terça-feira, 31 de maio de 2011

Freak, o monstrinho

The Mighty (BR: Sempre Amigos / PT: Os Poderosos) é um filme americano lançado em 1998, e que marcou minha infância, e até hoje faz parte na percepção que tenho sobre várias coisas ao meu redor, principalmente sobre respeito, amizade e legado, aquilo que deixamos para trás aos que no são importantes. Baseado no livro Freak the Mighty, de Rodman Philbrick, e dirigido por Peter Chelsom, ele conta a história de Maxwell Kane (interpretado por Elden Henson), o Max. Um garoto arredio e sem amigos, que tem problemas de aprendizado e socialização, julgado como "burro" e esquisito. Max viu sua mãe ser assassinada por seu pai quando era criança, e desde então mora com os avôs. É muito forte e grandalhão, mas pacífico e sem autoconfiança.
Sua vida muda quando conhece Kevin Dillion (Kieran Culkin), um garoto que sofre de distrofia muscular e uma doença degenerativa que o impede de andar, mas com uma inteligência e imaginação acima do normal. Debruçado num mundo de palavras, Kevin convive com as histórias do Rei Arthur e sua Távola Redonda.
A amizade dos dois surge de dificuldades, e os dois, tão diferentes se completam. Quando Max passa a levar Kevin em seus ombros, um passa a ser "o corpo", e o outro "a cabeça". A força e a bondade de um, a inteligência, imaginação e coragem do outro, os transforma em uma única "entidade", que eles chamam de Freak, o poderoso. Um cavaleiro que protege os fracos e inocentes. Juntos eles se tornam capazes de enfrentar qualquer obstáculo.
E em meio a diversas aventuras e problemas que enfrentam (como quando o pai de Max foge da cadeia e rapta o filho e Kevin vai ao socorro do amigo), Max se descobre cada vez mais emerso no mundo de Kevin, de cavaleiros e coragem. Onde a inteligência é a arma mais poderosa. Onde o preconceito não impera, e a dificuldade física se torna mero detalhe diante de algo muito maior.
Tudo vai bem, até que os problemas de saúde de Kevin se agravam. Seu coração cresce mais rápido que o seu corpo, e ele perece.
Max se vê perdido. Fragmentado. Quem ele seria agora? O que fazer quando perdera parte dele mesmo, pois fora isso que Kevin se tornara?
Voltar a ser o que era antes? Um ser sem propósito?
Por um instante sim. Mas não para sempre. De repente, ele passa a perceber que era capaz. Sua mente entra em turbilhão de pensamentos e imaginação, e ele descobre algo nele que sempre esteve lá, uma capacidade que fora por tanto tempo camuflada, e irrompera quando Kevin esteve ao seu lado.
Munido de lápis, um caderno que ganhara de Kevin um dia antes de sua morte e palavras, Max conta a história de Freak, o poderoso. Que vencera monstros e salvara donzelas, e mostrara para o mundo inteiro que era capaz, forte quando qualquer um duvidasse disso.

O legado

"Há um lugar na minha cabeça onde, às vezes, vou.
É frio e sombrio e eu flutuo como uma nuvem.
Agora você é uma nuvem.
Daquelas que vemos no ceu num dia de vento.
Não precisa pensar em nada.
Não é coisa nenhuma.
Não é ninguem".



Freak, não é uma simples história sobre amizade. Ela fala sobre algo muito maior, sobre o legado. O legado que Kevin deixara a Max quando partiu, foi à coragem e a consciência de sua capacidade, que sempre esteve lá, escondida. Ele partira, mas esse legado, sua herança, fez com que permanecesse vivo, nas atitudes de Max, no despertar de sua consciência sobre o mundo. Ele não era mais "uma nuvem no nada", sem direção. Sua mente passou a fervilhar de ideias. Ele finalmente despertara.

Há pessoas que surgem em nossas vidas para mudá-las, e ainda se permanecerem por pouco tempo, poderão modificar-nos radical e intensamente, dependendo só do legado que deixarem em nós, e este legado, esta herança, faz com que permaneçam sempre por perto, fazendo parte do que nos tornamos, e do que queremos nos tornar.

Informações adicionais sobre o filme:
Elenco: Elden Henson - Maxwell Kane; Kieran Culkin - Kevin Dilllion; Sharon Stone - Gwen Dillon (A mãe do Kevin); Gena Rowlands - Gram (vó do Max); Harry Dean Stanton - Grim (vó do Max); James Gandolfini - Kenny Kane (Pai do Max); Gillian Anderson - Loretta Lee; Meat Loaf - Iggy Lee; Jenifer Lewis - Mrs. Addison; Joseph Perrino - Tony D. (Blade)
Observações interessantes:
O sobrenome de Kevin, originalmente no livro não era Dillian, mas Avery.
Eles usam para caramba o nome de Sharon Stone no filme, mas ela, que faz a mãe de Kevin, é uma personagem secundária, ou seja, puro marketing.



