coleção de ficção científica Smoke and mirrors e do livro infantil The day I swapped my dad for 2 goldfish (ilustrado por Dave McKean). É também o autor da série Sandman de romances em quadrinhos. Entre os numerosos prêmios que recebeu encontram-se o
World Fantasy Award e o Bram Stoker Award. Nascido na Inglaterra, Gaiman vive atualmente nos Estados Unidos  numa casa para lá de esquisita, com a mulher, três filhos, abóboras exóticas que cultiva no jardim, além das coleções de computadores e gatos.


 "A voz soava tão triste que Coraline estendeu sua mão para o lugar de onde ela vinha, encontrando uma mão fria. Coraline apertou-a firmemente. Seus olhos estavam começando a se acostumar à escuridão. Agora, Coraline estava vendo, ou imaginava ver, três formas, cada qual tão lânguida e pálida como a lua durante o dia. Eram formas de crianças aproximadamente do seu tamanho. A mão fria apertou sua mão de volta.
— Obrigado — disse a voz.
(...)
— O que aconteceu a todos vocês? — perguntou Coraline. — Como vieram parar aqui?
— Ela nos deixou aqui — disse uma das vozes.
— Ela roubou nossos corações, roubou nossas almas e levou embora nossas vidas. Deixou-nos aqui e esqueceu- se de nós na escuridão.
— Pobrezinhos — disse Coraline. — Há quanto tempo estão aqui?
— Tanto, tanto tempo — murmurou uma outra voz.
— Sim, mais tempo do que se pode imaginar.
— Eu passei pela porta da copa — disse a voz da criança que julgava ser um menino — e me vi de 
volta na sala. Mas ela estava esperando por mim. Disse-me que era minha outra mamãe e eu nunca mais vi minha mamãe de verdade novamente.
— Fuja! — disse a primeira das vozes, uma outra menina, Coraline imaginou. — Fuja enquanto ainda existe ar em seus pulmões, sangue em suas veias e calor em seu coração. Fuja enquanto você ainda tem sua mente e sua alma.
— Eu não vou fugir — disse Coraline. — Ela tem meus pais. Eu voltei para recuperá-los.
— Ah, mas ela a manterá aqui enquanto os dias forem se transformando era poeira, as folhas forem caindo e os anos se passando um após o outro, como o tique-taque de um relógio.
— Não — disse Coraline. — Ela não vai. Houve um silêncio no espaço atrás do espelho.
— Se, por acaso — disse uma voz no escuro —, você conseguir salvar seu papai e sua mamãe da bela dama, poderia também libertar nossas almas.
— Ela as roubou? — perguntou Coraline chocada.
— É claro. E as escondeu.
— Por isso não pudemos ir embora daqui quando morremos. Ela nos prendeu e se alimentou de nós, até que nada sobrou de nós agora, somente peles de cobra e casulos de aranha. Ache nossos corações secretos, jovem senhorita.
— E o que acontecerá a vocês se eu achar? — perguntou Coraline.
As vozes não disseram nada.
— E o que ela fará comigo? — perguntou. As figuras pálidas pulsaram fragilmente; Coraline podia imaginar que elas eram apenas pós-imagens, como o reflexo que permanece em nossos olhos depois que uma luz brilhante se apaga.
— Não dói — sussurrou uma voz apagada.
— Levará sua vida, tudo o que você é, tudo o que lhe é caro e não deixará nada a não ser neblina e névoa. Levará sua alegria. E, um dia, você vai acordar e seu coração e sua alma terão partido. Um casco você será, um fiapo será. Não mais do que um sonho ao despertar ou a lembrança de algo esquecido.
— Vazia — sussurrou a terceira voz. — Vazia, vazia, vazia, vazia, vazia.
— Você tem que fugir — suspirou uma voz debilmente.
(...)
Fechou os olhos, o que tornou a escuridão mais escura, descansou a cabeça sobre o suéter enrolado e tentou dormir. E, ao adormecer, julgou sentir um fantasma beijar-lhe a bochecha ternamente, e uma pequena voz sussurrar-lhe ao ouvido, uma voz tão tênue, que quase não estava lá, um resto de voz tão suave e insignificante que Coraline quase podia crer que a estava imaginando.
— Olhe através da pedra — disse-lhe a voz. E então, Coraline adormeceu."















Mais arte de Dave McKean


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

BREAD - Vasculhando o baú


A primeira vez que eu ouvi falar em Bread foi ainda este ano, ao assistir o último episódio do seriado global a mulher invisível. A música era  "Everything I Own", uma canção melodiosa dos romances de discoteca.
Imediatamente fui enlaçada, e acabei indo atrás da história da banda.
A primeira coisa que você deve saber, é que se você não é cinquentão, quarentão saudosista dificilmente sabe sobre o grupo de rock-soft dos anos 70, que embalava as discotecas com baladas românticas e alguns solos de guitarra. A não ser que assim como eu, você seja uma perdida no futuro, com amor por músicas meio de antigamente.
Bem, BREAD foi criada por David Gates, colaborador de grandes nomes como Elvis Presley e Merle Haggard. Ele criou Bread em 1968, mal sabendo que esta chegaria ao topo das paradas de sucesso em todo o mundo. Faziam parte do grupo além do próprio David, Jimmy Griffin, Robb Royer, e mais tarde entraria o baterista do grupo Michael Botts e o tecladista Larry Knechtel .
Para se ter uma ideia o primeiro single do grupo, "Make It With You", alcançou o primeiro lugar da parada norte- americana Billboard.
O álbum BREAD causou um grande sucesso, redendo diversas apresentações ao grupo, que ficou conhecido mundialmente, inclusive no Brasil, a que eu vim saber que embalou muitas noites de meus pais (rs) .
Suas canções foram facilmente assimiladas, além de "Everything I Own", outras de destaque foram 'if" (linda!), Baby I'm A Want You", "Guitar Man", "Infringement" e "Aubrey".
A banda veio a findar no ano de 1973, por conta (dizem) do choque de egos entre Gates e Griffin.
Mas como tudo o que é bom pedem bis, a banda veio a se encontrar três anos mais tarde  para lançarem um último trabalho, "Lost Without Your Love", que foi muito bem recebido por público e crítica.
David Gates lançou seus próprios álbuns, First e Never Let Her Go, em 1975, Goodbye Girl, em 1978, Falling In Love Again, em 1980, Take Me Now, em 1981, e Love Is Always Seventeen, em 1995. Tendo várias de suas canções gravadas por artistas como Julio Iglesias e Boy George. A canção que me enfeitiçou,  Everything I Own,  é uma homenagem a seu pai que foi a sua maior influência e principal incentivador.
Hoje David tem sua carreira direcionada ao Country, e ainda uma de suas canções , Goodbye Girl, recebeu a criação de um filme homônimo que rendeu  o Oscar de melhor ator para Richard Dreyfuss.
Do grupo hoje, apenas Gates e Robb ainda vivem, sendo que Griffin veio a falecer no ano de 2001, em novembro, em sua casa, na cidade de Nashville, de complicações advindas de um câncer no estômago. Jimmy tinha 61 e estava sob tratamento quimioterápico há muito tempo.
BREAD é um daqueles grupos que vale a pena ouvir, não importa a sua idade. Por isso, se você gosta, ou tem mera curiosidade em ouvir canções dos anos 70, seja bem vindo a este universo de romantismoe solos de guitarra!

Vale a pena conferir, eu recomendo.

Lorem Krsna


Canções famosas do grupo:

01- Dismal Day
02- Any Way You Want Me
03- It Don't Matter To Me
04- Make It With You
05- Look What You've Done
06- I Want You With Me
07- Let Your Love Go
08- Too Much Love
09- If
10- He's A Good Lad
11- Mother Freedom
12- Baby I'm - A Want You
13- Down On My Knees
14- Everything I Own
15- Diary
16- The Guitar Man
17- Aubrey
18- Sweet Surrender
19- She's The Only One
20- Lost Without Your Love
21- Soap (I Use The)
22- Ann
23- Never Let Her Go24- Goodbye Girl


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sou o que há em mim



Dentro de mim, uma força explode, e eu não sei dizer o que é.
Está no ar...
Como um grito reprimido que não encontra eco para se propagar.
Dentro de mim, há algo que ficou no passado, e que não consigo mais lembrar.
E essas memórias perdidas me assombram, e não consigo escapar.
Dentro de mim, há uma criança perdida, que quer sair e se libertar.
Há uma poesia indefinida, que não se encaixa em nenhum lugar.
Dentro de mim, há palavras sem nexo, que não sei escrever.
Há  uma frase perdida: "lembre quem é você!"
Aqui, dentro de mim, há versos soltos, que não consigo encaixar.
E notas de uma canção, que há muito deixei de cantar.
Dentro de mim há uma solidão, que pulsa e quer gritar.
Dentro de mim, aquí,  há um silêncio, que acha que sabe falar.
Dentro de mim, há uma luz que bruxuela tentando se apagar.
E ao mesmo tempo uma fé que não quer me abandonar.
Dentro de mim, há uma pintura que não mostra o que quero ver.
E uma voz que grita"essa é você!"
Dentro de mim, há tudo o que sou,
E o que quero é descobrir...
Que esse tudo, é todo o meu mundo, e o que sou,
Está bem dentro em mim!