Freak é um filme emocionante, é que me trouxe uma lição que carrego por toda a vida, por isso o recomendo a todos aqueles que querem DESPERTAR.


Lorem Krsna

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ponte para terabítia



Jess era um garoto comum, cujo a maior pretensão era ser o garoto mais rápido da quinta série. Isto até surgir aquela garota estranha, a novata. Leslie se vestia diferente, falava diferente e agia diferente. E parecia não se importar se ou outros a vissem como uma estranha sonhadora.
E se tornou a mais rápida da quinta série, deixando todos os meninos para trás, incluindo Jess.
E não bastasse isso, ela agora era a sua vizinha, e estava louca para forçar uma amizade.
E claro que ela acabou conseguindo.
E então os dois, juntos, adentraram em um mundo mágico chamado imaginação, e amizade. Tudo poderia acontecer. Quando estavam juntos, eram fortes e capazes. Eram aventureiros, os mais rápidos.
Leslei ensinou a Jess que sonhar não era ruim. Que a imaginação era algo capaz de nos fazer fortes e confiantes. De tirar a solidão e fazer tudo mais bonito.
E eles se tornaram os reis de um mundo só deles, Terabítia. Uma terra que ficava além de uma velha ponte de corda que atravessava um riacho. Um bosque comum, que para eles se tornou um lugar secreto e repleto de aventuras inimagináveis aos demais.
Lá, eles podiam alcançar tudo, desde vencer a distância entre Jess e seu pai, até vencer a valentona da escola (e ficar amigo dela).
Uma amizade que os faziam fortes, e uma história que tinha tudo para ser bela, finda tragicamente com uma morte...

A ponte para terabítia é um livro de Katherine Paterson, o qual eu li no dia de meu aniversário de 18 anos e que me marcou. Um livro que me fez rir e chorar, e com o qual me identifiquei profundamente. Me vi muitas vezes em Leslie, a estranha sonhadora, com uma imaginação que a levava a seu universo mágico e particular, muitas vezes a fazendo ser vista como a diferente, a peixe fora d'água, a que não se encaixava ou era aceita.
Ou mesmo Jess, em conflito tantas vezes, sem muita confiança, escondendo suas maiores qualidades por medo de não ser aceito.
E até mesmo May Belle, irmã de Jess, que vê o irmão como o seu maior ídolo.
Me identifiquei com as relações, os conflitos, os medos e as pretensões de tantos personagens, que por vezes era como se fizesse parte da história. Eu era Leslie, Jesse e May Belle...
Durante todo o livro, me vi em uma leitura tão gostosa, que o li de uma vez sem ao menos perceber. E a medida que lia, ia notando alguns pontos que o faziam ser muito mais do quê uma leitura infanto-juvenil, mas mostrava conflitos que nos perseguem a vida inteira.
Quem é Deus? Ele existe? O que é a culpa? Como lidar com a morte, sem destruir quem somos?
A ponte para terabítia não é uma simples história, mas uma realidade, sobre amizade verdadeira, aceitar e compreender ao outro, para então aceitar quem somos. O respeito as diferenças, as ideias diferentes e a amenizar a dor da perda, pois aqueles que amamos, nunca se vão de verdade, pois sempre deixam um pouco de si, o legado que carregamos do quê eles foram e do que deixaram de bom aos que foram tocados por sua presença e luz.



Lorem Krsna



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Renascer...