Lorem Krsna
 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Quem estará ao meu lado, quando todos estiverem contra mim?


Quem afinal estará comigo quando todos estivem contra mim?
Ando procurando essa resposta há tempos, imaginando se só haverá eu e somente eu contra o mundo louco que quer me engolir de vez. Contra todos que tentam condenar e controlar tudo o que penso, e o que quero ser.
Não quero aquilo que tentam impor à mim, e mesmo que bambei naquilo que quero ser, tenho certeza daquilo que não quero ser, e o que não vou fazer da minha vida.
E você diz que sou toda feita de interrogações, mas não vê a tolice que é só ter certezas na vida. Sou creio em absoluto em minha fé, e na certeza que hoje enxergo um futuro além dos medos e inseguranças. Tenho tantos planos e sonhos, que eles tentam fugir de dentro de mim e ganhar o ar. Querem viver, e não apenas ficar entre os baús empoeirados de minha mente.
E quem, no momento que cair, estará lá para ajudar-me a me erguer?
Quem ficará ao meu lado, quando o mundo quiser me punir por minha teimosia?
Guarde meu nome dentro de você.
Sinto que você estará ao meu lado.


Lorem Krsna

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A carta que não vem.


Espero uma carta, um e-mail, sei lá.
Qualquer coisa que me dê um sinal que você está aí em algum lugar.
Cansei de mentir para mim mesma. Decidi esperar.
Ei, mas minha vida não espera.
O mundo gira e gira. Tudo muda. Não vou esperar você voltar e cair de para-quedas.
Mas algo dentro de mim grita que não acabou assim, que ainda há algo por trás de tantas mágoas. É tolice.
É tólice te esperar, esperar um recado que vá mudar tudo o que começa a se adaptar.
Não existe carta, e-mail, que vá mudar.
Ainda sou a mesma, talvez mais alerta, mas a mesma.
Ainda tenho as inseguranças, e os receios. Ainda tenho minhas crises de inferioridade que te apavoram.
Ainda pego o ônibus errado, e tropeço no mesmo degrau todo dia...
Vê?
Nada mudou tanto, estamos ainda nós dois a procurar "sua garotinha e meu garotinho ruivo".
E não somos (nunca fomos) o que queriamos ser um para o outro.
Cúmplices? amigos? Válvula de escape?
Dois desajustados?
Não sei.
Mas não consigo não esperar, não pensar.
Não torcer.
Sou assim... Não vou mudar.

Lorem Krsna

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Vida de Charlie Brown

Snoopy é um desenho do cartunista Charles Monroe Schulz.


Tenho uma queda por desenhos meio antigos ainda hoje, pois deste menina assistia muito e me identificava com os personagens. Era vidrada em Doug. Um garoto de 11 anos, um diário (se Doug fosse feito nos dias de hoje sem dúvida seria um blogueiro, então ta valendo ) e muita imaginação descontrolada, além das trapalhadas (eu) e da paixão recolhida (ainda eu), uma irmã que lhe tirava a paciência quase sempre (a minha parece que só me deixa em paz quando dorme. E ela dorme pouco), mas que lhe ajuda quando se precisa e um melhor amigo para o ajudar (e que ele acabava ferrando junto nas confusões) juntamente com um cãozinho de mais personalidade que muita gente (Eu TINHA um cãozinho, mas ele nos deixou...).
E então Snoopy. Charlie Brown é uma versão minha masculina em boa parte do tempo: Um personagem pessimista, azarada, atrapalhado e com crises sérias de inferioridade. Alguns amigos que mais parecem inimigos, novamente uma paixão recolhida e um melhor amigo de quatro patas, um cãozinho com imaginação superior.
Além de as vezes eu ser tão insuportável como a pimentinha, e ter assim como a Lucy, uma queda por amigos de irmãos mais velhos (rsrs).
Snoopy, enfim, conta minha vida...
Acho que até hoje sou meio Charlie Brown.
Curtia muito estas animações, e acredito que os desenhos animados de antigamente apresentavam muito mais conteúdo para se pensar do quê muitos que fazem um sucesso estrondoso na galera de hoje.  Gosto de algumas animações de hoje sim, mas aquelas que me dão algo para refletir de verdade, personagens que me fazem pensar, situações que me fazem criar concepções sobre a história.
Pode ser uma coisa até bem simples, muita coisa que a maioria ignora em certos desenhos de animação, mas quando você para para pensar fala "Putz, como não percebia?"
Tem gente que pode até falar "Eh lesada, quase dezenove e ainda vê desenho?"
Vejo sim, e pode ir atrás de quem fala assim, por que se não vê, é louco para ver e não assisti por opinião alheia.
Se liberta caramba!
Não é só para relembrar a infância que eu vejo desenho não. Eu gosto mesmo, curto assistir, e encontrar em certos detalhes as mensagens que o autor quer passar. Uma animação boa me ganha, mas uma história boa não se compara. Por isso, o desenho pode ser de mil novecentos e bolinhas (tradução : muito velho), ter os efeitos audio-visuais um tanto duvidosos, mas se houver ali uma história boa mesmo, o visual acaba sendo o de menos.
É assim com Doug, com os traços que muita gente de hoje achariam ruins, mas quem gosta nem nota, ou quando nota, não se importa tanto.
Snnopy idem.
São histórias inesquecíveis, que marcaram a infância de muita gente. E espero eu que alcance ainda muitas crianças por aí.

Lorem Krsna  

Doug Funny, originado de um livro nunca publicado, Doug Got a New Pair of Shoes, do artista e criador da série Jim Jinkins e do escritor Joe Aaron. Link 
  


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Me conheço?


"Não vejo mais o que antes via em mim. Não é como se tivesse realmente mudado, mas sim, só agora começo a me conhecer" 
Lorem Krsna

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Erros, culpas e julgamentos.



" Estamos todos com os bolsos pesados de pedras para jogar, e acabamos esquecendo de nosso teto de vidro desguarnecido." Lorem Krsna


Todo mundo peca. Todo mundo erra. O que nos diferencia é a divisão entre os que julgam e não se olham no espelho para admitir os próprios erros, e os que admitem, e assim, caminham um passo para a tentativa de melhorar e aprender. Afinal, como aprender com algo que você insiste em ignorar e dizer que não existe?
Há uma música que diz claramente que " o culpado do mal do mundo está diante do espelho ".
Ninguém se sente bem sentindo culpa por que quer que seja. Então, qual a saída mais comum? Deixar de olhar no espelho?
Colocar a culpa no outro. É sempre o outro.
E julgar, açoitar, sendo que carregamos até sem perceber tantas vezes cruzes pesadas e invisíveis nas costas. E tudo isso por medo. Medo de se sentir fraco, de ser visto de uma maneira indesejada pelo outro. Medo de admitiros próprios medos e erros diante dos outros, que assim como fazemos tantas vezes, só sabem julgar, sem nada perguntar, e sem tantas vezes se colocar no lugar do outro. Afinal, o que você prefere: Estar amarrado no tronco ou estar segurando o chicote?
Muita gente bate no peito falando de uma moral, mas na hora do vamos ver, ninguém quer se expôr e ficar no alvo. 
É uma das frases mais dificeis de se falar: "Eu errei."
Bem menos pesada do que dizer "Foi ele!"
É, todo mundo precisa de um bode expiatório, a culpa tem que ser de alguém. Admitir que há um culpado nos faz sentir que podemos fazer algo para aliviar a situação, nem que seja descontar no outro. É uma maneira de sentir que temos controle de algo nesta vida.
Todo mundo erra. Todo mundo já colocou a culpa em alguém, ou algo, como uma mera circunstância.
Todo mundo já jogou, ou ficou tentado a jogar uma pedra em alguém.
Muitos já se sentiram melhor ao perceber que existe alguém mais ferrado do quê si próprio.
Mas admitir?
Hahá!
Nunquinha.

Lorem Krsna

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sonhos de Quasimodo


Eu tenho ideias corcundas.
Que balançam-se nos sinos de minha lucidez.
Tenho atitudes imundas,
honestidades inúteis,
de quem não sabe o que fez.

Entre as gárgulas nas alturas,
meu pensamento alcança a liberdade.
E nas noites escuras,
Vejo as luzes que se acendem
em minha doente cidade.

A rainha das bobas, por que não?
Muitos assim foram apontados pela multidão.
Um Quasimodo, em sua catedral esquecida.
E quem nunca errou, não viveu a vida.

Querem que expresse minha gratidão
Por usarem meus sonhos para lustrar o chão.
Querem condenar meus pensamentos,
Pisar nos estilhaços de meus sentimentos.

E tendem a açoitar o diferente, 
Só quem apontado
Sabe o que é ser condenado,
Pelo o que sente.

Eu tenho ideias corcundas.
Quasimodo preso em sonho e solidão.
Eu tenho ideias corcundas
Que balançam-se nos sinos de minha razão.