Era um mundo em pedaços, em uma noite profunda iluminada apenas pela tocha. O fogo bruxuelava ao sabor da brisa,e ao longe se ouvia o som agourento de algum animal desconhecido.
O barco rastejava a deriva na água escura ao sabor da correnteza mansa. Minhas mãos descançavam na água fria como pedra e a retirei atordoada. Os olhos pesados de sono logo se abriram mas ainda não via praticamente nada além do barco, a tocha e a escuridão.
Sentei e olhei ao redor. Estava sozinha.
Quando os olhos começaram a se acostumar com o escuro, pode notar os olhos brilhantes que se destacavam na massa negra da floresta ao redor da correnteza gelada em que o barco deslizava. Olhos agressivos...
Me encolhi na embarcação tentando me proteger do frio intenso e notei minhas mãos feridas, manchadas de um sangue já seco. Eram arranhões como se tivesse me arrastado durante horas em meio há espinhos ou pedras de cascalho.
E de repente, em meio a escuridão uma forte luz me cegou vinda do céu. Uma explosão balançou o barco e cai dentro, me segurando para que ele não virasse. Minha cabeça bateu forte no chão de madeira e me senti zonza por um momento, em que pareci apagar...
E então novamente a luz forte em meu rosto, cortando a escuridão. Pisquei para o céu e meu coração deu um salto descompassado.
Era como se o céu negro estivesse se partindo, quebrado por feixes de luz atordoantes. Minha respiração ofegante parou ao notar que os pedaços caiam velozmente por toda parte, como meteoros devastando tudo ao redor, deixando espaços brancos no teto do mundo.
E então foi quando notei um vindo, ameaçador na direção do barco, pulei e a embarcação guinou para o lado me jogando dentro da água fria como gelo.
Sentia como se milhares de agulhas perfurassem minha pele. Tentei voltar a superfície, mas na escuridão profunda das águas não sabia mais o que era profundeza e ar. Nadava buscando a saída e só chegava mais fundo... e mais fundo...
Meus pulmões buscavam em vão o ar, e uma letargia tomou meu corpo que pesava... E eu sentia pedaços pesados caindo na água, passando perto de onde meu corpo não mais se debatia, entregue apenas a sorte.
Meus olhos fechavam aos poucos... E eu me entreguei sem resistência ao sabor da corretenza e do nada...

E então eu acordei, e ao redor tudo era branco como uma folha intocável. Eu estava ensopada, ferida e atordoada. Deitada em uma cama branca semelhante a um leito de hospital, eu não falava e meu corpo doía. Meus pulmões ardiam e lembrei de quando era criança e quase me afogara... Era a mesma sensação. A boca seca, a dor-de-cabeça insuportável.
E havia uma poltrona ao lado da cama, e ao notá-la, vi também o homem que nela estava sentado a me analisar com olhos claros como um céu ao meio-dia. Um olhar paciente e paternal que constrastava com o meu confuso.
- O mundo caiu? - Foi o que consegui formular com a voz rouca, que rasgava a minha garganta como se estivesse bebendo milhões de agulhas.
- Como se sente agora? - Ele perguntou de volta. Detesto quem responde uma pergunta com outra pergunta, mas desta vez não queria discutir.
- Cansada... mas quem é o senhor?
- Uma pergunta interessante... mas eu faço a mesma: Quem é você?
- Ora, eu sou eu... ou era. - Me senti confusa e suspirei - Minha cabeça parece um pouco vazia... como se...
- Não houvesse o que lembrar. Como se tivesse nascido agora.
- Isso - franzi a testa, ele sabia exatamente o que ia falar? - O que aconteceu? O mundo caia...
- Lembra-se da frase de seu livro favorito? - Ele sorriu cúmplice
Pensei um pouco
- "Para nascermos temos que destruir um mundo".
- Como um pássaro que tem que destruir seu mundo para nascer... - Ele falou
Eu sorri entendendo.
- Nascer de novo é sempre doloroso assim?
- Nascer em sí é doloroso. Mas preciso.
- Eu pensei que estivesse morrendo.
O homem riu e pegou em minha mão. A sua era fina como um pergaminho. A barba e os cabelhos grisalhos e o sorriso complacente.
-Morrer é fácil. Viver é que é díficil.

Acordei com o sol da tarde a tomar meus olhos. Estava dormindo na sala. E estranho... sorrindo.

Lorem Krsna
  

 

sábado, 21 de maio de 2011

Cicatriz... e mais nada.

É das pedras que jogam em mim que construo minha morada
E mesmo que a dor insista em me punir,
Sei que toda a tristeza um dia vai sumir.
Restará cicatriz, e mais nada.


Lorem Krsna

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Alucinados por livros.

Ler sempre foi um hábito para mim, desde quando ganhei meu primeiro livro aos oito anos e entre uma palavra vacilada e outra entendi a história.
Durante minha infância e adolescência me tornei uma devoradora de livros e até (que ousadia!) inventei de bancar a escritora também...
E foram tantas situações engraçadas por que já passei para conseguir um livro... É como um vício absurdo, as vezes me pegava sem dormir ou comer para terminar aquele ultimo capitulo que não chegava nunca. Já ri, e chorei lendo histórias. Me revoltei com personagens e perdi o sono preocupada com eles.
E então, uma certa feita absurda li um livro de 300 páginas em uma noite e minha mãe descobriu. Veio então a proibição dolorosa, eu estava (parece piada!) proibida de ler qualquer livro durante um mês, salvo os de caráter acadêmico.
Lógico que eu não obedeci.
E é claro que ela descobriu (não é fácil esconder uma coleção de José de Alencar, principalmente quando se é louca para terminar logo de lê-los  ).
Então ela tomou uma atitude drástica: Proibiu a bibliotecaria de me fornecer livros da biblioteca.
A bibliotecaria a obedeceu, ela não me entregou nenhum livro da biblioteca durante um mês.
Mas minha mãe não havia dito nada sobre os livros da casa dela. (rsrs)
E foi assim que D. Marisa, bibliotecaria e minha "chapa" acabou em uma reviravolta se tornando minha fornecedora "do mercado negro literário", e já que ler é um vício para mim, não é que posso dizer que ela foi minha traficante? (rs, Deus queira que ela não leia isso!).
Mãe, se a senhora ler esta postagem (não leia!), sinto muito... Não, espera. Não sinto não. E a senhora me conhece e sabe que não... (rs).
É gente, mas eu acho que ela sempre soube que eu a enganei... Coisas de mãe.
Bom, essa foi uma situação. Ainda houveram tantas...
Já ouvi muito essa nas livrarias: "E aquí é biblioteca?"
Bem, eu nem sempre tinha dinheiro para comprar livros.
Esta bem, eu NUNCA tinha dinheiro para comprar livros. E nem tenho ainda, meu primeiro salário quando me formar vai a metade para a minha biblioteca pessoal (doações, trocas, rolos e presentes de aniversário, além de um ou outro que encontrei por aí.)
É gente, certa vez um grande amigo me disse que não entendia como com tanta ruflees e música no mundo alguém poderia ainda procurar algum vício para se sentir nas nuvens. E há os livros. Não faz mal (E que nenhum gaiato faça a pergunta: E se uma estante cheia deles lhe cair na cabeça? Aí a culpa não é dos livros, mas do seu azar. Vai se benzer criatura!), ao contrário, conheço pessoas que se dizem salvas pela leitura. Ler é uma hábito que abre sua mente, claro que com tanta porcaria por aí você deve filtrar o que pode lhe acrescentar. Nada de acreditar em tudo o que lê. Você não deve nem acreditar em tudo o que vê, imagine ler...
E hoje em dia, com o alto poder dado pela internet qualquer um pode escrever qualquer coisa e espalhar pelo mundo. Então cuidado, tanto com o que lê como com o que escreve. Na internet se  escreve à caneta, não à lápis.
Então é isso pessoal, quem quiser fazer doações para meu acervo pessoal (rsrs), estamos aceitando.
E quem tem uma história engraçada sobre algo que lhe aconteceu ou há um conhecido que assim como eu, tem este vício delicioso pode mandar!
Vamos rir juntos de sua desgraça (rsrs).
Valeu!

Lorem Krsna

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nascí na época errada

Ah, sei lá!
A vida as vezes fica mesmo complicada. O tempo vai levando tudo, e parece que só eu fiquei parada.
E é tanta loucura acontecendo, que ás vezes penso que nasci mesmo na época errada.
Eu entrei escondida em uma máquina do tempo, vim parar aquí e não lembro de nada.
Deve ser isso...
A resposta maluca da charada.
O que eu sinto não se encaixa mesmo em nada. Sou por vezes um quebra-cabeça que veio com uma peça extraviada.
E eu voo tanto, e ainda dizem que tenho os pés no chão.
Escrevo sobre sentimentos, e apanho de minha própria emoção...
É mesmo... Eu não aceito tanta coisa louca acontecendo neste mundo. Violência gratuita  e tantos atos imundos.
Hipocrisia e omissão...
E lá no fundo, há os que crêem que futilidades são pensamentos profundos.
É... Está tudo mesmo tão louco...
E no fim... Vou sonhado de olhos abertos, e de noite não consigo dormir.
Nada ao meu redor se encaixa no que hábita lá dentro de mim.
Ah, mas sei lá.
Agora nem sei mais se a vida é complicada,
ou eu irremediávelmente desastrada.
A racional tão tola, e romântica das escolhas erradas.
A simplória, de palavras amenas e "asas" machucadas...
Mas..., o que eu sei?
As vezes não sei mesmo de nada!
Vou vivendo
Caindo
e sofrendo.
Vou rindo, e se perguntam se estou bem, sempre , muito obrigada!
É...
eu nasci mesmo na época errada.

Lorem Krsna

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E por falar em amor...