Lorem Krsna.
Essa eu fiz ao som de Lifehouse.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A ponte para o sempre


" Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.
Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesaa passear por florestas encantadas.
Pensamos às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.
É um prazer estar enganado.
Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura... Não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.
Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.
Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos,
para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.
A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Feche os olhos e siga sua intuição."

Richard Bach


Eu era criança a primeira vez que ouvi falar em Richard Bach, e já adolescente quando enfim pude desfrutar verdadeiramente de uma obra sua, e compreender, ao menos em parte, o escritor magnífico que ele é. O livro, era a ponte para o sempre. Minha mãe o possuia há anos, muito antes de conhecer meu pai. Infelizmente, quando iniciei finalmente a leitura o livro já estava semi-destruído (em parte, talvez culpa minha quando era menina, não lembro ao certo) e nunca li o final. Tive oportunidades posteriores de ler o final, mas prometi a mim mesma que só o leria quando pudesse adquirir a obra e lê-la completamente. E recentemente a encontrei em uma livraria. E claro que não comprei ainda por que estou lisa, sem grana um pouco desprovida.
Richard Bach falava de sentimentos reais, em histórias de pessoas que cruzamos nas ruas, vivendo suas vidas muitas vezes sem perceber o valor de suas histórias, os contos de fadas reais escondidos por trás de seus amores e de paixões que colocariam no chinelo qualquer personagem dos romances mais famosos.
E simplesmente, por serem pessoas de carne e osso, com suas fraquezas, seus mais torpes defeitos e os mais singelos sonhos e apreensões. Personagens que você lê e fala "Olha como parece com a vida de fulana."
Ou "Eu já senti isso", "Eu QUERO sentir isso."
A ponte para o sempre conta a história do próprio autor, um jovem louco por aviões, e de como ele ficou rico meio sem se dar conta, ao lançar um romance best- seller. E foi graças a este livro, que conheceu um grande amor, Leslie. Um amor que parecia estar escrito em suas vidas antes mesmo de se conhecerem. Primeiro nasceu uma amizade comovente (adorava em particular as partes em que Leslie dava uma surra nele no xadrez), e depois, naturalmente veio a paixão.
Vieram dificuldades, quando o advogado cretino inexperiente que cuidava das finaças de Richard tratou de fazer uma baita de uma besteira um mal negócio e Richard perdeu tudo e ainda ficou devendo.
E Leslie enfrentou tudo ao seu lado.
A história é bem legal mesmo gente, acho que o simples resumo não guarda a essência do romance, então não vou me alongar, até por que como disse, não sei como termina.
Richard Bach conseguiu a façanha, de mesmo tendo escrito este romance há anos, conseguir transportar para a realidade amores perdidos nas histórias ditas infantis. Não melodramas, coisas impossíveis, mas amores reais e por isso tão fortes, com seus altos e baixos, com seus cavaleiros por vezes tão desastrados e suas princesas teimosas, que ao invês de serem salvas "salvam seus cavaleiros". Os dragões das difuculdades nas esquinas e nos pensamentos pessimistas...
Coisas que sempre existiram, e que sempre vão existir, por que não importa a vestimenta, a época, a banda de rock do momento... Sempre vai existir os sentimentos, os medos da perda, os príncipes e princesas que necessitam salvar e serem salvos por este sentimento universal que é o amor.

Lorem Krsna 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A briga nos bastidores



E mesmo assim, para falar a verdade,
razão e amor se fazem pouca companhia esses dias.

William Shakespeare
Um sonho de Verão
Ato III, cena l

Há um tempo atrás postei no blog algumas opiniões sobre o equilíbrio entre razão e emoção baseado na história de Epimeteu e Prometeu, irmãos titãs representados na mitologia.
Falei sobre o equilíbrio necessário entre dois sentimentos (quase duas forças, na verdade hehe) tão distintos e ao mesmo tempo tão poderosos.
Passei por diversas pessoas na vida que quase representavam a forma viva destes sentimentos. Racionais irrecuperáveis, alguns que precisavam ver pra crêr, e algumas vezes nem ver bastava. Estes nunca saiam de casa sem uma mochila pronta de mantimentos, e uma cabeça lotada de desculpas para tudo na vida, explicações para qualquer atitude, procurando motivo para realizar qualquer feito. Pensando e pensando antes de agir, e ás vezes, por isso, não realizado quase nada de concreto.
E houve os passionais, explosivos, capazes de gritar com os olhos e rir com o corpo. Impulsivos, desbravadores, teimosos até  medula, e tantas vezes totalmente e completamente irresponsáveis.
Vi ambos os casos, de modo extremo, e estes extremistas tinham uma força capaz de arrasar ou marcar a vida de qualquer um que cruzasse seu caminho.
E então, de uns tempos para cá tentei mesmo encontrar a resposta, com qual perfil me colocaria?
E notei que a cada segundo, a cada minuto, atravesso as duas fronteiras. Não há um equilíbrio, mas sim uma troca de papéis como se fossem duas pessoas diferentes, brigando por um palco, empurrando a cada instante a outra para os bastidores.
E mostrando neste palco somente seus defeitos nesta disputa infeliz.
É uma loucura.
A razão e a emoção seriam maravilhosas se trabalhassem juntas, seria a resposta. Um espetáculo perfeito.

Mas infelizmente elas não curtem muito a companhia uma da outra ultimamente.

Lorem Krsna

Luz, câmera... AÇÃO!


Os 10 filmes que marcaram minha vida:
1. O homem bicentenário
2. A procura da felicidade
3. A vida é bela.
4. Um sonho de liberdade.
5.  K-pax
6. Sempre amigos
7.O jardim secreto
8.  Forrest Gump - O contador de histórias
9. Tempos Modernos
10. Os goonies

domingo, 7 de agosto de 2011

De repente trinta - A vida é curta demais para se errar tantas vezes



Você já cometeu erros e desejou voltar no tempo e poder consertar tudo?
O que você faria em nome de uma ambição?
Esses são alguns dos pontos tratados no filme De repente trinta, que conta a história de Jenna Wink, uma adolescente de grandes ambições que no dia de seu aniversário de treze anos, diante de decepções deseja ter trinta anos, chegando logo ao que chama a idade do sucesso.
Magicamente seu desejo é atendido, e ela pula grande parte de sua vida e se vê de repente na sua vida de uma mulher de trinta anos, rica e bem-sucedida (E com uma mentalidade de treze anos, responsável por algumas das tiradas mais engraçadas da história.). Porém, mais do quê o sucesso, Jenna descobri um rastro de más escolhas e más ações que cometeu na vida, almejando a realização de seus desejos, o que a transformou em uma pessoa de caráter duvidoso, capaz de humilhar, pisar e trair qualquer um para atingir seus objetivos.
Cercada de falsos amigos, e longe dos que antes lhe eram tão caros, incluindo Matt, seu melhor amigo de infância o qual afastou com humilhações e desprezos.
Quanto mais adentra na vida que leva como uma mulher de trinta anos, mas Jenna se desespera vendo em que se transformou. Conseguiu tudo o que desejava quando criança, mas a custo de infelicidade e erros.
Agora, vendo o que se tornou, tenta remediar, se aproxima novamente de Matt, e acaba descobrindo-se apaixonada por ele. Tenta salvar a revista que trabalhava e que estava destruindo.
Mas para muitas coisas já era tarde demais. E mesmo tentando reverter seus erros, eles já haviam feito estragos suficientes.
A única saída foi voltar no tempo, e ter uma nova chance de fazer tudo diferente. E para sua sorte ela pôde fazer isso, e tendo aprendido com tantos erros, conseguiu dar um rumo melhor para a sua vida.
Mas e nós? Uma casinha com pó mágico nos salvaria na hora que tudo desabasse com o peso de más escolhas?
A verdade é que apesar de humanos suscetíveis ao erro, a vida é muito curta para se cometer todos os erros de uma vez. Temos que aprender com os dos demais.
E a vida não nos dá muitas chances novas para ser feliz, se acabamos sempre jogando essa felicidade pela janela em busca de desejos ilusórios e egoístas.
Tudo o que fazemos tem uma consequência, e dependendo de nossas escolhas podemos perder muito, algumas destas perdas irremediáveis. E o tempo, o tempo não espera, nem volta, embora tantas vezes desejemos tanto!
Bom mesmo é aproveitar este tempo com quem nos é importante, e fazendo o que é importante, pois arriscar a felicidade em nome de desejos duvidosos é um perigo, ainda mais passando por cima de todos, afinal, um bem que machuca a tantos valerá a pena o sacrifício?
Temos que viver a vida sem tantos arrependimentos, sem tanto peso. Isso é ser bem-sucedido, e em qualquer idade, é a idade do sucesso.

                                     
 Lorem Krsna

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tenho medo



"(...) Você está errado, não tenho medo da vida. Só tenho medo de verdade daquilo que trago dentro de mim. "

Lorem Krsna

O que hoje eu aprendi



"Sabe, hoje sou mais feliz porque aprendi  a abrir os olhos pela janela da situação, e onde antes via apenas a tempestade quebrando tudo, vejo aquilo que poderá trazer um arco-íris colorido para  minha vida."
Lorem Krsna

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Tudo o que a vida leva...