Estava assistindo a um episódio do seriado Dr. House noite passada quando ouvi Dr. Foremam falar algo a House que me deixou realmente intrigada:
" A maioria dos caras que não estão interessados em uma mulher tentam ser gentis." (1° temporada, episódio 19 "crianças")
Bem, com esta simples observação eu viajei (o que não é nenhuma surpresa, na verdade), e pensei muito sobre este aspecto. Se quando um homem não está interessado ele é gentil, quando está ele é irritante e cretino? (Falo não dos homens em geral, obviamente.).
Fica confuso. Certo que as mulheres em sua maioria são bem mais capazes de ler as entrelinhas, e na maioria das situações sentimentais elas se mostram mesmo um passo a frente apesar de tão tachadas de passionais, mas não há mal nenhum em tornar as coisas um pouco mais fáceis de vez em quando. "Eu gosto dela, logo ela não pode perceber ou vai tentar me dominar através deste sentimento? "
Eu não sou homem (apesar de muitos ainda confundirem Lorem como um nome masculino. Vejam a foto, pelo amor de Deus!), logo estou formulando suposições. Mas tenho dois irmãos, sendo mais próxima de um deles do que de qualquer um, e tenho também como melhor amigo um garoto, além de conviver com vários colegas, então eu posso ao menos ter alguma ideia... 
E cheguei a conclusão que os homens, apesar de em muitos aspectos serem tão objetivos e diretos, em relação aos sentimentos eles podem sim ser muito enrolados!
Quando éramos crianças isso até que era bem óbvio em muitos meninos: "Se você gosta de um menina, puxe seu cabelo, a irrite, diga que é feia."
Quando você entra na adolescência isso se torna mais delicado. Não que muitos ainda não nos irritem (risos), mas começa a imperar outro pensamento: Se se sente atraído, demonstre, ou outro demonstrará e então... já era. Competição. Lindo... aff.
Bem, o que venho percebendo é que a grande maioria dos homens tem medo de gostar de verdade de uma garota, e acabarem perdendo o controle de suas vidas. Por que para um homem é tão mais difícil admitir que está namorando com alguém? Que está amando alguém? Que está confuso em relação ao seu sentimento?
Por que boa parte dos homens quando começam a se  interessar para valer tem medo de assumir, e muitos mesmo se afastam abruptamente quando começam a perder o controle da situação.
Então, eles são gentis se não estão interessados e ignoram se passam a amar?
 E nós mulheres que enrolamos tudo não é? (risos)
Há excessões, como tudo na vida. Conheço caras que estão muito bem resolvidos em suas vidas sentimentais. Alguns tem a certeza que acharam a garota certa e não temem admitir o seu amor e vulnerabilidade.
Outros não acharam "aquela pessoa", e então procuram em jardins inteiros o que bastaria em uma única rosa...
O ruim, são os espinhos, claro.
Recentemente passei a me interessar por alguém, mas diante de sua inerente confusão de sentimentos tive mesmo receio de me aproximar. Como eu disse, as mulheres sabem mesmo ler as entrelinhas, mas sou um excessão (podem rir), Caras confusos tem um certo charme, mas só na televisão. Indecisão não é algo que me chame a atenção em alguém. Não gosto de talvez, ou metade. É inteiro, ou não me cabe.
Acho que observo melhor aos demais, deve ser como ter uma tesoura e optar entre cortar o cabelo da pessoa ao lado ou o seu. Nunca irá cortar o próprio cabelo sozinha melhor do que como cortaria o de outra pessoa.
Bom, para findar eu digo aos homens que lerem este texto : Sejam decididos. Se gostam de alguém, e acham que vale realmente a pena, falem isso antes que seja realmente tarde. Nenhuma mulher hoje em dia irá esperar para sempre por alguém que não sabe o que quer de verdade. Seja gentil sim, mas direto. Não dê falsas esperanças. Uma ilusão pode ser bela, mas quando bate a realidade ela não é amável com ninguém. É melhor uma pequena decepção do um tempo precioso perdido, que é algo tão escasso, e com algo que não vai levar lugar nenhum. Mulheres querem amor, não migalhas.
Cuidado com o que você faz, lidar com os sentimentos dos outros é algo delicado e não deve ser levado na brincadeira, pois a maioria dos caras que eu conheço que viam a vida com este pensamento acabaram com o coração pisado por um salto 15 bem afiado.