"Ás vezes na vida, quando você perde algo importante, é para se abrir um espaço para algo muito melhor que virá. A gente sofre, e tantas vezes espernea contra a situação, mas as mesmas circunstâncias que levam algo que amamos , trazem algo que possamos amar. E tudo aquilo que é verdadeiramente nosso nunca se vai para sempre no fim, pois sempre resta algo do que foi e de como foi dentro de nós."

Lorem Krsna

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

E essa aconteceu nas férias... A malcriada!

Um grande tropeção na rua, e foi assim que tudo começou.
- Não enxerga não garota? - a voz debochada me tirou do sério.
- E eu tenho olhos nos pés? - Respondi de cabeça baixa, analisando o estrago em meu dedão, a minha voz no tom mais malcriado possível.
O debochado cretino  garoto desconhecido estava em pé em minha frente. Quando finalmente ergui os olhos pensando se minha unha iria ou não cair encontrei o sorriso maroto do estranho. E que sorriso meu Deus!
E vi também os livros dele no chão. Que eu, em meu desastre sem fronteiras havia derrubado as esbarrar nele após a topada vergonhosa. Só eu mesmo. Tropeçar em um chão liso como aquele...
- Foi mal. - Me desculpei, meio de má vontade. Aquele sorriso de deboche era a gota d'água. Não importava se ele fosse até razoavelmente atraente.
- Foi péssimo. Mas te perdôo.
- Pedi desculpas, não perdão - Rebati. Ajudei-o a juntar os livros apressadamente e voltei a caminhar. Como de meu feitio, estava obviamente atrasada.
Alguns bons segundos haviam se passado, e a voz ao meu lado quase me matou de susto.
- Cuidado com o poste aí.
Dei um suspiro furioso. Contornei o poste.
- Não sou cega.
- Não pareceu lá atrás.
- Otímo. Um chato - Retruquei mudando de lado na rua. Ele foi atrás.
- Não sou chato. Sou legal.
- Não pareceu lá atrás. Não tem o que fazer?
- Tenho. Estou protegendo as pessoas de serem atropeladas.
- Eu sei atravessar a rua.
- Não não. Estou protegendo elas de serem atropeladas por você.
Controlei a raiva ultrajante e fiquei calada. Ok, talvez ele estivesse meio certo em alguns pontos.
Ele riu. Sorriso superior. Argh.
O dentista. Finalmente. 
- Cuidado, se não te atropelo de propósito - murmurei , bem perto de bancar a garotinha de 5 anos e dar lingua.
Entrei no consultório e sentei em minha cadeira na sala de espera, ainda furiosa.
Ok, talvez tenha ficado furiosa a toa. Mas espero não cruzar com um desses de novo. Minha paciência está de férias junto comigo, só que ela anda em outro lugar, curtindo as férias dela bem longe de mim.

Lorem Krsna

Obs posterior: Eu estava revoltada, Deus me livre ¬¬

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Coisa de irmãos


Thomás Freud é um penultimo filho, mais velho que eu apenas dois anos. E por esta pouca diferença de idade, andavamos (ou aprontavamos) sempre juntos quando crianças. Era meu companheiro nas histórias de bruxas e guerreiros. Éramos indios, radialistas, naufrágos... Passávamos tardes enfrentando monstros.
Foi ele quem me ensinou a jogar xadrez (pena que eu perco tanto para ele), dar um soco digno e a falar palavrão. Me incentivou a escutar boa música, e a aprender a tocar violão. Foi o único com paciência a me ensinar a andar de bicleta (o que lógico que não deu certo), a nadar (o que também foi um perigo) e foi o primeiro com coragem o suficiente para colocar um carro em minhas mãos, e ainda corajosamente permanecer no banco do carona, firme, diante do perigo eminente.
Todos o que me conhecem sabem do orgulho que sinto, apesar dele ser mulherengo e tão estressado as vezes.
Para se ter uma ideia de como é o Thomás, aconteceu algo que resume sua personalidade.
Na época, ele trabalhava numa firma, tinha 18 anos. Na ocasião havia ido para outra cidade e recebido o salário. Fora há uma restaurante, e quando pedia apareceu um garoto que vivia nas ruas, pedindo resto de comida aos fregueses. Alguns o ignoravam, e muitos eram mesmo grosseiros. Meu irmão chamou o garoto e pediu que sentasse com ele. Perguntou o que ele queria comer. O menino ficou surpreso, ressabiado. O garçom torceu o nariz, para o menino sujo, mas o que ele podia fazer?
- O que você quer comer? - meu irmão perguntou.
- Qualquer coisa - o menino respondeu timidamente.
- Qualquer coisa não tem. Quer frango?
- Quero!
- Pois traga dois almoços, com frango por favor - Pediu ao garçom.
O garoto comeu, dividiram uma coca.
- Quer mais alguma coisa?
- Não! To satisfeito!
- Pois pronto.
Não é todo mundo que faz isso. Quando perguntei o porquê, ele simplesmente falou que estava com o dinheiro, podia pagar, por que não pagaria?
Coincidência ou não, dias depois meu irmão ganhou uma bolsa de estudos para a faculdade que tanto almejava, no curso que queria e foi morar em Olinda, somente com a cara e a coragem, sem ao menos nunca ter ido lá.
Aos bons, o que é dos bons.
Eu sei, tenho um pressentimento, que meu irmão é capaz de ser grande, muito maior do quê qualquer um que eu conheça. Ele quando quer algo, corre atrás, sempre mantendo a dignidade, e isso é raro hoje em dia. É raro alguém com os pés no chão e a cabeça nas estrelas, que brilha sem tentar ofuscar a luz de ninguém. Ele é assim. E só se encontra pessoas assim poucas vezes na vida.

Lorem Krsna


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Coisa de Grego


"Quando Zeus viu o fogo entre os homens  irritou-se e planejou uma vingança contra a humanidade. Criou uma criatura, que recebeu dos Deuses vários dons, como a beleza e encanto, e deu-lhe o nome de Pandora (a que possui todos os dons). À Pandora Zeus entregou um vaso, em cujo contéudo estava os males que ainda não abatiam a humanidade, e no fundo a esperança bem escondida.
Pandora foi enviada à terra, e lá encontrou Epimeteu, jovem irmão de Prometeu, e lhe ofereceu o presente dos Deuses. Mesmo avisado que não deveria aceitar nada do Olimpo, Epimeteu encantou-se pela mulher a abriu o vaso.
O mal se espalhou como uma nuvem sobre a terra, trazendo a dor, o sofrimento e a doença, mas Pandora tampou o vaso antes que escapasse a esperança, que ficou para sempre presa dentro do vaso."


Sempre pensei na história de Pandora na mitologia grega de uma forma diferente.
Vejo Prometeu (o que pensa antes) como os que são levados apenas pela razão. Na mitologia, como protetor da humanidade, ele roubou o fogo e o trouxe aos homens. E se este fogo, não fosse propriamente fogo? Pensem por um instante: E se ele representasse na verdade a luz, a razão e o conhecimento? Os seres humanos eram ignorantes, e então ele lhes deu a consciência sobre as coisas.
E então Epimeteu (o que pensa depois) pode ser aqueles que se levam apenas pela emoção do momento, os impulsos quase irracionais. E por conta destes impulsos não pensados, ele ajudou a trazer o mal sobre a terra que não existia. As pessoas possuiam já o conhecimento sobre as coisas, mas não conheciam a doença e o mal.
A razão então viria a ser a proteção da humanidade e a emoção ajudaria a arruinar as pessoas?
Eu não penso desta forma na verdade.
Eu sempre vi Prometeu como um ser brilhante. Ele conseguia praticamente tudo, mas quanto ao amor que dizia ter pela humanidade trazia minhas dúvidas, já que em quase todos os momentos ele parecia usar os homens para desafiar os deuses do Olimpo. Era como se tudo não passase de um jogo, e a humanidade as peças em suas mãos hábeis.
A razão demais, sem emoção, leva a arrogância, a loucura e a desgraça, como ele mesmo foi vítima, ao ser preso no monte cáucaso a ter uma águia comendo todo dia seu fígado.
Epimeteu talvez, no alto de sua ingenuidade amasse mais os homens, apesar de por agir somente com a emoção, sem pensar, causou muito mal aos que amava.
Mas mesmo assim, alguns dos instintos mais importantes não nos levam a pensar e pensar para agir. É... instinto.
As vezes pensar demais nos leva mesmo é a fazer besteira. Ou pior, não fazer nada.
E se Epimeteu e Prometeu hovessem trabalhado juntos? Digo, a razão e a emoção em equilíbrio. Eis a chave para tantos problemas.
É esta divisão que acaba com a gente. Passional demais, ou racional demais.
Os gregos estiveram enganados sobre uma coisa: a razão por si só não é a proteção da humanidade, e tão pouco a emoção a sua destruição. Na verdades, ambas isoladamente e em exagero são um desastre!
Afinal nem Prometeu nem Epimeteu se deram bem com a receita de só isso ou só aquilo.
Ao equilíbrio então iremos. Ao equilíbrio!

Obs: Veja o que aconteceu homens ao Epimeteu, é isso o que dá perder a cabeça por conta de um rabo de saia! rsrs

Lorem Krsna

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