A vida não é perfeita, e o amor muito menos. As vezes quem você acha que ama, e que não gosta de você, definitivamente não é mesmo o alguém da sua vida, por isso antes de amar alguém você deve mesmo amar a si mesmo, quem não ama a si mesmo não é capaz de amar a ninguém, e isso vale para homens e mulheres. Quem um dia já de decepcionou sabe bem do que falo...
E se não passou por isso, tranquilize-se, ainda vai passar. É o mal de se idealizar algo ou alguém, pois ninguém é mesmo igual a o que a gente pensa quando esta apaixonada.
E como diz Dr. Foremam: "Algumas relações não foram feitas para durar".


Lorem Krsna

quarta-feira, 11 de maio de 2011

E admiro atualmente...

Alguns dos que mais admiro na atualidade, incluindo pessoas reais ou personagens da ficção que acabam falando muito sobre minha personalidade atualmente e meus gostos em relação a vida e ao mundo.


Lorem Krsna

sexta-feira, 6 de maio de 2011

As penas que perdi


Sabe, tenho andado um pouco distraída.
Não sei bem o porquê, não sei bem há quanto.
E meus olhos navegam em águas turvas demais, minha mente não quer saber do presente que se abre. Quer passado, só passado e nada mais.
E dos olhares que perdi há tanto, não sei bem quantos ainda trago em mim.
E por mais que eu tente me encontrar em tudo, desconfio que há um mundo que perdi. Quero a taça proibida e escondida bem aquí.
Mas estes malditos preceitos me impedem... A consciência me persegue e me prende na hora de voar.
Sabe, ando meio triste sem saber o porquê. E esta tristeza não me incomoda tanto quanto antes. Não sei o que perdi, ou quem perdi, só sei que se foi não me pertencia de verdade.
Ora, tão pouco, o tempo passa e a vida se abre tão feroz...
E eu tão cheia de pensar em tudo, e tão pouco fazer.
Minha mente se abre como um carrosel de emoções fantasticas. Razões estúpidas, piadas inexatas.
Minha mente nubla e me prende, enquanto temo perder as minhas asas, a música se perde, a palavra se cala.
E eu só penso tanto, e me perco assim.
Distraída, tão tola, procurando as penas (de tantas penas que sinto em mim) que cairão das asas e perdi.


Lorem Krsna

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O "causo" de João

Hoje ao olhar para trás, encontro em mim os vestícios tão recentes de minha meninice. São memórias nítidas, diria até algumas, por seu valor e circunstâncias são indeléveis em mim. E em meio a estas lembranças, recordo-me claramente das histórias contadas por meu pai, que nos passavam lições e divertia-nos, e dentre estas, surge-me a do "caso do João".

Seu nome era João. Não sabia de seu sobrenome (pois decerto possuia um), mas sabia o que contavam-me. Era dito um homem extremamente ríspido e indisposto a piadas, e somente por isso era sujeito a elas com frequência. Alvo preferido das crianças que circundavam a sua casa. João possuia uma grande e frondosa mangueira em seu quintal, e tinha por ardua tarefa afugentar a meninada que habitualmente invadia-lhe o território em busca de saborear os frutos desta planta. E foi nessa luta entre o dono da árvore e os meninos desordeiros que surgiu-lhe o apelido: João do Pé-de-Pau. Ninguém sabe ao certo o nome do menino criativo, mas o certo é que o dono da árvore não gostou nada da perjorativa, e por isso  mesmo foi que o apelido disseminou-se. E quanto mais ele ameaçava, mais irritava-se , era que então chamavam-lhe : "Olhem! Aí vem o João do Pé-de- Pau". E foi somente quando o nome aflorava já por toda a cidade,  que o pobre homem resolveu, em uma drástica atitude, acabar com o mal de uma vez, e em uma certa noite, armado com um machado cortou a sua preciosa mangueira!
Findado o problema? Achava-o ele, mas qual foi a sua surpresa e fúria, quando dias depois um homem que passava preguiçosamente em uma carroça de boiadeiro o chamou de "Seu- João- do- Pau- Cortado!"
A luta de João foi árdua, mas todo processo que fez gerou-lhe um apelido. Ao arrancar as reminiscências da árvore decepada, por exemplo, chamaram-lhe de "João-do-toco". Ao atear fogo ao restante do tronco, veio o "João-do-toco-queimado". Então, cavou o João e destruio as raizes da árvore já morta, eis que surge: "João- do-Buraco ". E quando por fim tampou a fenda do chão, e veio-lhe a alcunha que levou até a morte: "João-do-buraco-tapado".

A história de João foi uma das muitas que trago de minha infância, e da qual recordo-me juntamente com os risos estridentes e com a lição a ela confiada: Viva a vida com alegria, e tente não irritar-se com amenidades.
Ah que saudades de meu tempo de criança! E das histórias que tanto me fizeram rir em minha tenra infância...


Lorem Krsna

terça-feira, 3 de maio de 2011

O massacre do Bairro Chinês e a transformação do caráter através da influência do poder.


Na noite de Sábado passado, enquanto passeava pelos canais da televisão acabei por acaso caindo em um filme do super cine, que ainda iniciava.
O massacre do Bairro Chinês.
Como não tinha nada para fazer, o assiti.
A principio pareceu-me apenas mais um filme de ação de um de meus atores favoritos, Jackie Chan, mas logo provou ser bem mais do quê isso.
Provou ser a história da essência humana.
Pois bem, para desenvolver melhor a ideia, vamos ao filme:

Ele se passa no Japão, início dos anos 1990, quando este país passa a receber um grande número de imigrantes Chineses foragidos de seu país. Fato que é mostrado já na primeira cena, em que aparecem dezenas de chineses fugindo de um navio que afunda na costa japonesa.
E dentre estes imigrantes se encontra Steelhead (bom, para mim a pronuncia parecia Niki, mas deixa para lá. Ele é interpretado por Jackie Chan). Ele entra no Japão ilegalmente para tentar encontrar a noiva Xiu Xiu (Xu Jinglei), e recebe ajuda de seu irmão Jie (Daniel Wu).
De cara Steelhead começa a passar por inúmeras dificuldades, sendo imigrante ilegal e tendo assim que tentar sobreviver no perigoso bairro de Shinjuku, dominado por gangues e pela Yakuza.
Trabalhando ilegalmente, ele então acaba tendo que fugir da polícia para não ser deportado, e descobre que xiu xiu se casara com um poderoso lider da Yakuza, Eguchi (Ken Watanabe).
Em meio a decepção, o medo e os problemas de ser ilegal,   Steelhead passa se envolver com golpes e roubos para ganhar dinheiro e sobreviver, e ajudar Jie que quer levar uma vida digna, longe de problemas.
É quando Jie é então cruelmente espancado por um mafioso, chegando a beira da morte que Steelhead decidi se vingar. E na sua tentativa de vingaça acaba coincidentemente salvando Eguchi da morte, e então, em troca da cidadania no país ele passa a trabalhar para ele como assasino profissional.
Aos poucos Steelhead passa a ganhar um poder antes nunca experimentado. E é então que as coisas passam a mudar.
Quando expostos ao poder e ao gosto que ele trás, seus companheiros passam a se corromper, e o que antes era apenas uma luta para sobreviver, passa a ser uma disputa de status e dinheiro, onde não há princípios nem amizade.
Vendo a que tudo estava os levando Steelhead tenta salvá-los a qualquer custo, mas se vê mais fundo em perigo e traição.
Ele  decidi então em um plano ousado denunciar a máfia, e vê todos os seus antigos companheiros contra ele, uns matando os outros. Praticando com os demais aquilo que mais sofreram.
Há então uma luta sangrenta, e ao fim...
Não vou estragar. Assistam!
O final é surpreendente. hehe

Desenvolvendo a ideia.

Jie e A transformação do caratér pela dor.

Mas como eu disse, vou desenvolver minha ideia sobre a essência humana.
Primeiramente, o que é mais capaz de revelar a real face humana?
Duas coisas, eu diria: Poder e sofrimento.
E foi o que o filme mostrou em primeira mão.
Vamos Ver Jie.
Jie era um rapaz ingênuo e honesto, que só deseja viver uma vida com dignidade.
E então vem o primeiro baque. Um espancamento injusto e covarde.
E logo depois, um segundo, onde é mais cruelmente ainda massacrado, e tem sua mão arrancada.
Jie começa a mudar...
Amargura... desejo de vingança. Violência.
E então vem o poder que recebe pelas mãos de Steelhead.
E Jie se mostra.
"um fantasma do que era", como foi dito pelo próprio Steelhead.
Ele faz com os demais justamente aquilo que faziam com ele. Planta a violência e o terror. O sofrimento o mudou, e o poder.
Ou será que mostraram apenas o que ele já trazia dentro de sí? Afinal, até que ponto a dor pode mudar alguém? até que ponto as decepções transformam o caratér?
Vejam bem, o que eu acredito (o que não quer dizer que seja a verdade), é que um caratér totalmente formado em bases fortes não é facilmente modificado. Jie possivelmente era uma pessoas frágil, o que possibilitou que sofresse fortes influências, tanto em vasão das emoções quanto do poder. Ele possivelmente não era uma pessoa má (e creio que realmente não era), mas uma pessoa inconstante, e frágil.
Alguém dominado pelo medo.

O poder e a revelação da face humana.

E então analisemos os amigos de Steelhead. Podemos dizer que a sensação do poder fez com que se mostrassem de verdade. Mesquinhos e ambiciosos.
Dê o poder a alguém e verá quem o é de verdade. Foi o que aconteceu.
Já dizia minha mãe: Quer conhecer alguém, a observe no sofrimento, ou lhe dê poder nas mãos.
A ganância nos muda totalmente. Caem todas as máscaras e escrúpulos, pois é um sabor doce que acaba mesmo corroendo os princípos dos que possuem uma mente fraca.
E é no sofrimento, na luta pela sobrevivência que são despertados nossos mais profundos e enjaulados instintos animais. Nada corrói mais uma alma do quê uma ideia de vingança, um rancor... um medo.
E esta é uma verdade humana.


Curiosidades sobre o filme

Do cineasta Derek Yee, "O massacre do bairro chinês" foi lançado no Brasil diretamente em DVD pela distribuidora California Filmes. Ele foi proibido na China por seu conteúdo violento. Já que os filmes lançados no país têm de passar pelo crivo da censura.
Yee decidiu não lançar o filme em seu país de origem, alegando que tentou editá-lo, para que passasse pela rigorosa análise dos censores, mas que sem as polêmicas cenas de violência a história acabaria prejudicada.
Jackie Chan dirigiu o filme e participou da produção. Ele concordou com a  decisão de não lançar o longa na China.
A produção do filme contou com um orçamento de US$ 25 milhões, valor considerado bastante alto para os padrões asiáticos.
Bom pessoal, o filme possui mesmo umas cenas bastante vioentas, e na Televisão aberta recebeu censura de até 16 anos. Mas se me perguntarem, vale bem  a pena assiti-lo. Não sou lá muito fã de filmes de violência, mas este possui mensagens e lições que me fizeram mesmo pensar... e pensar muito.
Então, a quem interessar eu recomendo mesmo.


Lorem Krsna

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O motoqueiro mistérioso

 
Quando um olhar muda tudo



Eu devia ter por volta dos quatorze anos quando o vi. Foi estranho... E depois, parece que ficou faltando algo crucial... uma palavra talvez.
Eu me lembro, eu nunca me esqueci de nada do que aconteceu, principalmente da sensação absurda que não sei se consigo definir realmente.
Eu passeava com minha irmã em uma praça perto de minha casa. Estava distraída com algo trivial, quando veio uma sensação peculiar. Virei-me em direção a ele e o vi.
Recostado em uma moto, um desconhecido com jaqueta de motocross azul, mochila de viagem... e não vi mais nada, por que olhei nos olhos dele.
Nunca, em toda a minha vida vi algo parecido, e talvez por isso tenha ficado tão impressionada.
Era um misto estranho. Mistério, ingenuidade,  tristeza e controverso a tudo algo perigoso... Algo que me fez ficar fascinada.
Algo que nunca consegui encontrar em mais nenhum olhar,e que acredito que ainda busco tanto.
E então veio a sensação de deja vu. Não era isso de alma gêmea e tal, nada disso.
Apesar do fascinio, da necessitade absurda que senti de falar, que quase doia, não era uma sensação de alegria e euforia.
Ele me deixava... triste. O olhar dele, o modo como parecia enxergar dentro de mim ...
Eu tinha a certeza de repente que precisava falar com ele por algum motivo, e eu sabia que se não falasse, não teria outra chance.
Ele continuou me encarando, e então minha irmã que também o havia notado me puxou.
Eu não falei com ele. E foi como se naquele momento eu houvesse não cometido um erro, mas o repetido.
Ele nos seguio por um tempo...
E então nos desencontramos em um cruzamento, e nunca mais o vi... pessoalmente, por que o vejo em minha mente parece que sempre que imagino aquela noite.
Tentei desenha-lo, mas falho no olhar sempre, e ainda assim ele está aqui dentro e não sai!
E tenho também uma certeza de que aquela seria mesmo a única vez que nos encontrariamos. E não sei exatamente o que pensar em relação a isso.
É confuso, eu sei. E estranho demais.
Eu me apaixonei pelo cara? Dúvido. Comigo não funciona rápido assim. O que me apaixona é a convivência na maioria das vezes, então não é muito possível.
Então o que? Ele era bonito? Certamente. E misterioso. E perigoso.   
E não sei o que pensar mais, só sei que deveria ter falado algo de importante e falhei. Não sei o quê.
Mas por mais que tente não fazê-lo, ainda o procuro... mas sei que só posso encontrá-lo novamente dentro de mim.


Lorem Krsna

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